Sherlock - de novo em grande na segunda temporada


«Sherlock» é uma das grandes séries de crime e mistério da atualidade (juntamente, para mim, com outra série britânica, «Luther»), que mostra que, em cada episódio, há sempre grande planificação, criatividade e inteligência no argumento e interpretação dos atores. Talvez seja a única série que, em formato telefilme (cada episódio tem cerca de noventa minutos de duração), me consegue captar a atenção e fazer-me ficar viciado. Mas é que, apesar de até agora ter tido apenas duas temporadas de três telefilmes, cada um deles é feito com o maior cuidado (característica habitual das séries britânicas - poucos episódios, muito "sumo") e precisão, onde se aproveita todas as qualidades do formato televisivo para se trazer uma grande série que ninguém perde em ver!

Sendo uma adaptação moderna das histórias originais de Sir Arthur Conan Doyle, «Sherlock» funciona não por "aparvalhar" as ideias e personagens de Doyle, mas por conseguir transpôr na perfeição para a nossa realidade as aventuras e investigações de Sherlock Holmes. E se a primeira temporada tinha sido já muito boa, esta segunda foi ainda melhor, com as histórias a ganharem mais complexidade e por o Universo de Sherlock se ter tornado mais denso e negro.

Com interpretações brilhantes de todo o elenco (com especial atenção da dupla Benedict Cumberbatch e Martin Freeman, que dão um novo carisma à fabulosa dupla Sherlock Holmes e Dr. Watson), «Sherlock» é um "must" da indústria televisiva dos últimos anos, e uma grande fórmula de entretenimento e ação que poderá convencer até os mais saudosos da série dos anos 80 protagonizada por Jeremy Brett (que continua a ser "o" Sherlock Holmes por excelência!). É como eu digo: os melhores policiais são produzidos em Terras de Sua Majestade!

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