Wonder Boys - Prodígios


«Wonder Boys - Prodígios» é uma interessante comédia, espirituosa e inteligente (embora tenha alguns toques de parvoíce, diga-se), que se perdeu no meio dos grandes sucessos do cinema comercial americano do seu ano de estreia (2000). O que é pena, porque esta comédia tinha tudo para ser um estrondoso sucesso de bilheteira. Se calhar se fosse com mais efeitos especiais, interpretado pelo Chuck Norris, e a trama fosse sobre, basicamente, pessoas a andarem todos aos tiros... Atenção: não pretendi ofender os fãs do cinema de ação, mas talvez se «Wonder Boys - Prodígios» tivesse as características que eu disse, teria conseguido angariar muito mais dinheirinho. Mas é óbvio que depois perderia o interesse para mim, e seria menos um filme que teria visto na minha vida. E agora, já chega de conversas secundárias e passemos à breve análise ao filme.

«Wonder Boys - Prodígios» marca a diferença mais pelo elenco que reuniu do que propriamente a história que une as personagens interpretadas pelos atores (embora não deixe de ser uma trama bem intrincada e bem conseguida). Michael Douglas brilha como um estranho professor que há sete anos está a terminar um livro (sim, que cliché, não é? Mas eu gostei), e Toby Maguire faz de... Toby Maguire. Ou seja, uma pessoa com certas perturbações mentais (caramba, todas as personagens que este ator interpreta, mesmo que sejam perfeitamente sãs, ficam com um ar estranho e algo demente, por vezes!) e que é um génio da escrita, apadrinhado pelo professor, que para ele é o melhor que alguma vez teve e coisas do género. O Professor tem uma amante (Frances McDormand), e entretanto vai haver um ato envolvendo um cão que vai causar reboliço na relação entre ambos. Entretanto, surge o agente literário do professor (Robert Downey Jr), um excêntrico indivíduo algo repugnante mas também interessante - aliás, para mim o Downey Jr tem o segundo melhor papel do filme (e o mais memorável). Ah, e para terminar em beleza, há uma aluna do professor (Katie Holmes) que está apaixonada por ele (outro cliché, mas não vamos por esse caminho, sim?). No meio desta salganhada de personagens, todas muito diferentes umas das outras (mas com, obviamente, alguns pontos em comum que intersectam as suas vidas) e de uma história algo complexa e divertida, «Wonder Boys - Prodígios» revela-se uma comédia eficaz, que promete gargalhadas suficientes para, ao menos, pôr um sorriso nos lábios de quem vir o filme. Pode não provocar quase sufocos de riso, mas entretém, está bem conseguido, e vale a pena. E isso é o que interessa.

Nota: * * * 1/2

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