sábado, 1 de setembro de 2012

RKO: Memórias de um Império Cinematográfico


Há coisa de uma semana a RTP2 decidiu voltar a transmitir (e bem, porque da primeira vez que passou não pude ver) a minissérie documental em dois episódios denominada «RKO, Uma História em Hollywood». Vi ambos e gostei muito, considero que foi um documento histórico e cinematográfico muito importante e singular que me passou pelos olhos, durante as duas horas do programa.
Para quem não sabe, a RKO foi, durante quase duas décadas, uma das grandes majors americanas da Indústria do Cinema. Começou do zero, como uma pequena empresa que parecia não ter muito para dar, até crescer e ser a responsável pelo surgimento de grandes ícones cinematográficos como Katharine Hepburn, Fred Astaire e Robert Mitchum, entre outros. Foi também com a RKO que nasceu o King Kong, num filme que tomou a época (os anos 30) de assalto, e que teve uma importância histórica, social e cultural muito importante. É engraçado ver como, apesar do filme estar já muito datado (e isso vê-se pelas imagens do mesmo que o documentário mostra, e também em parte por a história do King Kong já ter sido, ao longo das décadas, dissecada até à exaustão), os cineastas e os críticos o respeitam e conseguem convencer-nos do que o filme trouxe de bom para a indústria do Cinema. Foi graças à RKO que Orson Welles pôde executar aquela que é considerada uma das maiores obras-primas da História do Cinema, «Citizen Kane - O Mundo a Seus Pés».
Mas tudo o que é bom tem o seu fim, e a RKO teve um desfecho pouco feliz. O senhor Howard Hughes, às tantas, apoderou-se da empresa, e tufas!, foi tudo à vida. Mas uma coisa é certa: a RKO deixou um património muito vasto e muito importante para a compreensão da Sétima Arte e também muito importante nas influências dos realizadores dos dias de hoje. E isso, com mais ou menos dinheiro envolvido, é sempre interessante descobrir e divulgar!

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