Finalmente o update dos livros que este catraio andou a folhear durante as férias!

Eu tenho um grande problema com os livros, que é o facto de gostar de os ler. Quer dizer, verdadeiramente o problema não é esse, mas sim o facto de só conseguir ler seriamente e viciantemente em ambientes próprios, com muito silêncio e luz solar disponível. E isso encontra-se pouco nos nossos dias. Daí ter lido pouca coisa este Verão. Vou lendo livros aos bocados e raros são os que consigo ler em poucos dias. Acho que li muito mais jornais, revistas e artigos avulsos na internet, que livros, mas pronto, tudo serviu para os meus neurónios crescerem significativamente. Mas aqui fica um update (há muito esperado... pela minha pessoa) do que é que eu andei a ler no Verão. Como podem ver, a minha apetência para "tagarelar" sobre livros não é tão grande como para os filmes. Mas pronto, são "piquenas" opiniões que não pretendem obrigar-vos a ler ou não o que eu andei a folhear nestas férias.

-Ninguém escreve ao Coronel
Uma pequena obra de Gabriel Garcia Marquez que li num instante, mas que se não tivesse lido também passava bem sem ela, sinceramente. A sério, como é que, com uma premissa tão interessante, se acaba a ter uma história tão... tão... banal? Mas pronto, deste autor recomendo «Crónica de uma morte anunciada», que li no Verão passado e gostei muito, mesmo.

-Blackpot
Um texto completamente surreal da autoria de Dinis Machado a.k.a Dennis McShade (autor do classicíssimo «O Que Diz Molero», uma obra de referência para a minha pessoa), com pessoas que matam outras pessoas e nomes esquisitos e o camandro. Até que dava um bom filme! Gostei desta história, e gosto cada vez mais do estilo de Dinis Machado. Este livro pouco tem a ver com a sua "magnum opus", mas lê-se de uma assentada, e fiquei com uma impressão esquisita de que me tinha passado algo muito bom pela vista.

-O Som e a Fúria
Decididamente, dos melhores livros que alguma vez li, e o melhor livro deste Verão. Descobrir este clássico mudou a minha vida. Escrevi umas quantas linhas sobre ele na edição de ressurreição do «Rui Responde», mas volto a afirmar: o livro é fantástico, está muito bem escrito e idealizado. É a história de uma família, suas personagens, seus problemas, ao longo de vários anos e circunstâncias diferentes que são mostrados de uma maneira totalmente arrebatadora. Não é um livro fácil, mas é altamente recomendado. Estava a gostar tanto do livro, que demorei cerca de um mês a lê-lo. Ia relendo algumas partes e pensando mais em todos os pormenores do universo de William Faulkner. Fantástico!

Uma Noite Não São Dias
Um livro hilariante e bem construído, da autoria do Grande Mário Zambujal. Está cheio de referências a uma atualidade muito recente (até se fala no aeroporto da Ota), mas passa-se no "esquisito ano de 2044". É uma história repleta de intrigas, conversas futuristas (pouco reais, mas que têm uma data de piadas muito inteligentes ao tempo que vivemos) e que contém vários recuos e avanços no tempo, que nos dão para conhecer melhor todas as personagens. Recomendo muito - foi o segundo melhor livro que li do Senhor Zambujal (melhor mesmo só a «Crónica dos Bons Malandros»!)

Um sem-número de clássicos da banda desenhada
Regressei aos livros do Tintin, do Spirou, do Lucky Luke e tantos outros. Soube bem para recordar memórias e piadas que tinham estado bem guardadinhas na minha mente. Uma revisitação a todas estas personagens nunca é demais!

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