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A mostrar mensagens de Setembro, 2012

Sucesso a Qualquer Preço

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David Mamet é considerado um dos autores mais influentes, mais brilhantes e mais inigualáveis das últimas décadas. O seu estilo muito próprio de contar histórias, exposto quer nas suas inúmeras peças de teatro, em guiões para cinema ou em adaptações cinematográficas das ditas peças, mostra um caso único em que o autor se consegue impôr de uma maneira quase inimaginável. Mamet é um autor muito versátil e isso vê-se pela sua obra: é responsável, por exemplo, tanto pelos diálogos de Paul Newman em «O Veredicto», como pelas satíricas trapalhadas políticas de Robert de Niro e Dustin Hoffman em «Manobras na Casa Branca» ou até mesmo «Sucesso a Qualquer Preço», esta grande história sobre a concorrência comercial e a vida de vários técnicos de vendas de uma empresa de ofertas turísticas.
Baseado na peça homónima vencedora do prestigiado prémio Pulitzer, «Sucesso a Qualquer Preço» é uma trama inteligente e intrincada que critica a "sobrevivência do mais forte": aos vendedores da dit…

À Espera de um Milagre

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Enquanto estava a ver «À Espera de um Milagre» conseguia aperceber-me do quão importante aquele filme estava a ser para mim. Tornou-se numa daquelas experiências cinematográficas cuja essência e perspetiva das coisas me marcou de uma maneira assustadora, e agora este filme está na minha lista de favoritos. Para uns, há o «Era Uma Vez na América», para outros, «O Padrinho». E para mim, são esses dois, mais uns cinquenta filmes, e agora junta-se à lista este, que é sem dúvida uma grande e excelente surpresa. 
Um dos grandes trunfos desta fita realizada e escrita Frank Darabont (cuja feitura se seguiu, poucos anos depois, ao do celebérrimo «Os Condenados de Shawshank», que tal como «À Espera de um Milagre», se baseia numa obra de Stephen King, um dos mais admirados escritores norte-americanos das últimas décadas - e que faz parte também do grupo de autores com um número de obras tremendamente elevado a ser alvo de adaptações cinematográficas, diga-se) é que nos consegue envolver na sua …

J. Edgar

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O regresso aos "affaires" estudantis e à azáfama do dia a dia não me tem permitido dispender o tempo necessário para praticar dois dos meus maiores hobbys: ver filmes e escrevinhar qualquer coisa sobre eles.  Mas publico agora a crítica a «J. Edgar», que vi há mais de uma semana. Mais vale tarde do que nunca... «J. Edgar», realizado por Clint Eastwood e protagonizado por Leonardo DiCaprio, é um filme biográfico sobre um dos homens mais populares e simbólicos da América, J. Edgar Hoover, que foi, para os mais distraídos, o diretor do Federal Bureau of Investigation (FBI) durante quase cinquenta anos. E porque é que Hoover é uma figura icónica da cultura vinda dos EUA? Na minha humilde e simplória opinião, uma das duas razões para essa fama de J. Edgar (a outra explicarei um pouco mais à frente) é o facto de ter sido sempre uma figura misteriosa e extravagantemente interessante para o público (e especuladores da sua vida, que à volta dela criaram milhentas teorias) e cuja len…

O Circo: Charlie Chaplin em erupção

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A pequena (mas espantosa) obra cinematográfica «O Circo», de Charlie Chaplin, é um dos maiores exemplos da versatilidade da arte "chaplinesca" de se fazer cinema, graças ao cuidado do autor em preparar minuciosamente cada plano, cada sequência, cada gag do filme. E de tão minuciosa que é a construção que Chaplin, habilmente, cria para os seus filmes, que é impossível uma pessoa ver diversas vezes, por exemplo, «O Grande Ditador» sem descobrir algum pormenor cómico de Chaplin que tinha passado despercebido no visionamento anterior (sei o que digo: já vi esse filme mais de dez vezes e de cada vez que o vejo é sempre como a primeira!). Penso que isso se sucederá com (espero eu) revisionamentos futuros deste «O Circo», porque é um filme espantosamente hilariante e que poderia aproximar muita gente do género mudo, dada a atualidade da maioria das piadas (apenas algumas mais "slapstick" que se perderam um pouco no tempo, mas que funcionam - apesar de não me terem feito …

O Veredicto

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A justiça tem, como todos sabemos, os seus inúmeros e aparentemente insolucionáveis problemas. Tanto a corrupção de alguns dos elementos cruciais de cada julgamento, como a veracidade dos veredictos tomados quer pelo júri (no caso do sistema judicial norte-americano) quer pelo juiz (no caso português) são dois dos mais discutidos e problemáticos temas que rondam a ideia que cada um tem do que é a verdadeira justiça. «O Veredicto», uma pérola assinada por Sidney Lumet e protagonizada por Paul Newman (um dos mais icónicos e míticos atores da História do Cinema) pega nestes dois temas e, com o inconfundível estilo Lumetiano, chega-nos uma história de lealdade aos princípios que cada um defende e o significado da Justiça... justa, e igual para todos.
«O Veredicto» é um grande filme cuja temática pode ser equiparável à situação da Justiça no presente e nos tempos que se avizinham. Abundam os casos que, em Portugal ou no estrangeiro, demonstram verdadeiras falhas jurídicas, quer o arguido …

Ninguém Conhece Jack

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A morte clinicamente assistida teve, tem e terá sempre o seu quê de polémica e de controvérsia, tanto pelas questões que levanta como com o verdadeiro propósito que pretende defender e que muitas pessoas tendem a não querer entender. Mas uma coisa é certa: sobre os casos que envolvem esta temática, ninguém consegue deixar um estado de indiferença...
Jack Kervorkian (mais conhecido como «Dr. Death») foi a primeira pessoa a, publicamente e sem receios, defender a legalização da eutanásia nos Estados Unidos da América, auxiliando mais de cento e trinta pessoas em fase terminal a morrerem de uma forma mais digna e descansada. A audácia e coragem deste médico levou a que fosse variadas vezes acusado de homicídio e tendo sido julgado por cinco vezes distintas e por cinco casos diferentes. A sua convicção e os seus ideais levaram a que fosse, no último julgamento, condenado à prisão, tendo estado preso cerca de oito anos, até ao ano de 2007. E no meio de tanta mixórdia de opiniões e de pers…

RTP 2 - Sentimento de Revolta

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Há pouco estive a ver um documentário que, no serão da passada quinta-feira, foi transmitido na RTP1 (e não na 2, o que é raro). Foi uma peça muito interessante sobre a vida e obra de Laura Alves, uma atriz infelizmente desconhecida para muita gente da minha geração, mas que alguns deverão reconhecer pelos papéis nos célebres filmes portugueses dos anos 40 como «O Leão da Estrela» ("ai a loiça!"). O problema é que só o registo cinematográfico e televisivo é que nos dá a conhecer, hoje em dia, uma pequena parte da genialidade dessa grande atriz. Mas outro problema (bem maior, suponho) é que nós, os mais novos, não nos habituámos a ir ao teatro regularmente e a reconhecer os atores em palco que não fossem os que estão a fazer telenovelas. A época de Laura Alves foi uma época muito diferente em termos culturais do que é a de hoje em dia: as pessoas valorizavam mais a ida ao cinema, o entrar numa sala de teatro, até o simples ato de ligar o botão da televisão e ver alguma das s…

Cães Danados

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Há alguns dias vi aquele que é considerado "o melhor filme independente de todos os tempos". Não posso concordar ou negar este título ganho por «Cães Danados», o filme que lançou o realizador e argumentista (com uma perninha de ator) Quentin Tarantino para as luzes "escuras" da ribalta (é que o filme teve sucesso, mas Tarantino só catapultou para o estrelato mundial com o hiper-sucesso «Pulp Fiction», tendo «Cães Danados», na altura da sua estreia, não ter recebido tantas críticas positivas como o vencedor da Palma de Ouro), porque precisaria de ver todas as produções feitas sem apoio de grandes estúdios que até hoje foram feitas em todos os cantos do globo, e daí é que poderia dar a minha opinião. Mas com ou sem grandes atribuições, tenho de dizer, absolutamente, que este se trata de um grande filme! Aliás, diria que é uma espécie de preparação para o que se avizinharia com a feitura de «Pulp Fiction», embora ambos os filmes sejam algo diferentes.
Posso afirmar t…

Cenas da Vida Conjugal - Uma peça exemplar

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Ainda estou quase sem palavras para descrever o que vi, ouvi e senti com «Cenas da Vida Conjugal». A sério, estou completamente vazio de palavras suficientemente boas para conseguir descrever corretamente tudo o que adorei nesta magnífica peça. Tenho acompanhado regularmente os trabalhos do Teatro Nacional D.Maria II (por causa da parceria que o grupo de teatro da escola tem com esta grande instituição cultural), e esta peça é a prova da versatilidade e qualidade cultural da seleção muito acertada de peças que a direção artística do Teatro tem posto em cena. «Cenas da Vida Conjugal» é a grande demonstração de porque é que vale a pena ir ao teatro e porque é que os portugueses devem acompanhar estas grandes iniciativas (pagas ou gratuitas) que não são tão escassas como algumas pessoas pretendem afirmar (mesmo com o estado da nação, é fascinante a quantidade de eventos que se fazem e como as coisas não param!). 
Os dois atores que interpretam o casal João e Mariana (Adriano Luz e Marga…

Está Tudo Iluminado

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Como todos nós sabemos (isto é, excetuando o grupo de pessoas que ainda pensa que foi tudo encenado), a II Guerra Mundial foi um dos mais devastadores conflitos que alguma vez aconteceram no nosso planeta, deixando para o presente a memória de algo que nunca mais poderá voltar a acontecer, para o bem de todos nós. E «Está Tudo Iluminado», um filme realizado por Liev Schreiber e protagonizado por Elijah Wood e Eugene Hütz (que faz parte da mediática banda punk Gogol Bordello, responsável por algumas canções da banda sonora do filme), aborda o pós-guerra e as gerações que vieram depois daquelas que vivenciaram as horríveis práticas nazis que deram origem ao Holocausto.
Baseado numa história verídica, «Está Tudo Iluminado» é um notável exercício de cinema onde se destaca o maior interesse que o realizador, o argumento e a obra literária de Jonathan Foer (da qual o filme se baseou) mostram em dar a entender como é importante preservar a memória do passado. Através da personagem do própri…

Selvagens: e com um final, se estraga um filme

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Ah, que bom sentir aquela sensação de desilusão que uma pessoa só pode encontrar numa sala de cinema. Aquela sensação de pequenez em relação à tela, por a mesma ter uma dimensão tão grande e nós sermos tão minúsculos em relação a ela.
OK, não era desta maneira que queria começar a falar de «Selvagens», a mais recente aposta do controverso Oliver Stone nas lides cinematográficas, mas não consegui imaginar uma maneira melhor para exprimir o que senti ao ver, hoje à noite, este filme num ecrã gigante. E esta vai ser daquelas críticas de "deitar-tudo-cá-para-fora", aviso já.
O meu desgosto em relação ao filme não é pelo seu conteúdo: aliás, «Selvagens» é um filme que possui uma boa dose de entretenimento, interpretações competentes e uma realização... vá... competente também (não terá o Stone consumido mais umas coisinhas para este filme?). O problema é o conteúdo do filme. A história é bastante interessante, e que deu azo ao realizador para se aproveitar disso e pôr muitas cen…

Um Homem para a Eternidade

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A História da Europa, ao longo dos séculos, revelou-se propícia a ser usada e abusada pelas lides hollywoodianas (embora, mais nos últimos tempos, o alvo do entretenimento cinematográfico e televisivo americano tenha sido mais a badalhoquice das épocas que retratam do que os factos e acontecimentos mais interessantes e que marcaram a mesma), que desde os primórdios da Sétima Arte, tem abordado muitos episódios importantes (outros menos que outros, diga-se) em diversos filmes e séries de televisão.
Eu, sinceramente, nunca fui grande fã de filmes ou séries que se passassem muito atrás no tempo. Não sei porquê, mas nunca me pareceram interessantes o suficiente para ter pachorra para os acompanhar até ao fim. Casos como o dos grandes épicos bíblicos (que, na minha opinião, são constantemente alvo de sobrevalorização), ou as grandes produções como «Cleópatra» (um espectáculo visualmente deslumbrante, mas que falha em termos de qualidade e veracidade), passando pelas séries mais recentes «…

Finalmente o update dos livros que este catraio andou a folhear durante as férias!

Eu tenho um grande problema com os livros, que é o facto de gostar de os ler. Quer dizer, verdadeiramente o problema não é esse, mas sim o facto de só conseguir ler seriamente e viciantemente em ambientes próprios, com muito silêncio e luz solar disponível. E isso encontra-se pouco nos nossos dias. Daí ter lido pouca coisa este Verão. Vou lendo livros aos bocados e raros são os que consigo ler em poucos dias. Acho que li muito mais jornais, revistas e artigos avulsos na internet, que livros, mas pronto, tudo serviu para os meus neurónios crescerem significativamente. Mas aqui fica um update (há muito esperado... pela minha pessoa) do que é que eu andei a ler no Verão. Como podem ver, a minha apetência para "tagarelar" sobre livros não é tão grande como para os filmes. Mas pronto, são "piquenas" opiniões que não pretendem obrigar-vos a ler ou não o que eu andei a folhear nestas férias.
-Ninguém escreve ao Coronel Uma pequena obra de Gabriel Garcia Marquez que li nu…

Balas e Bolinhos: um blockbuster tuga

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Quando se deu o início da promoção ao terceiro capítulo da trilogia cinematográfica tuga «Balas e Bolinhos» em diversas formas de marketing (internet, televisão, cartazes, etc), pensei que estava na altura de me embrenhar neste universo mítico do cinema português (e que espero que, por todos os santinhos!, seja mais rentável que o filme dos Morangos com Açúcar) e ver os dois primeiros filmes que constituem esta saga épica da sétima arte lusa onde estão envolvidos indivíduos algo duvidosos, crimes do maior gabarito nortenho e bolinhos de bacalhau. Qual não foi o meu espanto e, como se fosse telepatia, vi que a SIC Radical ia transmitir, a altas horas da noite (porque, propriamente, «Balas e Bolinhos» não é para ser visto à hora em que aquele duende 3D substituto dos Patinhos está a mandar a criançada para a cama na RTP2), estas duas obras que constituíram, segundo a crítica do mais alto gabarito nacional, "o primeiro OVNI do cinema português". Como a essas horas estou no mun…

Como Irritar Uma Pessoa - Um guia cómico para as idiotices do quotidiano

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Naquele tempo, disse o apresentador de TV e produtor David Frost aos seus argumentistas: "façai um especial televisivo de comédia com uma hora de duração, que será produzido por mim mesmo, para que seja posto na prateleira, nunca exibido na BBC, para conseguirmos promover o nosso humor junto dos americanos, mas que será apenas realmente descoberto por nerds e fãs obscuros de um certo grupo humorístico (que alguns de vós, que irão participar neste programa, irão fazer parte) daqui a uns trinta anos!". Assim foi feito um programa que me deu muito júbilo de ver. E porque é que me apeteceu escrever a primeira frase deste post de uma maneira recriativa das Escrituras Bíblicas? Não sei, acho que não consegui arranjar outra maneira melhor para dar início a esta minha apreciação crítica de «Como Irritar Uma Pessoa». E acho que a história que rodeia a feitura deste especial televisivo tem muito que se lhe diga. Não é de uma complexidade tão grande como a maioria dos episódios descri…

O habitual post anual que referencia o regresso às aulinhas do autor deste blog e de outros tantos indivíduos

Chegámos, mais uma vez, àquela fatídica época do ano em que os meninos e meninas deste nosso Portugalinho voltam à escolinha para aprenderem coisas e tentarem ser suspensos (OK, este segundo aspeto diz respeito apenas a alguns estudantes, não pretendi generalizar. Mas caramba, até parece que treinam durante as férias para conseguirem mesmo conquistar esse... "prémio". E o maior número de vezes possível, de preferência).  Mas antes desta semana ter principiado (e das alminhas de muito garoto e garota entrarem num estado preocupante de nervosismo, mas com algum saudosismo também), as aulas já estavam mesmo a chegar. Mas onde? Nas televisões, claro. Desde o anúncio do Continente (eu se fosse aquele miúdo tinha era cuidado quando chegasse à escola "da vida real", onde não há miúdos a cantarolar e o Boss AC a viver dentro do nosso cacifo - também, só era prejuízo. Depois era preciso dar de comer ao rapper e tudo...) às mega-promoções da WOOK e afins, que querem dar o m…

O Barão: Terror à Portuguesa

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Bem vindos ao estranho e bizarro mundo de «O Barão», um filme português que pauta pela diferença e originalidade. Pude vê-lo há uns dias, na habitual retrospetiva de todos os filmes emitidos durante o ano pelo cinema King. É um filme curto, mas que deixa uma marca bem profunda, sendo, em parte, culpa da grande banda sonora criada propositadamente para o filme pelos Vozes da Rádio. 
«O Barão» trate-se de uma adaptação muito negra (e de certo modo algo exagerada) do pequeno conto da autoria de Branquinho da Fonseca. O tom do filme é inspirado pela adaptação cinematográfica original, feita por uma equipa de filmes de série B nos anos 40, que esteve perdido até o guião e duas bobines do mesmo terem ido parar às mãos de Edgar Pêra, que decidiu pôr mãos à obra e realizar um remake do filme original, utilizando cenários idênticos, filmando a preto e branco, e com um grande leque de atores (com destaque para Nuno Melo, que tem aqui uma interpretação que foi digna de receber um Globo de Ouro …

Doze Homens em Fúria

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Doze indivíduos completamente diferentes formam o júri que terá de decidir qual o destino a dar a um jovem acusado de ter morto o próprio Pai. Todas as provas apresentadas vão contra o pobre moço. E onze dos jurados afirma a sua culpabilidade. O outro (interpretado pelo Grande Henry Fonda) está convencido da inocência do jovem, e contra todos os seus outros colegas e evidências, tentará convencê-los de que a sua opinião corresponde à verdade dos factos. O resultado? Um dos melhores e mais convincentes filmes sobre a justiça e a sociedade alguma vez feitos. 
Muitas vezes nenhum de nós consegue aperceber-se da complexidade que um caso jurídico tem (mais cá em Portugal que em outros países, é certo, mas adiante...) e todos os processos que levam à conclusão do mesmo. Mas acho que não é esse o tema principal de «Doze Homens em Fúria», o filme que marcou a estreia do Grande Sidney Lumet nas artes cinematográficas, que revela aqui uma abordagem ao filme que difere muito dos seus grandes cl…

Vertigo - A Mulher que Viveu Duas Vezes

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«Vertigo» (em português traduzido por «A Mulher que Viveu Duas Vezes», um título que parece que tem gosto em estragar-nos a visualização desta obra-prima) é um dos filmes mais conhecidos e estimados de Alfred Hitchcock, que agora anda nas bocas do mundo por ter substituído o intemporal «Citizen Kane» no topo de uma das mais conceituadas listas que, de dez em dez anos, vai averiguar qual é, para críticos e realizadores de cinema, o melhor filme de todos os tempos. Não obstante este facto, tive desde logo uma grande curiosidade para ver o filme.
Mas durante algum tempo tive dúvidas de que se Hitchcock me iria fascinar mesmo com este filme ou não, já que com outros filmes dele, a chama não foi aquela intensa, de nos fazer ficar de boca aberta e espantados com o que nos está a passar diante dos olhos. Falo, precisamente, em «Intriga Internacional» (apesar de ter gostado bastante do filme, não o punha entre os melhores filmes jamais feitos, como já vi em muitas listas espalhadas nos recan…