terça-feira, 14 de agosto de 2012

Donnie Darko



Arrisco-me a dizer que nunca um filme me tinha deixado tão perturbado como «Donnie Darko», que vi na noite de segunda-feira passada. Este é um filme nada convencional, que me deixou completamente arrepiado com o que retirei do visionamento do mesmo. E aliás, acho que vou ter de o rever muito em breve, dado o número de questões que gostaria de tirar a limpo.
Mas porque é que «Donnie Darko» é um filme tão… tão… estranho, mas ao mesmo tempo tão bom? Na minha humilde opinião, Richard Kelly (realizador e autor do argumento do filme) acertou na “muche”. Ao construir uma história que gira em torno de um personagem com diversos distúrbios mentais e que cria uma sucessão de acontecimentos bizarros e surpreendentes, Kelly deu ao mundo uma obra cinematográfica incomparável e insuperável. Sinceramente, este é dos poucos filmes que me causou um arrepio na espinha – e não é um filme de terror, atenção! – e que me deixou completamente abananado, como que perdido neste vasto universo.
OK, esta comparação foi demasiado estúpida, mas depois de ver «Donnie Darko», a boca aberta continuou aberta por mais alguns minutos - outra coisa que só acontece com o visionamento de determinados filmes, e que me faz pôr este no topo, junto dos melhores de sempre. E se há fita que merece o desígnio de “filme de culto”, terá de ser, com certeza, «Donnie Darko».
Mas falando de outras coisas (embora seja um bocado difícil porque não consigo articular frases interessantes sobre o filme, o que me parece extremamente injusto devido à soberba qualidade do mesmo… mas enfim, é a minha cabecinha), devo destacar também a interpretação de Jake Gyllenhaal como o protagonista que dá título ao filme. Apesar de sempre ter achado que este ator tem um certo ar estranho que o levaria sempre a ser chamado para interpretar personagens com certos problemas nos miolos, é em «Donnie Darko» que todo o seu “charme” bizarro é elevado ao máximo (porque, obviamente, este é um filme sobre um miúdo completamente “chalado”. Talvez noutros filmes que não sejam sobre esse… tema…, o ar de Gyllenhaal não o favoreça… mas isso é outra história).
Sinto um grande vazio com a feitura desta crítica porque não consegui escrever nada do que eu queria (devido, em parte, ao facto que poderia estar a cometer um gravíssimo ato de “spoileirização” com as minhas palavras), mas só sei mesmo terminar este texto recomendando vivamente este filme. Não é nada do que algum de vós poderá ter visto antes, nem é nada do que algum de vós poderá ver depois… espero eu! «Donnie Darko» já deixou uma marca bem presente no cinema contemporâneo, e de todos os filmes que a malta da minha geração adora (alguns de uma maneira muito excessiva, diga-se), este é dos poucos que me parece ser merecedor de toda a adoração de que é “vítima”. E eu passei a ser mais um dos fãs de «Donnie Darko»!

Nota: * * * * *

Sem comentários:

Enviar um comentário

Se chegaram até aqui e tiverem alguma mensagem, crítica, ou opinação a fazer em relação ao que acabaram de ler, façam o favor de o escrever aqui. A gerência agradece e responde (se não forem nenhum príncipe da Malásia que tem 10 milhões de dólares para me oferecer, claro).