terça-feira, 7 de agosto de 2012

Aconteceu no Oeste


Se não fosse este tal de Sergio Leone a dar uma "esparguetada" ao género Western, arrisco-me a afirmar que o mundo não seria o mesmo. É que os filmes do senhor Leone estão tão integrados na cultura popular e cinematográfica que se tornaram documentos muito significativos e comprovativos da passagem dos seres humanos pelo planeta Terra. OK, isto já é um exagero, mas há que fazer as respetivas vénias a Sergio Leone e à sua mente brilhante, criadora de clássicos cinematográficos intemporais como o épico «Era Uma Vez na América» (altamente recomendado, está claro) e este Western, que vi na noite de ontem, de nome «Aconteceu no Oeste». Este filme tornou-se, tal como o da «América», um dos melhores que já vi, e entrou logo para a lista dos meus filmes preferidos.

 E o que resulta tão bem neste «Aconteceu no Oeste»? Acho que é, simplesmente, devido à mesma dupla de ingredientes com que foi cozinhada a sua obra prima «Era Uma Vez na América»: Antes de mais nada, é preciso um Leone para o filme ser como é. Os planos de câmara, as sequências de ação e de drama, a construção das personagens e da história, só seria possível ser feita da forma como é mostrada em «Aconteceu no Oeste» com um indivíduo, que é esse tal italiano Sergio Leone. Depois, quem diz Leone fala também em Morricone, o fantástico compositor de bandas sonoras cinematográficas, e cujas obras para os filmes "leonianos" dão uma chama ainda maior ao filme e o tornam mais intenso e inesquecível. 

 Adorei tudo o que havia para adorar em «Aconteceu no Oeste». E todo o filme, cada frame que constitui esta maravilhosa (deixemo-nos de conversas) obra-prima forma uma peça cinematográfica inesquecível e que se mantém inigualável a tudo o que se fez desde a sua estreia e de tudo o que se fará nos tempos futuros. Sergio Leone foi um génio da Sétima Arte, e das poucas pessoas que conseguia tornar cada momento do filme digno de ser memorável e entusiasmante, do mais relevante ao mais insignificante. E isso é um feito que um grupo muito restrito de realizadores consegue alcançar. Leone faz parte da cambada de autores que eram apaixonados pelo cinema de uma maneira tão forte (ou maior) que a que tinham pela vida. E «Aconteceu no Oeste» é um dos grandes triunfos de Leone. Um Western que não se fica por esse género e se torna uma lição de cinema para todos os gostos e críticas. Quem viu este filme e não sentiu diferença em si mesmo depois de acabar o seu visionamento, recomendo que o veja outra vez, "fachavor". Porque «Aconteceu no Oeste» não é (felizmente) um filme qualquer. É uma espetacular fita que deve continuar a ser objeto de culto e apreciação por parte dos seus seguidores, por muitas e muitas gerações. 

 Nota: * * * * *

1 comentário:

  1. Vi-o pela primeira vez em 1972 no Cinearte em Lisboa e desde ai já o terei visto mais umas 30 vezes, primeiro em VHS depois em DVD e agora em Blu-ray infelizmente este ultimo formato só com legendas em castelhano, mas não me canso de admirar esta obra prima de Leone que já me fez conduzir mais de 1000 kms seguidos de Lisboa a Almeria para visitar o local das filmagens.

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