sexta-feira, 20 de julho de 2012

Pânico em Needle Park

Al Pacino teve a sua segunda interpretação no meio cinematográfico com «Pânico em Needle Park», o filme que iria marcar um ponto de viragem na sua vida, num momento em que ainda estava a dar os primeiros passos na sua carreira e que dispunha de pouca fama junto do público, mas sempre carregado de um enorme talento, que iria interessar o realizador Francis Ford Coppola, que estava na altura a preparar o grande épico «O Padrinho». 
«Pânico em Needle Park» é um retrato ultra-realista e cru da vivência de um casal de toxicodependentes em Needle Park, o nome pelo qual os viciados em heroína conhecem a rua onde costumam encontrar o fornecimento para o seu (destrutivo) vício. Sem qualquer floreado nem nenhuma "americanice" incluída, este filme mostra a atualidade que suporta nos nossos dias e como, afinal, nem todas as histórias têm o final que nós gostaríamos que tivessem. Al Pacino e Kitty Winn formam o casal de protagonistas, que vê a sua relação tornar-se cada vez mais problemática à medida que o vício da heroína aumenta, fazendo com que os dois arranjem toda e qualquer maneira para conseguirem mais uma dose para suportar a sua dependência. 
À medida que a ação de «Pânico em Needle Park» se desenrola, ficamos cada vez mais integrados na história, e cada vez mais impressionados com a elevada carga realista do filme. O elenco tem interpretações brilhantes, com cenas que mostram o quotidiano destes "drogados" (e que causaram grande controvérsia na altura da estreia do filme) e todos os seus hábitos, que nos mostram o triste rumo que aquelas pessoas decidiram tomar para as suas vidas. Um filme que, apesar de ter mais de quarenta anos, se mostra uma grande peça cinematográfica, e este filme deve ser visto, e sobretudo por uma camada mais jovem, porque «Pânico em Needle Park» pareceu-me ser daqueles filmes que todo o adolescente deveria visionar, a ver se conseguiriam tirar lições para a vida a partir do mesmo. 

Nota: * * * * 1/2

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