Os Incorruptíveis Contra a Droga

Para muitos, «Os Incorruptíveis Contra a Droga» é daqueles filmes que não deveriam ter sido nem sequer nomeados pela Academia de Hollywood. Mas o que é certo é que esta fita acabou por levar para casa o Oscar de Melhor Filme, embora competindo com gigantes de peso como «Laranja Mecânica» e «A Última Sessão». Nunca se deve julgar a qualidade de um filme pelos prémios que teve, mas talvez não foi muito justa esta vitória do filme de William Friedkin, mas também não lhe vou dar pancada, porque vi o filme hoje e gostei bastante! E também, se formos a ver, os outros dois filmes que eu assinalei não precisaram de Oscares para singrarem na memória do Cinema. Mas mudando de assunto, e falando sobre este filme:  «Os Incorruptíveis Contra a Droga», título que muito se poderia assemelhar a um de um filme de ação de domingo à tarde, é uma extraordinária proeza cinematográfica, no que toca ao entretenimento que a Sétima Arte é capaz de proporcionar aos espetadores. William Friedkin dirige o filme, de uma maneira fulgurante, inovadora e repleta de ação, que lhe valeu também um Oscar, e que é uma das duas principais responsáveis por o filme ter sido aclamado pela crítica. A outra razão é a personagem Popeye Doyle, protagonizada pelo também Oscarizado Gene Hackman, um polícia que anda a investigar um esquema (muito bem montado, diga-se) de tráfico de droga, que envolve americanos e "franciús", num jogo de gato-e-rato que parece não ter fim, mas que evolui a um ritmo alucinante e muito bem construído. Vale muito a pena, este filme, porque enche os pedidos de quem pretende ver um grande filme de ação, despretensioso e muito realista, que me fez ficar agarrado ao ecrã até ao último segundo.

Nota: * * * * 1/2

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