O Bom Rebelde

«O Bom Rebelde» é uma história convincente, comovente e nada deprimente (só para usar adjetivos terminados em "ente"), que é outro caso que só poderia ter saído de Hollywood. Muitas pessoas poderão considerar este filme manipulador e patético, mas eu gostei bastante, principalmente as interpretações destes dois sotôres que se veêm no poster do filme, e também do argumento, escrito por um deles (Matt Damon) e por Ben Affleck, que participa também no filme. O mote de «O Bom Rebelde» poderá ser demasiado usual e pouco interessante para a maioria dos espetadores, mas vale a pena perder duas horas de vida com este filme, porque não há lamechice. Existe apenas humanidade neste filme, que está bem presente na personagem de Matt Damon, um rapaz sem grandes recursos financeiros mas com grande cabeça para a matemática, que será apoiado pela escola onde trabalha como empregado de limpeza a desenvolver o seu dote, sendo-lhe instruída uma terapia com um professor de Psicologia, interpretado por Robin Williams, que lhe dará algumas lições para a vida.
OK, visto assim, o filme parece ser ainda mais óbvio e com uma história habitual dos filmes de domingo à tarde (e por acaso vi este filme na tarde do passado domingo), mas caramba, o filme está muito bom! Toda a equipa esforçou-se para não tornar este um filme qualquer, e penso que conseguiram fazer isso. E daí, recomendo «O Bom Rebelde», destacando também a realização firme do já muito respeitado realizador Gus Van Sant. Este filme tem algo de especial, e merece que todos o descubram.

Nota: * * * * 1/2

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