sábado, 28 de julho de 2012

Estava a pensar fazer um título interessante para este post, mas assim de repente não me ocorre nada. Por isso, é só para dizer que este post fala sobre a Cerimónia de Abertura dos Jogos Olímpicos


Ontem, todos os seres que habitam o planeta Terra (e os extraterrestres, também, mas só aos utilizadores da TV Cabo ultra premium galática, com cerca de 9 milhões de canais disponíveis, vindos de todas as galáxias - OK, esta referência foi demasiado estúpida e incluiu muitos laivos de patetice. Talvez devesse deixar de ver Monty Python. Mas pronto, seguimos em frente) puderam ter a oportunidade de acompanhar o início dos Jogos Olímpicos, este ano feitos em Londres. E este indivíduo que está, nas catacumbas sombrias de uma mansão assombrada da Arruda dos Vinhos, a escrever este post, teve o desplante de visionamentalizacionalizar essa mesma cerimónia.
E, claro, como sempre, lá venho eu cá falar bem e falar mal do que pude ver com os meus olhinhos, não é? Então cá vai. Preparem-se para um texto repleto de mediocridade, como esta pequena introdução já teve a oportunidade de vos mostrar:
Para quem não sabe, a cerimónia deste ano foi pensada por um realizador de cinema. Sim, Danny Boyle, o homem por detrás de projetos tão diversificados como o de um miúdo indiano que vai ao «Quem Quer Ser Milionário?», ou outro, que envolvia um homem que tinha de amputar um braço. Parece-me ser um currículo suficiente para alguém, neste glorioso planeta azul, ser escolhido para "realizar" a abertura dos Jogos Olímpicos. OK, piadas idiotas à parte, continuo sem perceber qual a razão do senhor Boyle ter sido escolhido para este trabalho.
Mas tenho a dizer que até se saiu bem. Quem viu a cerimónia ontem, sabe do que eu estou a falar. Acho que foi dos poucos programas de televisão da atualidade que me fez ficar agarrado ao ecrã até à parte chata do evento (OK, já vão descobrir qual é). A cerimónia foi constituída por diversos momentos que serviram para homenagear a boa e velha Grã-Bretanha. Falou-se das personagens dos livros infantis (como Peter Pan, Mary Poppins, Harry Potter...), houve um momento de homenagem ao serviço de saúde britânico (que, não sei porquê, me pareceu um pontapé aos americanos - que não dispõem de um serviço de saúde gratuito) e tantas outras coisas. É claro que houve partes da cerimónia que já foram mais para a patetada habitual, mas pronto, no geral, foi giro. Até apareceu a Rainha com o "Jaime" Bond e tudo!
Contudo, no fim de contas, apreciei mais três momentos: o da Revolução Industrial (em que os mineiros e etc estavam a trabalhar para fazerem as argolas da "trademark" dos Jogos Olímpicos), a homenagem feita ao filme e à música de «Chariots of Fire» (o único filme que consigo associar ao evento desportivo - com exceção, claro, do «Astérix nos Jogos Olímpicos»), que incluiu o espantoso ator Rowan Atkinson a fazer um papel hilariante e que fez muito relembrar o desastrado Mr. Bean, e por fim, um pequeno momento em que, numa espécie-de-casa-que-tinha-vários-casacos (ou lá o que era aquilo!) mostrou, durante breves segundos, imagens de algumas das melhores séries britânicas de todos os tempos (entre elas, «Black Adder» e «Fawlty Towers»).
E depois, ah ah, é que veio a parte chata. Aquela em que aparecem todos os países a desfilar.
Quer dizer, fizeram coisas tão inimagináveis para a primeira parte da cerimónia, e depois aquela, continua a ser feita da mesma forma quando os Jogos Olímpicos se iniciaram em tempos "antes de Cristo"! Houve quem tivesse a (santíssima) paciência de esperar para ver os atletas portugueses a passarem lá no estádio olímpico e, assim, sentirem o patriotismo a escorrer nas veias durante dez segundos. E eu? Eu fui ver «Os Simpsons» e fui alertado na altura certa para ver a passagem do nosso Portugalinho. Reação? "Iei... Portugal 'tá ali e tal...". E toda a gente voltou à sua vida normal.
Bem, é tudo o que eu tenho a dizer sobre esta temática, num post que regressa aos moldes habituais de chafurdice textual trabalhada sem qualquer tipo de cuidado e com uma preça descumunal (viram? Viram os erros das duas últimas palavras antes deste parênteses? Ai ai ai... que irresponsabilidade da minha pessoa!). Esperemos que Portugal saia de Londres com algumas medalhas, boa sorte aos atletas tugas, e, com vossas licenças, vou prosseguir a minha vida patética nada exemplar para qualquer ser humano (mas sim para os suricatas). See you soon!

P.S - Agora já percebo porque é que, ultimamente, não me tem apetecido muito escrever este tipo de posts. Pena ainda ter patetice suficiente para ainda fazer um de vez em quando. A ver quando chega o dia em que me torno alguém na sociedade, e essas coisas todas. Acho que ainda falta, mas a esperança nunca falha!

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