Doze Indomáveis Patifes

Os anos 60 formaram uma década de viragem para Hollywood: a partir dali muitas mudanças teriam de ser feitas, e muitas inovações tomadas pelos estúdios, realizadores, etc, seriam observadas pelo público de uma maneira curiosa e atenta.
«Doze Indomáveis Patifes» aparenta seguir o modelo clássico do filme de guerra que os inovadores da época poderiam não apreciar. Mas, e contrariando as expetativas, torna-se num grande filme, de excelente entretenimento, eficaz e muito bem feito. O realizador do filme, Robert Aldrich, mostrou a Guerra de uma maneira verdadeiramente realista, sem pretender fazer propaganda ao exército ou glorificar o conflito (como muitos filmes da época tinham como objetivo). Destaco a apresentação ao filme, feita pelo recentemente falecido ator Ernest Borgnine, pertencente ao elenco do mesmo, e que refere esta visão do realizador como a causa deste não ter sido nomeado para o Oscar pelo seu trabalho.
«Doze Indomáveis Patifes» poderia não ter sobrevivido ao tempo se não fosse a conjugação de três "ingredientes": um estrondoso elenco, que interpreta muito bem as suas personagens (mas que, com especial atenção, tenho de valorizar mais as prestações de Lee Marvin e  John Cassavetes, cujas personagens, confesso, foram para mim as mais marcantes e que me deixaram mais impressionado depois de ter acabado de ver o filme); uma realização à altura de Aldrich, que trouxe algumas inovações para a época, o que valeu a «Doze Indomáveis Patifes» Oscar para melhores efeitos sonoros; e por fim, a história que, apesar de seguir moldes já usados noutros filmes, consegue cativar e interessar por não ser previsível nem perder um pingo de credibilidade, e também porque os verdadeiros protagonistas não são duas ou três pessoas, mas sim um Major e Doze condenados que são escolhidos pelo Exército para serem encarregados de uma missão contra os Alemães Nazis, em plena Segunda Guerra Mundial.
Este é um filme de guerra que proporciona um tempo muito agradável e que irá, com certeza, fazer as delícias de qualquer apreciador de um bom filme, que felizmente, sobreviveu mais de quarenta anos para ser (merecidamente) visto e admirado.

Nota: * * * * 1/2

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