As Asas do Desejo


«As Asas do Desejo», de Wim Wenders, faz parte da lista dos filmes de maior culto da década de 80, e que continuam a ser admirados hoje em dia, de uma forma cada vez mais intensa. Este filme trata-se de uma reflexão sobre a vida e a existência humana, através das deambulações de dois anjos pelas ruas de Berlim (nessa altura ainda dividida pelo Muro e pelas razões da Guerra Fria), que ouvem os pensamentos e preocupações de diversos habitantes da cidade, oriundas de todas as classes sociais, com várias ideologias e diferentes formas de viver a vida. E numa dessas deambulações, Damiel, um dos anjos (interpretado magistralmente pelo Grande Bruno Ganz), vai conhecer Marion, uma trapezista de circo pela qual se vai apaixonar, e por ela, vai ansiar ter uma vida humana.

«As Asas do Desejo» é um filme tocante e, por isso, muito marcante. Wim Wenders dirige a fita guiando-nos pelos mais diferentes caminhos dos seres humanos, mostrando-nos pessoas e vidas que não são capazes de nos deixar indiferentes. Não se trata de um filme fácil, mas, se for visto em boas condições, torna-se uma grande experiência de Cinema (sim, com C grande!). Destaco também a surpreendente interpretação de Peter Falk, que, ao fazer de si próprio (embora, claro, com alguma ficção lá pelo meio) encaixa perfeitamente em toda a história e Universo de «As Asas do Desejo». Um filme que me deixou quase sem palavras (apenas as suficientes para conseguir escrever esta pequena crítica), e que é, sem dúvida, uma obra-prima do Cinema Europeu a ver, rever, e re-rever!

Nota: * * * * *

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