A Decisão Final... do Malato

É raro esta pessoa que se assina insurgir-se contra certos e determinados programas de televisão. Aliás, já é raro eu insurgir-me contra alguma coisa desta vida (à exceção de mim próprio), e por isso, quanto mais contra as "maravilhas" que a caixinha mágica (embora já não tenha nenhuma semelhança a uma caixa propriamente dita, sim, é ainda usado muito frequentemente este vocábulo) tem a bondade de trazer aos espetadores para estes poderem usufruir da oportunidade de desfrutarem da melhor qualidade televisiva à face da Terra e arredores.
O novo concurso de José Carlos Malato recordou-me de algo que tinha já ficado arrumado nos arquivos (obscuros e poeirentos) da minha memória durante largos... tempos. É que, com programas deste tipo, me apercebo porque é que não perco muito tempo a ver televisão, propriamente dita. Porque, se há algum programa que não seja mais do que um "enchimento chouriçal" durante todo o seu tempo no ar que lhe é dado diariamente, será este... e qualquer outro talk-show diurno dos três principais canais generalistas.
O concurso «Decisão Final», apresentado por sua excelência malateica, divindade da malatice e das terras onde esse indivíduo já foi feliz, pode ser visto como uma singular metáfora da carreira do seu "host" (e atenção, irão ter o desplante de ler uma piada seca, mas tão seca, que poderá ser equiparável aos... bitaites... emitidos por esse sotôr): se esse espécime de apresentador com a mania que tem uma graça do tamanho do mundo tiver a ousadia de, num futuro próximo, envolver-se num projeto televisivo pior do que o que está a fazer neste momento, é possível que a queda seja muito funda. E não estou a falar da profundidade a que os concorrentes de «Decisão Final» têm de se sujeitar se o espaço onde estão se abre por baixo dos seus pés, porque essa é para meninos (aliás, ver cada uma delas a cair no buraco e ver todo o tempo que se perde com aquele momento deprimente, faz-me lembrar a alegria que as crianças pequenas sentem quando descem, um degrau de cada vez, uma escada que se lhes apareça no caminho: a altura é a mesma, a atenção também... e a patetice, idem idem, aspas aspas). Esta era uma queda daquelas que daria trabalho a uma câmara de televisão filmar, pois teria de seguir a "vítima" num percurso de... quinhentos metros, vá. Mas depois, para acalmar e dar uma espécie de "palmadinha nas costas", haveria um assento confortável para a pessoa poder regressar à Terra calmamente.
Portanto, lição a tirar: vale a pena ver «Decisão Final»? Não. E alguns perguntam: «Nem pela cultura geral das perguntas»? E eu respondo: Ó meus amigos! Jogarem ao «Sabichão» dar-vos-á ainda mais conhecimentos do que toda a sapiência que rodeia o concurso (e aliás, poderão divertir-se muito mais, em casa, com a família, sem o ruído de aplausos ensaiados e sem ouvir a voz do Malatinho). 
Por isso, aproveitem a vida, vejam um ou outro programa que seja mesmo do vosso agrado, e que ajude mesmo para a vossa formação pessoal... e continuem o vosso caminho. Tomem a decisão final de não verem esse concurso, e 'tá feito! 
Ou então, durante a hora que dura o programa, aproveitem para praticar algum desporto, ou fazer ioga, ou até deitarem-se na cama e olharem para o teto, à procura de um mundo novo para descobrir! Uma sugestão muito patética, é claro, mas ao pé daquele programa, fico sem saber o que é patético.
Ao menos sei, sim, que este blog possui elevadas quantidades de patetice. Isso sim. Mas, ao menos, orgulho-me dele, tal como ele é. Ai que frase tão bonita. E para não a estragar mais vou-me calar e é já!

Comentários

  1. Em vez de andares a estudar, andas a escrever no blogue. Em vez de eu andar a estudar, ando a ler o que tu escreves no blogue. Consegues perceber quem levou a quem a cometer o erro de largar os livros?! Ora muito bem, parece que estamos esclarecidos.
    p.s.: valeu a pena cometer este erro, sabes como gosto de te ler assim, portanto...

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Se chegaram até aqui e tiverem alguma mensagem, crítica, ou opinação a fazer em relação ao que acabaram de ler, façam o favor de o escrever aqui. A gerência agradece e responde (se não forem nenhum príncipe da Malásia que tem 10 milhões de dólares para me oferecer, claro).