segunda-feira, 25 de junho de 2012

Como a televisão pode ser melhor que a realidade, mostrando a própria realidade


A HBO é uma estação televisiva que já habituou os espetadores de todo o mundo às suas produções (geralmente) de grande qualidade, como são os casos de «The Sopranos» e «Six Feet Under». «The Wire», ou em português «A Escuta», é mais um exemplar a acrescentar à lista das grandes obras televisivas desse canal americano, com uma simples diferença: é que a maioria das pessoas entendidas na área da caixinha mágica afirma que este é o melhor drama televisivo de todos os tempos. E não é para menos: deve ser a única série (ou das únicas) que detém uma cadeira na universidade de Harvard que se dedica ao seu estudo e análise.
Isto porque «The Wire» contém uma abordagem muito forte e realista de uma realidade vista de dois pontos de vista: o lado da polícia, e o lado dos traficantes de droga. «The Wire» mostra as estratégias e vivências que ambos os lados têm para conseguirem o que pretendem: os polícias, apanhar os "dealers" e acabar com o tráfico de droga; e os traficantes, ganhar dinheiro, e fugir da polícia.
«The Wire» é uma série marcante e que não deixa ninguém indiferente. Não foi um grande sucesso de audiências, mas os seus 65 episódios fizeram dela uma série de culto e que granjeia hoje uma posição de topo, qualidade e excelência. Não é uma série fácil, não é apenas entretenimento "pastilha-elástica". É preciso concentração para se ver «The Wire», já que a história é muito boa, e o elenco também. Comecei a ver há pouco tempo, ainda vou na primeira temporada, mas já senti que esta é daquelas (poucas) séries que vale a pena ver de uma ponta à outra, e que não é a mesma coisa se a deixar a meio (tal como me aconteceu com certos casos como «Touch», uma série que comecei a ver mas que, ao quarto episódio, me fartei). Aconselho vivamente «The Wire», principalmente à malta jovem. Talvez aprendam algo com o visionamente desta brilhante série.

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