Às vezes chove em Portugal


Chegou à FOX uma série que, dantes, tinha visto apenas um ou outro episódio em oportunidades distintas: falo-vos da sitcom independente «Nunca Chove em Filadélfia», uma série hilariante como poucas, e com um grupo de atores igualmente engraçados. 
Esta sitcom prova como a fórmula de "grupo-de-amigos-demasiado-idiotas-que-fazem-coisas-que-aparentemente-não-tem-interesse-nenhum", já testada em séries anteriores como as míticas «Seinfeld» ou «Friends», continua a ser "usável" e, se usada de maneira correta, não se desgasta facilmente (como penso que se sucedeu com «How I Met Your Mother»). A entrada, alguns episódios após o começo de «Nunca Chove em Filadélfia», do espetacular ator Danny deVito (dotado de uma genial versatilidade de personagens, sendo responsável por papéis tão variados como um dos maluquinhos do hospital psiquiátrico de «Voando sobre um ninho de cucos», mas também o de colega de Arnold Schwazzeneger - ah, miúdos da década de 90, ninguém por esses lados se lembra desse pedaço de... coisa cinematográfica, dessa pérola manhosa que dava pelo nome de «Junior», em que o Arnoldzinho ficava grávido e tudo, hum? OK, seria melhor não se lembrarem. Mesmo melhor. Nem acredito que ainda conheço esse filme...), que faz um papelão cómico que em nada retira a importância aos quatro outros atores, que escrevem a série, sem, por isso, necessitarem de equipas tão elaboradas de vinte e muitos argumentistas, o que muitas vezes pode danificar o espírito da série em causa (veja-se, por exemplo, alguns episódios de «Os Simpsons», cujo enredo é, apesar de nos causar grandes gargalhadas, algo primário e mal escrito - mas eu adoro esta série animada, atenção!). 
«Nunca Chove em Filadélfia» é uma série diferente, num humor mais sarcástico e estúpido, mas, claro, com montes de piada. Pode não agradar a todos, mas quem gosta, de certeza não se irá desiludir tão depressa, como em muitas séries de comédia isso se sucede. Aliás, este é dos raros casos em que a série melhora de temporada para temporada. O que é bom. E por isso, recomendo «Nunca Chove em Filadélfia».

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