domingo, 6 de maio de 2012

Scarface - A Força do Poder

É impossível acrescentar algo de novo a tudo o que já foi dito e escrito sobre «Scarface - A Força de Poder», o filme de Brian de Palma adaptado do original de Howard Hawks. O que posso apenas dizer é que me posso juntar à (enorme) legião de fãs que idolatram este filme, e mais precisamente, a personagem principal, o traficante Tony Montana.

Achei muito curioso todo o culto à volta do filme. Os extras do DVD, que são muito interessantes, deram-me a entender a enorme influência que «Scarface» tiveram na cultura popular americana (e não só). E isto só alguns filmes são capazes de fazer: serem tâo bons que começam a fazer parte da sua própria cultura. Tal como acontece com «O Padrinho».

A história centra-se numa América de princípios dos anos 80, onde conhecemos Tony Montana, um dos muitos presos cubanos que foram "enviados" para os states, a ordens de Fidel Castro. E, depois, tudo o que se segue é, nada mais, nada menos, que a ascensão de Tony no mundo da droga, tornando-se um dos seus maiores traficantes. Mas, claro, nem tudo são rosas, e para se ter o sonho americano, é preciso pagar um preço...

Ao contrário de algumas pessoas já confessaram (tal como o Nuno Markl, numa edição da «Caderneta de Cromos» dedicada a este épico do crime), eu não fiquei, depois de ver esta fita, com vontade de ingressar no mundo da droga. Muito pelo contrário! Até porque o filme consegue ser tão real, mas tão real, que teria receio de fazer parte de um mundo daqueles. É tudo muito giro, à primeira vista, mas eu não gostaria nada, de ser como o Scarface.

Mas pronto, só sei é que o filme foi uma ótima experiência de cinema. O argumento, da autoria de Oliver Stone, está muito bem escrito, a realização de Brian de Palma é muito competente e poderosa, dando ao filme um estilo muito próprio e diferente do que o habitual, e claro, a interpretação soberba de Al Pacino. Que mais posso dizer sobre este filme? Bem, de momento, não sei de mais nada - ainda estou completamente de boca aberta, dois dias depois de o ter visto. Ainda se vai ouvir falar deste filme por muito, muito tempo.

Nota: * * * * *

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