domingo, 6 de maio de 2012

A Rosa Púrpura do Cairo



O 18.º filme que vi de Woody Allen é simplesmente mágico. E deve ser dos mais originais e cativantes filmes do realizador. Quem nunca imaginou que, quando vemos um filme, é como se os atores estivessem a representar só para nós? Foi essa ideia que Allen pretendeu transmitir com este filme, e como, muitas vezes, a personagem e o ator que interpreta, não são tão parecidos como imaginamos. Nesta fita, que é das mais aclamadas do realizador, a personagem de Mia Farrow é uma viciada em filmes e ficou fascinada pela última estreia no cinema do bairro: «A Rosa Púrpura do Cairo». E, quando foi ver o filme pela quinta vez, uma das personagens decidiu sair do ecrã para a ir conhecer. Surreal, não é? Nada de mais para Woody Allen, que sabe concretizar as ideias mais absurdas com uma perna às costas.

Entretanto, a rebeldia da personagem do filme causa uma grande polémica e a desordem total no mundo do cinema, e então, o estúdio responsável pela «Rosa Púrpura do Cairo», decide enviar para lá o ator que encarnou a personagem, que entretanto, está perdida de amores por Mia Farrow. Só que, depois, ela terá de escolher entre a personagem irreal e o ator de carne e osso e não-ficcional.

Este é dos filmes mais bonitos de Woody Allen e que brinca com o conceito do próprio cinema de uma maneira muito engraçada e original. Comparo este filme a um mais recente, «Meia-noite em Paris», por uma simples razão: faz-nos transportar para ideias que só existiram mesmo dentro da nossa cabeça, de uma maneira completamente mágica e cativante, pondo Allen num lugar de topo como um dos maiores criativos da história de Hollywood.

Nota: * * * * 1/2

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