sábado, 26 de maio de 2012

Eduardo Mãos de Tesoura


Se Tim Burton não tivesse a estranha infância por que passou, brincando em cemitérios e etc, será que o público conheceria obras que, ao mesmo tempo, conseguem ser extravagantes, arrepiantes... e bonitas, como é «Eduardo Mãos de Tesoura»?

Não, acho que não. Aliás, quem mais se lembraria de criar uma personagem que tem... tesouras nas mãos? Não vejo mais ninguém.

Mas deixem-me confessar, que este filme, e esta personagem, fazem parte da minha infância. Vi este filme várias vezes na TV em miúdo e sempre gostei da personagem do Edward. Mas, claro, fiquei sempre com uma imagem meio amigável e meio horrível dele. Ontem, ao rever o filme, nos primeiros minutos em que Johnny Depp, "vestido" desta personagem, aparece no ecrã, não percebi o porquê dessa memória. Edward era apenas um simples invento, simpático, que tenta lidar com as situações em que se envolve depois de uma vendedora da Avon o encontrar numa mansão abandonada decidir levá-lo para casa. Depois, mais adiante no filme, percebi porquê. Mas pronto, ele não é má pessoa. É preciso é ver a mente de uma criança de cinco anos, não é?

Enfim, gostei muito de ver o filme. Destaco, principalmente, a interpretação de Depp e a extraordinária banda sonora de Danny Elfman, "súbdito" de longa data de Burton, e que em «Eduardo Mãos de Tesoura», deixa um grande trabalho musical que merece ser atentamente escutado ao longo da fita. A história é cativante e original, e não deixa ninguém indiferente, sem dúvida. Apesar de tudo, é um filme para a família. E que é muito bonito, sem dúvida. Tim Burton não exagera nas partes mais "negras" do filme, e contrói um conto de fadas improvável e que é um regalo para os olhos de todas as gerações. Um filme cujo culto é merecido e vai continuar a merecê-lo!
Nota: * * * * 1/2

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