quinta-feira, 24 de maio de 2012

As novas crises de infantilidade - Um Estudo de Caso a virar para o patético

Algo de muito errado se está a passar na nossa sociedade, no nosso país, no nosso continente, no nosso mundo, e no nosso quintal.
A cada dia os adolescentes (indivíduos que pertencem a idades compreendidas entre tal e tal) me questionam mais sobre o sentido das coisas. E sim, eu próprio sou um adolescente.
Na noite de ontem, a minha irmã mais velha pediu-me para ir ao parque infantil aqui ao pé de casa buscar a bola que ela e o meu sobrinho se tinham esquecido. Foi uma proposta que não pude recusar. Não que me tivesse sido apontada uma arma à testa ou me tivesse sido impingido certas formas de chantagem se não o fizesse. Simplesmente, como o parque é a dois passos de casa, e até já estava a ficar fresquinho, nem me importei, e lá fui eu, numa demanda nada "indianajonezesca" em busca da bola perdida.
Correu tudo bem. Cheguei lá, tudo silencioso. Até pensei: «Olha-me esta, hein? Então hoje não 'tão cá aqueles "tineijers" meio pirosos que costumam habitar este recinto à noitinha para atividades lúdicas como... não sei o quê». Quando, subitamente, me virei acidentalmente para a minha direita, depois de ter apanhado a bola do chão, e... não é que estavam lá três pirralhos (digo "pirralhos" mas eram bem capazes de ser mais velhos que a minha pessoa) escondidos dentro do escorrega mais pequeno, quietos como ratos, a fazerem... coisas?
Daí reacendeu a chama da minha revolta antiga, que originou este post: penso que, a cada geração, os adolescentes se tornam mais infantis. Não é por mal, mas... qual é o interesse, miudagem? Irem para dentro de um parque infantil, geralmente habitado por garotos com idade inferior a... vinte meses, para fazerem coisas a armar ao fino e que são muita "cooles" (e vocês bem sabem do que eu estou a falar, hein?!)? Mas qu'é isto? Qu'é isto?
Têm tanto sítio giro para irem... fazer as vossas coisas. Olhem, têm as discotecas (já que gostam tanto), têm as noites no Bairro Alto, têm as vossas próprias casas (e entradas das mesmas) mas, co'a breca! Parques infantis? Really?
Onde é que vocês acham, ó malta armada que "ena pá eu fumo charros eu sou o maior do mundo por isso", que o Tony Montana, A.K.A Scarface, lançou-se no mundo da droguice? Nããã, ele não estava instalado na Bracalândia, nem muito menos no Portugal dos Pequeninos (que, pensando bem, até nem era um sítio mau para os personagens mafiosos do Joe Pesci. Qualquer um deles. São todos pequenos!). Ah pois!
Por isso, Jovem, se estivestes a ler estas linhas e és um potencial interessado em conhecer os caminhos da droga, recorre a sítios apropriados, e contacta o(s) dealer(s) da tua escola (uau, isto parece daqueles anúncios de saúde... virado ao contrário)!
Agora, deixem é os escorregas serem usados para quem quer... escorregar, neles, ok?
Ah, é verdade, ó graffiteiros de primeira água, que enchem as estruturas dos escorregas das vossas zonas com mensagens do género «Ana Paula Loves Roberto Best of The World Yeah Die Motherfuckers I am a nigga yo», parem com isso, sim? É que é feio. Pensem nas criancinhas. Era péssimo se elas continuassem depois, a vossa "obra". Não penso que vossemecês ficariam orgulhosos se os vossos filhos enveredassem pela vossa via. Ah, pois, se calhar vão é dizer «Vai trabalhar p'ra comer!». Pois...
E era só isto.

1 comentário:

  1. Parabéns pela observação e alerta. Era bom mesmo, era que esses jovens lessem este texto!!! E que houvesse "alguma" vigilância nos parques infantis depois de escurecer, para que não fossem alvo deste tipo de frequência perigosa para as crianças. Até pelo "lixo" que pode ficar...

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