Whatever Works

Depois de ver este filme, fiquei com uma certeza: que, dos poucos filmes de Woody Allen que, até agora, tive a oportunidade de ver, em que o mesmo não atua (mas mantém os cargos de realizador e autor), como «Balas sobre a Broadway» e «Meia Noite em Paris», o melhor "subtituto" da personagem que, habitualmente, é interpretada por ele próprio (e que é, na maior parte das vezes, uma personagem autobiográfica), foi, certamente, Larry David, protagonista deste filme «Tudo Pode Dar Certo». Neste filme, Woody Allen explora, mais uma vez temáticas como a religião, o amor e o significado da existência. Mas, claro, consegue, apesar de reutilizar temas que já foram alvo de muitos dos seus anteriores filmes, voltar a ser original, inovador e inconfundível, no seu próprio estilo "woodyallenesco". Foi impossível, para mim, ver o filme e não parar de associar Larry David a Woody Allen. É por isso que eu considero o melhor Woody, quando este só está presente nos bastidores e não na rodagem do filme. O criador de programas lendários como «Seinfeld» e «Curb Your Enthusiasm» faz aqui o papel de um homem que se considera genial, num filme que se centra nas suas ideias e das suas manias (como por exemplo, o cantar os parabéns sempre que lava as mãos), na rapariga que inesperadamente se cruza no seu caminho, nos seus amigos, nos Pais da moça, e na maneira como certas circunstâncias podem mudar a vida de qualquer ser humano. Woody Allen e Larry David dizem-nos: Tudo Pode Dar Certo. E este filme encaixa-se perfeitamente no seu título, por (isso mesmo) ter dado certo. E também por ser uma comédia genial e cativante, e que, apesar de defender ideias que podem não ser unânimes, acho que não é isso que o torna um filme que possa desagradar, porque no fundo, toca a todos nós.

Nota: * * * * 1/2

Comentários

  1. É um dos melhores filmes da última fase da carreira de Woody Allen. Bom blog.

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  2. Muito obrigado pelas suas simpáticas palavras! Vi os seus blogs e gostei muito do que vi.
    Cumprimentos,
    Rui Alves de Sousa

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