O regresso - Brevik e o Início do Quarto Reich

OK, antes de mais nada, não fiquem assustados com o meu post. Não estou a fazer nenhuma previsão apocalíptica, nem muito menos a revelar uma notícia que a imprensa decidiu não divulgar. Estou apenas a fazer (mais) um trocadilho entre o famoso filme sobre as últimas horas da vida de Hitler com Bruno Ganz, comparando-o com o atual estado do genocida mais "famoso" da atualidade. Pelas piores razões, está claro.

Até pensei em retornar à minha (pouco) famosa rubrica das Pessoas Irritantes e incluir este "personagem" na minha sagrada lista, mas penso que tenho tanto para dizer sobre ela que, por agora, enquanto o assunto é fresco, mais vale deixar escrito um post inteiro sobre este psicopata fanático. Só mais tarde, quando o assunto "arrefecer", poderei colocá-lo junto a pessoas como Adolf Hitler e Benito Mussolini, ou então, crio outra lista e ponho até logo estes três nela, e que se irá intitular Pessoas Odiáveis Que Afinal Nem Mereciam Ser Designadas Pelo Mero Epíteto De Irritantes.

Bem, a minha opinião sobre este "género" de seres humanos? Pura e simplesmente, não deveriam sequer ser-lhes dada importância. Com toda esta fama o idiota do Anders Brevik apenas se está a aproveitar a situação para apregoar a sua ideologia e continuar a dizer que, se pudesse, voltaria a matar mais de sessenta pessoas, como fez na Noruega (e, veja-se a rapidez das coisas - já se está a fazer um filme sobre este caso! OK, eu sou fã de cinema, mas estamos a entrar apenas no puro e simples desrespeito pelo ser humano. É como relançarem o Titanic em 3D para "comemorar" os 100 anos do naufrágio. E não, claro que este relançamento não pretende ganhar muita massa. Não, nem por isso...). E, mais do que tudo isto, é que este palerma (que infelizmente, não há outro nome para o designar - me desculpem as mentes que pensavam que eu era pacífico o suficiente para ganhar o Prémio Nobel da Paz) ainda se vangloria de ter feito o maior ataque "desde a Segunda Guerra Mundial". E desculpem só o que eu vou dizer agora de seguida, mas se ele está tão feliz por ser um percursor do seu "ídolo", poderia, para a "imitação" ser ainda melhor, terminar a sua vida como o próprio Hitler fez. Faria um bem melhor a toda a Humanidade.

Eu não pretendo ser agressivo, mas penso que, quando temos de escolher entre aniquilar um homem, ou esperar que ele mate mais de seis dezenas de vítimas para depois viver à grande e à francesa numa prisão de luxo, eu esperaria ser mais sensato salvar as sessenta pessoas e dar cabo da outra que tem como objetivo um ideal estúpido e que não leva a lado nenhum. E sim, para mim, o que um tipo destes merecia (e perdoe-me a Amnistia Internacional) era não viver mais. É forte de se dizer isto, mas é mesmo assim. E não venham com jogos psicológicos, como fazem nos filmes, de «ah, é isso que eles querem, morrer». Bem, sempre é melhor ceder à pressão e matá-los, pronto,não chateiam mais. O problema é que mal sabem condenar um tipo destes a prisão perpétua (este e outros Sôtores bem conhecidos da nossa praça). E não venham também dizer que ele está mentalmente perturbado. Ou aliás, se isso for, é mais uma razão para ir preso, a ver se perde a perturbação mental...

Eu aceito todo o tipo de crença, ideologia, etc. Exceto quem pensa que ideais como o nazismo estão a dar e que é aceitável no século XXI. Desculpem-me, mas esta é a minha opinião. Penso que qualquer ideologia ou religião, quando bem utilizada, serve para o bem, e não só para criar divisões, como gostam muitos de apregoar sem saberem mesmo a verdade. Ideologias partidárias do racismo, "destruísmo" e outras coisas mais, pertencem a momentos negros da Humanidade e que deveriam ser esquecidos. De vez.

Casos como o deste Anders Brevik, da candidata francesa às presidenciais, etc etc etc, fazem-me pensar: só faltava criarem o Quarto Reich (daí o título deste post). E aí só me lembro da sátira genial de Filipe Melo e Juan Cavia no primeiro volume das «Aventuras de Dog Mendoza e Pizzaboy», em que os dois heróis que dão título a esta BD descobrem que, na parte subterrânea de Lisboa, se encontra o temível Adolf Hitler e todos os seus partidários Nazis, prontos para criarem - isso mesmo - um Quarto Reich. 

Por isso, é importante que as pessoas, primeiro, não criem divisões com política, religião, etc. Os tempos são outros, e para mim, guerras dessas (e de qualquer outro tipo) não fazem qualquer sentido. Talvez a mentalização da geração de Hoje (da qual eu faço parte), tornando os adolescentes pessoas mais bem formadas, conscientes e com opinião própria, poderá ser importante para impedir que mais casos de genocídio como o deste gabiru voltem a suceder-se.

Vamos fazer a paz! Vamos pôr de parte Al-Qaedas, ETA's, terroristas nazis e tudo o mais. Caminhemos todos para um caminho mais fraterno, pacífico, e meio paradisíaco, é certo. Mas talvez seja possível. Eu tenho esperanças disso!

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