sábado, 21 de abril de 2012

Match Point



«Match Point» foi o filme que voltou a pôr Woody Allen nas luzes (sérias) da ribalta. Apesar de ter feito, anteriormente, uma série de filmes que muita gente criticou, mas que eu gostei, é com «Match Point» que o autor dá a entender que passou por uma altura em que usou a sua criatividade ao máximo, caso também reparável em obras anteriores como «Hannah e as suas irmãs» e «Crimes e escapadelas». A ver este filme tinha sérias dúvidas de que estaria a ver uma obra assinada por Woody Allen, pois neste filme, o comediante vai muito além do que é já habitual no seu estilo. Não há aqui nenhuma personagem neurótica, nem tão pouco se fala das peculiaridades da vida humana.
Ambientada no meio aristocrático e "snob" de uma família muito british, o espetador segue, em «Match Point», a personagem de Jonathan Rhys-Meyers, que se mostra tão estranha como é o próprio ator, que se apaixona pela irmã de um dos seus alunos de ténis, mas que depois irá ter uma paixoneta com a namorada do mesmo, interpretada por Scarlett Johansson. E, bebendo um pouco da visão da realidade mostrada em «Crimes e escapadelas», «Match Point» é um excelente drama que mostra como os acasos da vida são importantes na existência de cada um, e como um autor pode ser mais versátil do que possa aparentar à primeira vista.

Nota: * * * * *

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