Hollywood Ending



«Hollywood Ending» é mais uma grande sátira de Woody Allen, que eu não consigo compreender bem o motivo pelo qual não foi muito bem recebida. OK, talvez a maioria das pessoas não o ache um filme muito bom, como eu achei, mas caramba, mau não me parece ser. Woody Allen volta a interpretar o seu papel semi-autobiográfico, repleto de neuroses e manias muito próprios (sim, é a mesma personagem pela 48327439.ª vez, mas continua a ter graça). Neste filme, o realizador-autor-ator é um realizador americano que está na pior fase da sua carreira, arranjando apenas trabalho a realizar anúncios publicitários nos "confins do mundo", até que a sua ex-mulher fala com o seu novo namorado, proprietário da Galaxie Productions, uma grande produtora de cinema (fictícia, está claro), e convence-o que Allen é o realizador indicado para a feitura do próximo projeto da produtora, com um orçamento de 60 milhões de dólares, de nome «A Cidade Que Nunca Dorme». Contudo, um pequeno contratempo irá fazer com que a rodagem do filme seja completamente virada do avesso, condicionando Allen e os seus colaboradores.
Gosto de comédias assim, mais "leves", penso eu, mas não menos divertidas. O elenco é formidável, assim como o argumento (mais uma vez, da autoria de Woody Allen), e penso que, apesar das críticas "assim-assim" que «Hollywood Ending» recebeu e da nota fraquinha que tem no IMDB (e que, tal como maior parte dos filmes do Allen que eu vi e que estão também mal classificados, eu gostei) e noutros sites, penso que vale a pena a sua visualização. Sei lá, entre o visionamento de uma obra mais pesada, talvez uma comédia assim seja boa para descontrair e ficar com um sorriso de orelha a orelha.

Nota: * * * * 1/2

Comentários