O Sétimo Selo: uma reflexão sobre a Vida

Não sei se existe algum ser humano que nunca se questionou sobre problemáticas como o sentido da vida, a existência de Deus, ou a explicação para o mistério da Morte. O que eu sei é que Ingmar Bergman, realizador e autor deste filme, «O Sétimo Selo», pega nestes temas e faz um filme que é uma das Grandes obras primas da História da Sétima Arte.
Digamos que este filme não é fácil. É algo puxado, e não diria que fosse para maiores de 12 (mas pronto, se um miúdo do sexto ano se interessar pela obra de Ingmar Bergman, força aí!), mas acho que deve ser um filme que toda a gente deve ver. Para já, por ter tornado icónica uma ideia representada pela imagem que escolhi para ilustrar esta crítica: a Morte a jogar uma partida de xadrez que irá decidir o destino de Antonius Block, personagem brilhantemente interpretada por Max Von Sydow, o que é uma perspetiva cinematográfica que me agradou muito.
Há já algum tempo que queria ver este filme, e agora que o pude ver, não fiquei nada dececionado. Ingmar Bergman centra o filme no século XIV, em plena Idade Média, afetada pela Peste Negra e pelo fanatismo incutido pela Igreja e pela Inquisição. E no meio de tudo isto, o cavaleiro Antonius Block, regressado das Cruzadas, questiona-se sobre os mistérios da existência humana, enquanto tenta escapar à Morte, aproveitandoo jogo de xadrez para ter alguma "vida extra".
Um filme perfeito. A realização, o ambiente macabro que condiciona todo o filme, o magnífico conjunto de atores e uma reflexão sobre a vida humana que não deve ser posta de lado. Sim, é Ingmar Bergman. Sim, é um realizador puxadote. Mas tentem, pelo menos, ver «O Sétimo Selo». Este foi o primeiro filme que eu vi do realizador, e não fiquei nada dececionado.

Nota: * * * * *

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