segunda-feira, 5 de março de 2012

O Misterioso Assassínio em Manhattan

Um policial à Woody Allen não é um policial normal, um filme de sábado ou domingo à tarde que mais se assemelha a uma versão cinematográfica de um dos milhentos formatos televisivos que o franchise do CSI eu a conhecer à Humanidade. «O misterioso assassínio em Manhattan» é um policial cómico, e neurótico, sobre um casal que pensa que o vizinho matou a mulher. Woody Allen e Diane Keaton são o marido e a mulher que, numa investigação recambolesca em que vão ter a preciosa ajuda das personagens de Alan Alda e Angelica Huston, irão confirmar se as suspeitas de Keaton são reais ou se não passam de um grande mal entendido.
Se este filme fosse um policial sem este tipo de humor "allenesco", talvez seria um filme completamente banal. Mas o argumento hilariante e as grandes interpretações de todo o elenco tornam-no especial na carreira do próprio Woody Allen, que demorou 16 anos (desde «Annie Hall» que o realizador tinha este policial em mente) a ver este projeto tornar-se realidade no grande ecrã. E se vale a pena? Vale, sim senhora! Os apreciadores da comédia de Woody Allen irão gostar com certeza de «O misterioso assassínio em Manhattan». Eu gostei muito, até mais do que estava à espera - aliás, ultimamente tento não ir com expetativas muito altas para ver um filme - o mais baixo possível ajuda a uma possível desilusão que possa vir a calhar sabe-se lá quando. Este filme é um fartote de riso. É daquelas fitas em que Woody Allen diz uma série de piadas memoráveis, todas de seguida, como se tivesse uma metralhadora carregada e a disparasse sem parar (sim, a comparação não é das mais felizes, mas é o que se pôde arranjar). Para passarem 104 minutos com bom entretenimento, inteligente, cativante e divertido, Woody Allen é uma marca de confiança. E «O misterioso assassínio em Manhattan» é só um dos muitos exemplos que mostram a veracidade da minha afirmação.

Nota: * * * * 1/2

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