domingo, 18 de março de 2012

A long time ago, in a galaxy far, far away...

Tenho de confessar que nunca tive particular interesse na saga Star Wars, nem nesta nem em tantas outras fitas de ficção científica. E apesar da insistência de vários amigos, fãs acérrimos de todo o universo criado por George Lucas, nunca me apeteceu ver qualquer um dos seis filmes da saga. Deixei sempre de lado essa alternativa de cinema.
Mas outro dia, estava eu na biblioteca da escola, a vasculhar os (poucos) DVD’s que por lá há para serem requisitados, e dou de caras com os filmes do Star Wars. Pensei para comigo: «É desta! Vou levar o primeiro filme (que é como quem diz, o quarto) para experimentar». Tenho também de dizer que, nos últimos tempos, tenho tido curiosidade para ver o capítulo seguinte da saga, «O Império contra-ataca», considerado por todas as pessoas Star-warianas com quem eu falei como o melhor dos seis. “É aquela coisa”, dizem-me eles. Mas, primeiro, quis ver este, para ver se ficava satisfeito o suficiente para visionar (pelo menos) a primeira trilogia, mais antiga. E devo dizer que gostei. Gostei o suficiente para agora querer ver o próximo ansiosamente!
«Star Wars IV: Uma nova esperança» é um excelente exemplo de entretenimento do bom, que não se arrisca a cair em idiotices ou clichés de filmes de sábado à tarde, que também pretendem ser de “entretenimento”. Aliás, a saga Star Wars tornou-se tão emblemática, importante e influente na História do Cinema que pôde, por si só, criar uma série de clichés, que ainda hoje em dia são usados e abusados. Uns chamam a estas inspirações das novas gerações como uma homenagem a George Lucas e ao seu universo. Outros designam só que são cópias, porque as pessoas tendem a não conseguir criar nada de novo e inovador. Eu vou mais por aqui.
A história deste quarto episódio (mas o primeiro a ser feito) segue muito o modelo americano típico (mas não aborrecido) de muitos blockbusters: aqui, temos um Luke Skywalker que gostaria de conhecer o Pai, que já morreu (embora eu, mesmo que não tenha visto os filmes seguintes e tenha sido, sim, bombardeado com a constante e irritante série de “homenagens” de filmes mais recentes, sei que não foi isso que aconteceu), que tem como Mestre Obi-Wan-Kenobi, que lhe vai introduzir à Força. Luke será auxiliado na demanda em busca da Princesa Leia por Han-Solo, um contrabandista feito herói, um bicho de nome Chewbakka, e dois andróides: R2-D2 e C-3PO. Nesta aventura, estes indivíduos terão todos de fazer frente ao lado negro da Força, simbolizado pelo diabólico indivíduo (com uma estranha respiração) que é Darth Vader. Ou seja, temos uma grande aventura inter-galáctica, com algum drama, música épica e muitos efeitos especiais.
Fiquei mesmo muito satisfeito com este filme. Não me tornei agora um viciado neste universo, mas agora ganhei-lhe algum interesse, o suficiente para ver mais um filme. Gostei principalmente de ser um filme de ficção científica que me interessou. Não por ser dos mais famosos de todos os tempos, mas por ser, ao menos, interessante para mim.
E agora, que venha o episódio V!

Nota: * * * *

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