A lição de cinema d'O Gigante

É incrível como um indivíduo como James Dean precisou apenas de fazer três filmes para ficar na História do Cinema. Também é de notar que em todos eles, o ator foi brilhante, e o seu estilo muito próprio deixou uma marca indelével na "evolução" da sétima arte. Desse trio de filmes já tinha visto antes "Rebel Without a Cause", uma história sobre a adolescência e as relações familiares. E agora, pude ver o último filme deste ator, realizado por George Stevens, "Giant".
"Giant" é semelhante a "Rebel Without a Cause" por se tratar também de uma história familiar. Mas este épico cinematográfico vai muito mais além, retratando três gerações de uma família muito abastada e importante do Texas, os Benedicts, com os seus ranchos e todos os negócios em que estão envolvidos através dessas propriedades. É também um drama sobre uma época, sobre o conflito de gerações e a evolução de hábitos e costumes ao longo das décadas. "Giant" conta-nos a história de Bick, o proprietário do rancho que sucedeu ao seu Avô e ao seu Pai, e Leslie, a sua mulher, que terá de se adaptar a esta nova vida texana. E James Dean aparece, no meio disto tudo, como um cowboy desleixado de nome Jett, que ao princípio é criado dos Benedict mas, mais tarde, irá tornar-se um magnata do petróleo.
O que eu penso que é o mais bem idealizado de todo o filme é as ligações das personagens, as relações entre as mesmas e as interpretações dos atores. Rock Hudson, Elizabeth Taylor e James Dean perfazem um trio de atores brilhante, marcante e excecional, sabendo interpretar da melhor maneira os seus papéis através do envelhecimento das mesmas. Estão muito convincentes e dão um grande contributo para a importância artística que este filme obteve, ao longo das décadas.
Um especial destaque também para George Stevens, por ser um realizador que não se deixa ir pelos caminhos mais fáceis para contar a sua história. Stevens realiza "Giant" de uma forma subtil, inteligente e eficaz, sabendo sempre qual o plano de câmara que encaixa melhor em cada cena, e a forma como a cena deve ser realizada.
Gosto de histórias sobre a passagem do tempo, sobre a família, sobre a diferença entre as mais velhas e as mais novs gerações. "Giant" acertou em cheio na sua premissa, não desiludindo em nada o espetador. Um excelente épico dramático!

Nota: * * * * *

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