quinta-feira, 8 de março de 2012

Hannah e as suas irmãs

A vida é complicada. Assim como o amor. E acho que não há ninguém melhor para descomplicar e fazer-nos rir das nossas próprias vidas, a nível cinematográfico, como esse Monstro Sagrado da Comédia que dá pelo nome de Woody Allen. Eu considero este filme, «Hannah e as suas irmãs», o melhor que já vi do realizador, autor e ator, da cerca de uma dezena de filmes que, até hoje, já vi da sua autoria. Este filme é a sua crítica e sátira cinematográfica mais profunda e inteligente, dos poucos filmes de Allen que já pude visionar.
«Hannah e as suas irmãs» é um excelente conto sobre as relações familiares e amorosas de três irmãs: Hannah (Mia Farrow), Lee (Barbara Hershey) Holly (Diane West). É também a história dos desgostos e reviravoltas sentimentais e existenciais do ex-marido de Hannah (Woody Allen) e a relação amorosa escondida do atual esposo de Hannah (Michael Caine), que se apaixona por Lee. Este filme consegue ainda ser uma lição de moral para toda a Humanidade, sobre a procura obsessiva que muitas pessoas têm de encontrar um sentido para a exitência humana ou a Verdade Absoluta para todas as questões Universais que afetam o Homem (a existência de Deus, por exemplo).
Woody Allen não pretende ofender culturas, países ou religiões. Sabe falar de temas mais ou menos delicados sem pretender achincalhar ninguém, dando um lado muito humano a esta fita (é já normal encontrar esta particularidade na obra de Allen, mas este filme tem um toque ainda maior de humanidade que os outros). Esta comédia dramática é um filme muito inteligente e muito real. Daqui a cem anos talvez seja obrigatório que as pessoas continuem a ver filmes de Woody Allen como este. É uma autêntica - arrisco-me a dizê-lo - obra prima. Quem não viu, que veja. Quem já viu, que volte a ver!

Nota: * * * * *

Sem comentários:

Enviar um comentário

Se chegaram até aqui e tiverem alguma mensagem, crítica, ou opinação a fazer em relação ao que acabaram de ler, façam o favor de o escrever aqui. A gerência agradece e responde (se não forem nenhum príncipe da Malásia que tem 10 milhões de dólares para me oferecer, claro).