quinta-feira, 29 de março de 2012

Crimes e Escapadelas

«Crimes e Escapadelas», de Woody Allen, é mais um formidável filme do autor, a juntar à lista dos melhores que já fez até hoje. Desta vez, Allen pega numa história mais intrincada, com mais policial e adicionando também a já habitual reflexão filosófica sobre a vida. Só que, em «Crimes e Escapadelas», Allen prefere abordar outro tema da existência humana: as escolhas que o indivíduo faz, o quão complexas podem ser e as consequências que poderão trazer ao serem aplicadas. Este décimo nono filme tem, como protagonistas, dois indivíduos, e cada um deles vai ser confrontado com duas opções para escolher. Cliff Stern (interpretado por Woody Allen) terá de optar entre a integridade do seu trabalho cinematográfico, ou a oportunidade de arranjar umas massas realizando um documentário sobre uma pessoa que detesta. E Judah Rosenthal (interpretado por Martin Landau) tem um caso muito mais complicado em mãos: ou mata a sua amante, como lhe aconselhou o seu irmão, ou então enche-se de coragem e conta todas as suas trafulhices à mulher - o conselho dado pelo seu amigo rabi.
Através da análise das atitudes e vivências destes dois personagens, Woody Allen constrói uma história que se questiona sobre a moralidade do ser humano e também sobre a própria vida, e como somos afetados pelas decisões que fazemos nela, misturando humor com drama de uma forma muito eficaz e muito bem executada. Este é mais um excelente filme do já mítico cineasta americano. Um dos grandes marcos da sua extensa carreira e uma fita indispensável para quem gosta de uma boa comédia, ou simplesmente de um grande filme.

Nota: * * * * *

2 comentários:

  1. Vais emprestar este DVD lindo à tua amiga, não vais? *.*

    ResponderEliminar
  2. Não.

    ...
    ...

    Claro que sim! :P tava a brincar!

    ResponderEliminar

Se chegaram até aqui e tiverem alguma mensagem, crítica, ou opinação a fazer em relação ao que acabaram de ler, façam o favor de o escrever aqui. A gerência agradece e responde (se não forem nenhum príncipe da Malásia que tem 10 milhões de dólares para me oferecer, claro).