terça-feira, 6 de março de 2012

Coisas que me irritam - Informação na TV

(Vou deixar de numerar os "cromos" desta rubrica, porque, simplesmente, acho que já houve muita coisa de que falei e que me irritava a sério e não foi incluído nas "coisas que me irritam". Por isso, a partir daqui - e quando eu me lembrar de escrever sobre algo irritante dentro da rubrica correspondente - os novos posts sobre coisas irritantes - e também eles próprios portadores de uma elevada quantidade de irritação para o leitor - não estarão numerados, com muita pena minha.)



Ultimamente há uma coisa que me tem irritado solenemente: os telejornais nacionais e os próprios jornais em si. A forma como distribuem a informação, a seleção de "informação" que fazem para as suas publicações ou programas de TV, e também a forma e a organização que dão à informação que transmitem, ou o que quer que seja que eles ponham naquela página do jornal ou naqueles cinco minutos que duram a mísera segunda parte do telejornal.

Para já, faz-me confusão logo a duração dos telejornais. Quase duas horas de emissão para se dizerem coisas que podiam ser condensadas em um minuto e meio ou menos? Porquê perder meia hora a quarenta e cinco minutos de uma emissão a discutir os resumos do jogo de há uma semana do Gominbriguense contra o Jovicial (atenção: os nomes dos clubes que escrevi são fictícios - acho eu... nem me admirava que existissem!), e ouvir um comentador qualquer a discutir isso? Não há já os programas próprios para isso? Horas de programação que o Rui Santos gasta no «Tempo Extra» ou o comentador da TVI24 com o programa «Prolongamento»?

Mas os jornais escritos não fica atrás neste aspeto. Só que a vantagem deste formato é que basta passar umas páginas à frente. É mais simples.

Depois, outra coisa que me baralha a "mona" toda, é as coisas que os senhores jornalistas chamam de "notícia". Por exemplo: hoje, à hora de almoço, consegui perceber que, para a TVI, uma notícia é não só a desgraça alheia e por vezes hardcore, mas também quando o Paulo Futre fica a fazer (como já é hábito nestes últimos tempos) coisas idiotas e sem sentido nenhum, aliado a um José Castelo Branco vestido daquilo que ele me pareceu sempre ser: uma mulher. Pois, é isto, sim senhora. Já sabia que a TVI tinha uma informação tão reles, mas agora, foi a gota de água. Na TVI Já nem ponho os pés (quero dizer, os olhos) nem para um zapping à hora do "comer". Não vale a pena, é uma perda completa de tempo, que a cada segundo me parece mais precioso, dado que agora já andam a dizer que vamos morrer todos no final deste ano. É melhor aproveitar o tempo que me resta sem ver (e ler) algumas anormalidades.

RTP e SIC também gostam, por vezes, de gozar com as pessoas, nisto mais a SIC. Telejornais com a mesma duração de «O Padrinho», só que com menos setenta minutos? A Sociedade Independente de Comunicação ajuda nisso. A sério? Espaços de informação tão grandes? Numa generalista? Ninguém precisa de aprofundar demasiado muitas das notícias que vós perdeis tempo a divulgar. E se quiserem, vão informar-se melhor com outros formatos ou publicações e não espaços para encher chouriços (nisto já ataco de novo todas as estações generalistas. Exceto a RTP2, que ainda consegue ter um jornal curto e mais ou menos incisivo). E as notícias que devem ocupar mais o jornal e que são mais importantes, têm algum espaço de reflexão, mas a seguir "ai veja o nosso especial sobre esta catástrofe, porque a seguir vem o FUTEBOL" (apesar de eu, como já referi, este desporto ter já - demasiados - espaços na programação televisiva). Ainda me lembro quando interromperam do nada (assemelhando-se a uma falha técnica) uma reportagem sobre a morte de Saramago, assim sem mais nem menos, para darem o indivíduo futeboleiro da TVI, num sítio perto da Merdaleja da Maximiana do Herman, a conversar com locais sobre o que é que eles acharam da vitória de um dado clube num dado jogo num dado dia.

E segundas partes dos telejornais com cinco minutos? Como se a nossa (im)paciente espera de que passassem os vinte minutos de intervalo valeram a pena para ver uma reportagem sobre as roupas que a Angelina Jolie usou na noite dos Oscares ou uma nova coleção de singles do Michel Teló (cuja música do "Ai se eu te pego" deve ser a única coisa que esse indivíduo canta).

E é esta a minha visão (não tão feroz como dantes fazia as minhas "análeses") de como andam os telejornais. Eu não perco muito tempo com eles, mas às vezes fico mesmo irritado quando estamos em família a almoçar, terminar o almoço, ir ver um episódio do «Seinfeld» e o telejornal continuar a dar nas generalistas. Ver telejornais com mais de cem minutos ou com uma seleção algo "curiosa" de informação deprime-me. Mesmo. Por isso tento sempre não ver, ou ouvir apenas o que interessa das notícias e mudar logo de canal, ou de atividade que não seja estar sentado no sofá a olhar para a TV.

E vós, caros leitores, tendes cuidado também. Sim? A televisão, além de fazer mal à vista, parece que também é nociva para o bom senso. Tenham cuidado ao "zappingarem" pelos canais de informação - nacionais e internacionais, porque a história é a mesma, ao fim e ao cabo, para todos - de vossos lares. Aproveitai a vida que vos resta (que, espero eu, não acabe já em 2012 - a minha irremediavelmente vai este ano acabar, mas é... hã... por outros motivos) sem serem masoquistas e a perderem tempo demais com os telejornais. Talvez assim os senhores jornalistas da TV percebam algumas coisinhas importantes. Talvez, quem sabe!

3 comentários:

  1. "Aproveitai a vida que vos resta (que, espero eu, não acabe já em 2012 - a minha irremediavelmente vai este ano acabar, mas é... hã... por outros motivos)" - A confusão que se instalou na minha cabeça é agora mais que muita. Queirais esclarecer? (óh para mim a imitar a tua maneira engraçada de escrever)

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