Bem Vindo ao Norte

«Bem Vindo ao Norte» veio mostrar, mais uma vez, que o cinema europeu consegue ter muito poder... quando quer. Aliás, não é para todos, conseguir quebrar os recordes de bilheteira do seu país de origem, com um número de espetadores em sala equivalente ao dobro da população de Portugal. Pois é, vinte milhões de franceses viram «Bem Vindo ao Norte» no grande ecrã, e penso que não se desiludiram. Este filme é tão bonito e hilariante que se percebe que tenha conseguido conquistar audiências de todo o mundo, com a história simples de um trabalhador dos Correios que, após assinar numa candidatura para ir trabalhar no paraíso da Côte d'Azur declarando-se deficiente sem o ser, é "castigado" com um emprego no terrível, abominável norte de França, na cidadezinha de Bergues. Ao princípio, e muito por causa dos ditos das pessoas do Sul, a mudança custa muito ao indivíduo, mas, ao longo da sua estadia, ele irá aperceber-se que, afinal, o norte não é mau. Dany Boom dirige e co-escreve este maravilhoso conto cómico sobre a diferença entre cidades ou regiões de uma forma alegre e bem disposta (aliás, quem ficou a lucrar com este filme foi a própria cidade de Bergues, que por causa do mesmo viu o turismo subir de vento em popa!), fazendo perceber ao espetador que vale sempre a pena conhecer as coisas. Nem que seja só para as poder depois criticar, mas devemos sempre prestar atenção ao que está à nossa volta e fora do nosso alcance, para termos uma perceção maior das coisas e não nos ficarmos pelo que os outros nos dizem. Uma pequena maravilha cinematográfica!

Nota: * * * * 1/2

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