segunda-feira, 12 de março de 2012

Apocalypse Now: Redux - A Surrealidade da Guerra do Vietname

Uau. Esta foi a sensação com que fiquei depois de acabar de ver esta versão "redux" de «Apocalypse Now». Não vi o filme original, mas esta versão, mais comprida e por isso, mais elaborada, surpreendeu-me muito pela positiva. Acho que este filme é um grande exemplo de como a fiel ou infiel adaptação de um livro ao cinema não implica que a obra cinematográfica seja mais ou menos boa. Pelo que eu compreendi, a história que «Apocalypse Now» tem por base é a do clássico literário de Joseph Conrad «O Coração das Trevas», e não precisou de ser demasiado adaptada ao livro para se tornar uma obra prima da História do Cinema.
Acho que qualquer uma das duas versões de «Apocalypse Now», tanto esta mais longa como a original (e que em 1979 deu a Palma de Ouro para Francis Ford Coppola encher a estante), é retratar, de uma forma pouco normal e mais surreal toda a problemática da Guerra do Vietname. O filme retrata o conflito de uma maneira tão intensa, tão real e tão negra, que me fez pensar que estava dentro do próprio filme e que estava a assistir à realidade. Fez-me sentir dentro da guerra e não a pensar que estava a ver um filme onde é tudo a "fingir".
Fiquei bastante impressionado e mesmo de boca aberta com «Apocalypse Now: Redux». Não sei é porque dão tanta importância aos momentos do Marlon Brando e do Robert Duvall. São muito bons os desempenhos de um e de outro, sem dúvida, mas o filme tem muito mais do que isso. E então nesta versão alargada, há muito mais para se descobrir, penso eu. Martin Sheen é um grande ator e um grande Senhor (duas qualidades que o filho não soube herdar, infelizmente). Há todo um leque excecional de atores - Coppola tem um dom para isso -, a realização é tremenda e acho que esta nova versão é muito boa, muito fluída e consistente. Nada de elementos postos ao acaso só para se poder dizer que se fez uma versão mas comprida do filme e se vender mais uns cobres. Como já referi, não vi a versão original, mas fiquei muito impressionado com esta mais longa. Este é, a par de «O Padrinho» e «O Padrinho: Parte II», o melhor filme de Coppola. Um must.

Nota: * * * * *

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