sábado, 11 de fevereiro de 2012

Tempos Modernos

Esta última aparição cinematográfica do «Little Trump», a personagem do vagabundo criada e interpretada por Charlie Chaplin, é uma grande sátira política e social e uma lição de vida e de humanidade, que felizmente perdura até aos nossos dias, tornando-se, tal como outros filmes de Chaplin (como «O Grande Ditador»), um precioso documento histórico sobre o tempo em que foi filmado e os problemas que a sociedade de então tinha com que se confrontar (neste caso, a industrialização americana durante os anos 30).
«Tempos Modernos» leva-nos a entender que os nossos gestos e expressões podem dizer muito mais que as palavras. Aliás, era esse um dos objetivos de Charlie Chaplin, com este seu último filme mudo (embora com algumas partes faladas), que, durante muito tempo, combateu com a novidade de então: a introdução do som na arte cinematográfica.
Aliás, o que tem graça ver em «Tempos Modernos», tal como noutros filmes mudos de Chaplin, é a sua habilidade de mimo e do seu enorme talento para a comédia física - muito mais aperfeiçoada, digamos, nestas longas metragens. Se alguém se se lembrasse de sonorizar este filme, seria o apocalipse total.
«Tempos Modernos» é, além de uma poderosa e inspiradora crítica ao modo de trabalho americano e ao método de produção em série (que, na altura, começava a estar na moda), um filme que, à semelhança de outras obras-primas do grande artista (e para mim figura maior da Sétima Arte), nos quer fazer entender que a vida deve ser levada a sorrir, e que as pessoas devem sempre, mesmo quando estão a ser confrontadas com a maior das dificuldades, ter esperança num futuro melhor. Uma magnífica peça cinematográfica, intemporal e inesquecível.

Nota: * * * * *

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