domingo, 26 de fevereiro de 2012

Lá vem o Tio Óscar entregar mais uma fornada de prémios

Mais uma gala de Oscares, hoje à noite. Nem sei como há pessoas que perdem quatro horas da sua vida a ver aquele "espetáculo" quando podem ter todo o resumo nas notícias do dia seguinte. OK, vale pelos momentos de humor do Billy Crystal (o veterano dos Oscares que este ano regressa!), mas para isso, vou ver no Youtube amanhã! E espero que seja assim tão bom como nas suas últimas prestações, e que pelo amor de Deus, não chegue ao nível de mediocridade da horrível dupla de 2011, Anne Hathaway e James Franco. Pois, um deles não era suficiente para fazer tanta porcaria, por isso, juntaram os dois. Como eu costumo dizer: se uma celebridade tosca incomoda muito a minha cabecinha, duas celebridades toscas incomodam muito mais.

Se há uma coisa que odeio nos Oscares é ver grande parte daquelas personalidades a serem hipócritas e falsas e muitos dos prémios serem entregues a pessoas que não fizeram um filme bom, mas um filme que convém que a Academia o ache excelente. Ah, e claro, também me chateia o facto daquilo parecer mais um festival de moda do que de cinema.

Este ano até que há uma lista interessante de nomeados, exceto o inexplicável «Extremely Loud and Incredibly Closed» e o feel-good movie que é «As serviçais». E onde andam «Nos idos de março», que foi um dos melhores filmes que vi em 2011, e, na animação, «As aventuras de Tintin», que, acredito, consegue ser bem melhor que «O Panda do Kung-Fu 2» ou «O Gato das Botas»? Ao menos era bom que o Oscar fosse entregue a um dos outros filmes de animação, europeus e muito melhores que os dois americanos nomeados. Mas, talvez, a Academia vai favorecer o patriotismo. Era bom que assim não fosse. Mais vai ser, de certeza.

Não vi «Os Descendentes», «O Artista» e «A Invenção de Hugo», mas parecem-me ser bons. Agora o que eu punha como nomeados também era «J. Edgar», que me parece também ser uma boa fita, assim como «Drive». E dos que vi, «A árvore da vida» é compreensível que esteja nomeado (é para agradar os fãs de Terrence Malick, embora saibam que é pouco provável que ganhe), e «Moneyball» é outro grande candidato. Mas punha também «Nos idos de março». Esse filme merecia a nomeação. «Cavalo de Guerra» também ainda não tive oportunidade de ver, mas parece-me ser bom. E «Meia noite em Paris» também era mais do que justo que fosse nomeado!

Mas gostava de ver Scorsese a sair triunfante da cerimónia. Este senhor já fez muito pelo cinema e muitas das suas obras primas não foram reconhecidas pela Academia - o que é pena. Mas talvez este filme «A Invenção de Hugo» é excelente, pelo que tenho ouvido dizer. Mas vamos a ver se ganha.

Amanhã de manhã, vejo no telejornal os resultados. Acham que vou ficar acordado até às quatro da manhã a ver pessoas idiotas que mal sabem ler o teleponto a darem prémios e a fazerem estupidezes combinadas? Poupem-me.

Para isso prefiro dormir. Ao menos, aproveito o meu tempo para sonhar calarem o pio à Merryl Streep um minuto depois dela ter começado a falar (ou seja, o que fazem a toda a gente menos a pessoas como ela - excelente atriz, mas enfim), ou ver o Dustin Hoffman e o resto da pandilha dos atores mais ou menos sérios que há por lá a enlouquecerem todos e a incendiarem o Kodak Theatre. Era giro que isso acontecesse.

Mas pronto, é algo que não acontecerá. O que é pena. É mais provável que, no futuro, a 481.ª sequela de «Transformers» ganhe o Oscar de Melhor Filme do que essa outra tragédia se suceder.

Isso é que era um verdadeiro pesadelo.

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