Fim do Mundo, Lda.

Ah, o fim do Mundo. Esse mito que se tornou numa máquina imparável de fazer dinheiro. Já ouvimos a palavra Apocalipse ou outro sinónimo em livros, revistas, filmes, programas de televisão, e um dia, quem sabe, guloseimas. Chupa-chupas com a forma de um mundo a arder, ou então rebuçados com sabor de frutas que representam bocados do mundo depois dadestruição total deste planeta azul que é a Terra.
E que é um tema que me transtorna um pouco. Não por estar preocupado que seja real ou não, mas porque as pessoas lhe dão demasiada importância.
É certo e sabido que o ser humano adora catástrofes. Basta ver-se o sucesso no box-office que têm filmes como «2012», «O dia depois de amanhã», «Guerra dos Mundos», «O Dia da Independência», enfim, uma série de filmes que fantasiaram, de várias maneiras, como é que o mundo poderia ser exterminado. Gaita, até parece que têm sede de verem o mundo a colapsar de um momento para o outro, antes de eu conseguir dizer "supercalifragilisticexpialialidocious" (Mary Poppins, que memórias... no tempo em que eu ansiava descer o corrimão das escadas como os miúdos do filme faziam, ou quando queria conhecer um limpa-chaminés cantor ou um bando de pinguins a fazerem de mordomos. Felizmente, a minha cabeça, hoje em dia, é muito mais demente do que naquela altura. Por isso, penso noutras coisas mais surreais e idealistas, como ter uma vida como deve de ser. Prossigamos...)!
Enfim, qual é a minha opinião sobre o fim do mundo (e sim, só consegui chegar ao objetivo do post a metade do mesmo, o que mostra a minha grande habilidade na arte do engonhanço. Talvez faça o curso específico desta temática. Ah, não há? Bem, cria-se um)? É muito simples, mas para a explicar, vou ter de gritar (ou seja, gritar, em linguagem "internetesca", é escrever com maiúsculas): EU QUERO LÁ SABER, TÁ BOM? ESTOU-ME NAS TINTAS PARA QUE O MUNDO ACABE HOJE OU DAQUI A CEM ANOS! QUE É QUE AS PESSOAS VÃO FAZER? UUH... CHAMAR O SUPER HOMEM PARA IMPEDIR O APOCALIPSE? AHAHAHAHAH!
Ok, posso voltar a escrever normalmente, já deixei passar a minha ira.
Meu Deus, como eu tinha saudades de escrever um texto assim!
Mas tentanto falar com uma ponta de seriedade - o que é difícil, diga-se - acho que as pessoas querem saber que o mundo acaba para poderem fazer tudo o que quiseram fazer durante a sua existência antes que as suas tripas de desfaçam em bocadinhos nano-mini-micro minúsculos que se irão espalhar por toda a galáxia.
E eu acho que isso não faz sentido, desculpem. É como as pessoas pensarem demais no que é que vem ou não vem a seguir a esta vida. Porque é que não aproveitam esta vida primeiro e depois, lá irão saber a resposta? Porque é que as pessoas se querem prevenir de coisas de que não se podem remediar?
Lembrei-me de falar sobre isto depois de, na rua, na passada sexta-feira, eu e três amigos termos sido abordados por uma senhora testemunha de Jeová. Nada tenho contra as pessoas crentes de Jeová, muito pelo contrário, porque conheço pessoas que o são. Mas a senhora começou a falar no fim do mundo e tudo o mais. E eu a pensar: Para quê, minhas amigas e meus amigos? Para quê a obsessão do fim do mundo? No ponto de vista da senhora, é para nos salvar e não sei quê. Bem, eu sou católico, meus amigos, e chamem-me radical, idiota, o que quiserem, mas os meus Pais e o meio onde eu vivo ensinou-me a ser uma pessoa a olhar para a frente, não esquecendo o que veio detrás, mas sem estar a prever demasiado o que está a seguir. Por isso digo: se morrermos todos no fim de 2012 ou em 2047, que importa? Não se pode evitar isso.
E digo-vos mais: para quê guerras religiosas ou ateístas, como se vê em abundância na televisão, na internet, no meio social, se NINGUÉM tem a verdade absoluta, ou seja, a resposta para todas as dúvidas existenciais de todos os seres humanos e que estes se têm debatido durante séculos e séculos? Para quê estar a apontar quem é salvo ou não, ou quem vai para o Inferno ou não, se ninguém sabe o que vem a seguir e ninguém pode afirmar-se como detentor da Razão?
Eu acredito que há vida depois da morte. Eu acredito que Jesus Cristo existe. Contudo, acredito também que a Bíblia não é a verdade absoluta nem sou a favor de nenhum dos fanatismos que muita gente aponta que são as crenças dos católicos, facto que tento explicar em muitos comentários a vídeos no Youtube. E não são dos católicos que eu reconheço como tal. Pensam que quê? As pessoas são boas para ganhar o céu? Poupem-me. As pessoas são boas porque acham que é o que está correto. E eu, sem me querer estar a gabar, tento ser boa pessoa, sem intenções secundárias por trás dos meus atos. Gosto de ser assim, e é assim que me sinto bem com os outros e os outros se sentem bem comigo.
Por isso, digo, PAREM, a sério! PAREM COM TODO O FANATISMO DO FIM DO MUNDO OU DA MORTE OU DO SENTIDO DA VIDA! Nunca, a sério, NUNCA se irá chegar a lado nenhum, a uma resposta exata! Quem não diz que tudo o que acreditamos estar certo pode ser errado amanhã? E que interessa estarmos com medo que o mundo acabe e com receio de tudo isto terminar?
Eu acho que não vale a pena peocuparem-se com isso, amigos e amigas. Cada um tem a sua teoria, boa. Eu acredito que há vida depois da morte, mas de que vale estar horas e dias e semanas e meses e anos a matutar sobre isso se nunca irei chegar a uma resposta concreta?
Por isso, aproveitem mas é a vida. Ah, e por favor, coisas a fazer antes de morrer? My God... uma amiga minha, ao falar agora mesmo com ela sobre estas temáticas (disse-lhe que ia escrever sobre o fim do mundo - só que agora, ao ler este post, vejo que do fim do mundo fala muito pouco), e ela perguntou-me: "Vais-me dizer que não tens coisas que gostavas de fazer antes de morreres hum?"
E, para terminar este post, a minha resposta:
"Há coisas que gostava de fazer, mas se morrer entretanto, olha, paciência".
Uma boa semana para todos vós!

Comentários

  1. Então vá, vou aproveitar a minha pausa para fazer mais um comentário no teu blogue. Ora, eu estava a ler o teu post e estava a pensar: "caramba, agora como é que vou fazer um comentário de jeito perante os argumentos dele?" E a verdade é esta: eu realmente também tinha saudades que tu escrevesses assim! E não sei sequer se encontro as palavras certas para continuar com este comentário porque só consigo pensar nos "chupa-chupas com a forma de um mundo a arder, ou então rebuçados com sabor de frutas que representam bocados do mundo depois da destruição total" (não me culpes. ainda tenho fome, que se há-de fazer?) ... Mas agora a sério.. Acho que as pessoas têm tendência a pensar nestas coisas porque é como a minha professora de português disse no outro dia (numa das minhas aulas favoritas daquela mulher): mais coisa menos coisa isto: "Precisamos de arranjar algo que nos prenda à vida. Precisamos de arranjar algo que nos dê o sentido do viver. Alguns encontram esse sentido na arte (...)" E agora imagina ela a dizer isso ao olhar para mim. As pessoas agarram-se a esses pensamentos - ao que vem depois da primeira vida ou whatever - porque precisam disso. Precisam de acreditar em algo para poderem viver. Acho que é isto. E acho que fiz um comentário demasiado grande. Enfim...
    (sei que tinha mais coisas para dizer, mas entretanto esqueci-me... culpa tua e do teu post brilhante)

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  2. Pois, mas terem isto como força pars viver, para mim não faz sentido. Podem-me dizer que as pessoas agarram-se à religião porque as ajuda a viver, isso eu aceito. Agora, o fim do mundo??? Mas ok, e obrigado por mais um comentário Rita! :)

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    1. A mente humana é e será sempre um turbilhão de surpresas. Não tens de agradecer; isto é das poucas coisas que me dá gosto fazer :)

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  3. e de brilhante isto não tem nada :P

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  4. Estás a implicar de que nada podemos fazer contra as forças universais do que estar de braços cruzados e ver-nos morrer uns atrás dos outros? Viver é sinal de força e não nos devemos limitar ao arranjar desculpas que nos safam de situações desvantajosas. Dírias a um idoso para abdicar dos seus sonhos devido a sua idade? Realmente,a mentalidade de um ser humano é fétida. Com esse teu comentário só provas o quão fraca é a tua vontade de viver e que vês a vida nada mais que um ciclo destinado a acabar. Tu e mais de 6 bilhões de pessoas neste mundo.

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  5. Sabes, meu caro Anónimo, a tua opinião faz-me lembrar os fundamentalistas da Bíblia. Interpretam tudo mal.

    Eu não disse para as pessoas desistirem da sua vida! EU DISSE PARA AS PESSOAS VIVEREM A VIDA, SEM PENSAREM NO FIM DELA!

    Sonhos todos têm, mas odeio a expressão «coisas para fazer antes de morrer». Eu tenho sonhos, mas sei se se vão realizar? Não!

    E não diria a um idoso para desistir da vida. O QUE EU QUERIA DIZER ERA QUE NÃO DIRIA A UM IDOSO PARA VER O FACTO DE TER MUITA IDADE COMO APROXIMAÇÃO DA MORTE!

    A sério, fizeste de propósito para ler tudo ao contrário, não foi? Só o publiquei porque estou farto de pessoas que interpretam mal as coisas.

    E se tivesses mesmo coragem de dizer o que dizes e de defender as tuas ideias, não te tinhas posto como anónimo. É sinal da tua cobardia.

    Eu disse exatamente o contrário do que tu disseste. A vida é algo que para nós é inexplicável. Foi o que eu quis dizer. Mas eu acredito no catolicismo, e tu, lá acreditarás o que acreditas.

    Não sabes o que estás a falar, é porque nunca leste o que eu posto neste blog. E talvez se me conhecesses pessoalmente a tua opinião mudaria muito e quem ficaria fétido eras tu.

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    1. Só provaste que não consegues defender as tuas ideias sem levantar o tom de voz e, que procuras maiores fraquezas noutros de modo a proteger-te.

      É verdader que nem me incomodei a ler o teu post inicial. Sabes porquê? As tuas ideias filosóficas sobre temas humanitários estão mal estruturadas. Não formulaste um ponto definitivo. Apenas respondeste as tuas perguntas com mais perguntas ainda. Contudo, não me cofudas, pois não estou a questionar as tuas crenças religiosas. Aliás nem quero saber delas, por isso, nem te incomodes a referir-te como católico, judeu, budista... Mas também não fiques a pensar que eu seja ateu.

      Sujeitas-te ao expor a tua fraqueza ao acusar-me de cobarde. Que fraqueza? Apenas realças-te a agressividade da tua natureza. Se eu realmente fosse cobarde, não ter-te-ia respondido, pois não? Mas se realmente queres que divulgue o meu nome, basta-o pedir.

      Não concordo quando dizes que a minha opinião mudaria se te conhecesse. Que diferença é que faria se eu te conhecesse ou não? Estás a afirmar que terias uma melhor influência em mim se te conhecesse em pessoa? Ou que vives duas entidades distinctas (uma online e outra na vida real) e que eu estou cometer um erro ao interpretar a tua pessoa àquela que realmente és?

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  6. Se calhar estão mal estruturadas mas pelo menos não sou nenhum dos tansos que recebe milhares de euros para dizerem as mesmas patacoadas na TV. Que é que vós quereis? Sou um menor, tenho 16 anos. Maior parte das pessoas da minha idade nunca viu «O Padrinho» ou leu «As aventuras de Huckelberry Finn». E que eu saiba este espaço é meu, portanto, eu posso dizer o que bem me apetcer.
    Sim, chamo-te fraco por não dares o teu nome. E sim, digo que, se me conhecesses, não irias pensar que sou a mesma pessoa que escreve isto. Não estou a dizer que sou uma espécie de pessoa bipolar, mas Às vezes a maneira como tu podes ler ou interpretar estas tretas que eu escrevo podem dar uma ideia errada da minha pessoa.
    E sim, serias menos cobarde se pusesses o teu nome. Disso não há dúvida. Por isso, diz! Já recebi muitas ameaças e críticas insultuosas de outras pessoas, mas elas preferiram-se esconder num nickname que não lembra ao Diabo, mas diz quem és. E desculpa se te ofendi, não era esse o meu objetivo, nem com as letras maiúsculas nem com o texto em si. Mas já que tens uma opinião diferentre, explica-a, em vez de chamares a minha de fétida. Sim, eu sei que sou um idiota, um atrasado mental, tudo o que quiseres chamar, mas gosto detse blog e das tretas que escrevo nele. Agora, se é para contradizer, fala-se normalmente sff!

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