Este país não é para velhos... e o filme também não!

Adoro os irmãos Coen. O seu estilo, a sua maneira muito própria de contar uma história no grande ecrã, a acertada seleção de atores que costumam fazer nos seus filmes.
«Este País Não É Para Velhos», vencedor de quatro Oscars em 2008, contém os ingredientes a que os Coen já habituaram os seus seguidores. Profundo e negro, cativante e inovador, este filme consegue ter um ambiente de thriller muito semelhante ao primeiro filme (e primeira obra-prima) da dupla de irmãos mais conhecida do cinema da atualidade, «Blood Simple - Sangue por Sangue» (embora este filme consiga ser um pouco mais negro e menos sangrento), e uma estética muito familiar e que os Coen já tinham usado em «Fargo».
Adaptação do livro homónimo do premiado com o Pulitzer Cormac McCarthy, «Este País Não é Para Velhos» é um espanto, e mais uma obra prima a juntar à carreira dos Coen. Por acaso há uns meses tinha começado a ler o livro. Embora a história me tivesse interessado, o estilo de escrita (ou a tradução) fizeram-me afastar do mesmo, mas é curioso que, ao ver o filme, via as coisas como as tinha imaginado das oitenta páginas que li do livro: o ambiente sombrio, o misterioso assassino interpretado magnificamente por Javier Bardem, enfim... acertou mesmo em cheio na minha interpretação do pouco que li do livro, o que também achei particularmente interessante no filme.
«Este País Não é Para Velhos» é por isso, um filme a ver para quem gosta dos Coen como eu, ou para quem simplesmente gostou de «Blood Simple» e «Fargo». Uma fita que é um espanto para os sentidos, e uma das poucas que posso considerar que mereceu ganhar o Oscar.

Nota: * * * * *

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