domingo, 19 de fevereiro de 2012

Como fazer um filme hilariante que causa polémica - mas se formos a ver bem, a polémica está só na cabeça de algumas pessoas...

Não há humor como o que fizeram os Monty Python. E «A Vida de Brian» comprova isso mesmo. Hoje de manhã apeteceu-me rever (pela milionésima vez) esta grande comédia satírica, e assim o fiz. Embora não ache este filme tão bom como o seu antecessor, o do «Cálice Sagrado» (um filme que sei praticamente de cor), acho que «A vida de Brian» foi um filme muito importante no sentido de ter mostrado que tudo era sujeito a ser alvo da comédia, independentemente da polémica que pode causar. E, atenção, eu sou católico, mas adoro os Monty Python, e apesar deste filme não me fazer rir tanto como o anterior, tem excelentes momentos de comédia e que não pretendem ferir as crenças de ninguém.
Eu aprendi a rir-me de tudo, até de mim próprio. E encontro aqui um filme que não critica exatamente o catolicismo, mas mais a religião no geral, o fanatismo e os épicos bíblicos de Hollywood (que nunca me entusiasmaram, confesso). Acho que, nesta nossa vida, que é tão curta, porque é que não nos podemos rir de tudo o que quisermos? Afinal, estamos todos para o mesmo, a morte é inevitável, independentemente do que cada um acredita. Basta aproveitarmos o tempo que temos e olharmos para, como reza a canção deste filme (que sempre que eu a ouço, é capaz de mudar a minha postura de macambúzio deprimido a um indivíduo pateta e alegre), o «bright side of life».
«A vida de Brian» pode não ter cocos a fazerem de cavalos ou coelhos com tendências assassinas, mas tem falsos profetas, dois indivíduos que têm uma fala esquisita (e um deles com um nome pouco usual!) e que são o alvo de chacota de toda a Judeia, a Frente Popular Judaica (e os rivais da Frente Judaica Popular), extraterrestres, e tantas coisas mais!
Não percebo como é que há pessoas que podem ficar ofendidas com um filme como «A Vida de Brian». É divertido, inteligente, repleto de non-sense (mas não tanto como no «Cálice Sagrado» - talvez por isso goste um bocadinho mais desse) e de piadas fenomenais. Qual é o mal?
Para quem quiser rir um bom bocado sem precisar de piadas rascas e de filmes de sábado á tarde, tem uma ótima escolha em «A Vida de Brian»! Um grande clássico da comédia, que felizmente continua a fazer rir hoje.

Nota: * * * * 1/2

2 comentários:

  1. E depois, o individuo que escreve aqui neste blogue, ainda tem a lata de dizer que "ah e tal não tenho jeito para ser profundo". Pois não.. "Acho que, nesta nossa vida, que é tão curta, porque é que não nos podemos rir de tudo o que quisermos? Afinal, estamos todos para o mesmo, a morte é inevitável, independentemente do que cada um acredita. Basta aproveitarmos o tempo que temos e olharmos para, como reza a canção deste filme (que sempre que eu a ouço, é capaz de mudar a minha postura de macambúzio deprimido a um indivíduo pateta e alegre), o «bright side of life».!" Isto não é profundo de maneira nenhuma.

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  2. eheheh pois não, não tem nada de profundo. Mas obrigado pelo teu (milionésimo) comentário! :)

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