sábado, 18 de fevereiro de 2012

Chinatown

Roman Polanski é um realizador que eu muito admiro, sendo um dos meus preferidos. Gosto da sua maneira muito particular de ver o cinema e de fazer filmes, visão essa que lhe permitiu criar obras primas como «O Pianista», «A semente do Diabo» e «Chinatown». Este último foi o filme que vi no dia de ontem.
Adorei «Chinatown» por não se limitar a ser um filme policial banal como abundam muitos desse género nos EUA. Além de ter uma história excelente e um argumento, da autoria desse veterano chamado Robert Towne, digno do Oscar que recebeu, este filme conta ainda com as magníficas interpretações de Jack Nicholson, Faye Dunaway e John Huston, e lá pelo meio, Polanski faz um cameo no seu próprio filme (cameo surpreendente, diga-se!).
«Chinatown» levou Polanski a regressar aos EUA, após de lá ter saído devido ao assassínio da sua mulher Sharon Tate. Mesmo ainda com as mágoas do passado, Polanski (como diz o próprio num extra do DVD) decidiu regressar à pátria do Tio Sam porque achou que a história tinha de ser filmada. E ainda bem que o fez, porque senão, não conheceríamos Mr Gittes e a sua investigação a um estranho caso que envolve planos enganosos envolvendo... água. Pois, invulgar, não?
«Chinatown» é daqueles filmes que se pode designar «feito no momento certo, à hora e no lugar certos». O cinema seria o mesmo sem «Chinatown»? Penso que não. É por isso que recomendo a 100% que se veja este fantástico thriller, em homenagem ao film noir e à América dos anos 30, e que é um dos maiores marcos da carreira de Polanski.

Nota: * * * * *

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