Cães de Palha: a violência através da perspetiva de uma câmara

Quando comecei a ver «Straw Dogs - Cães de Palha», o interesse demorou algum tempo a surgir. A primeira meia hora de filme foi mais banal e menos interessante. Mas à medida que a história se ia desenrolando, não conseguia parar o DVD deste filme. A certa altura, o filme tornou-se tão "viciante", tão chocante, tão... diferente, que me colou ao ecrã até ao fim da fita.
«Cães de Palha» surge como uma reflexão sobre a violência no ser humano. O filme, que era polémico na altura e acredito que ainda seja hoje (ao contrário de muitos filmes com já uma certa idade que perderam a sua polémica inicial), porque é um filme que, além de agressivo, atira com tudo à cara de quem o vê, como se nos dissesse algo do género: «Vêde! Vêde como o ser humano pode ser inexplicável e violento quando quer. Vedes que eu tenho razão, hmm?».
Pois é, Sam Peckimpah não está para brincadeiras. É preciso uma quantidade de litros de sange suficiente para encher uma piscina e o máximo de janelas partidas possível para mostrar ao ser humano o quão real este filme é? Então vamos a isso!
Como afirmei, «Cães de Palha» é, ao início, um filme vulgar e menos interessante. Mas caramba, a dada altura até pensava se estava a ver outro filme.
Destaque para a representação brilhante de Dustin Hoffman, no papel de um matemático choninhas que vai viver com a mulher, britânica, para uma casa no país de origem dela. Só que depois, sucedem-se coisas que não são lá muito desejáveis para quem planeia ir para o campo aproveitar a paz e o sossego. Comparado a isto a cidade é p'ra meninos!
Muito recomendado. Não fosse a meia hora inicial e estaríamos perante uma obra prima. Mas vale a pena ver, claro!

Nota: * * * * 1/2

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