"Two thumps up!"

Se há um crítico de cinema cuja história de vida merece ser conhecida e explorada, indepedentemente das suas opiniões e dos seus gostos, é a de Roger Ebert, que é, provavelmente, o mais conhecido críticos americanos, e um dos melhores de todo o mundo.

Durante as últimas duas horas andei a pesquisar no Youtube por críticas feitas por este crítico. Durante quase vinte e cinco anos, foi um dos dois apresentadores do famosíssimo «Siskel & Ebert", um programa dedicado à crítica cinematográfica. Vi muitas críticas, estando por vezes de acordo com Siskel, e doutras de acordo com Ebert, e noutras ainda, de acordo ou discordo com os dois. Alguns dos filmes que pesquisei foram o pestilento horrível repugnante miserável «Batman e Robin», uma lástima de cinema (nem sei se se pode chamar cinema àquilo!), os dois últimos capítulos de «Regresso ao futuro» (não concordei com a análise de Ebert aos dois filmes), «Goodfellas - Tudo Bons Rapazes» (claro que concordei!), enfim, foram muitas as críticas que eu andei a espreitar, por mera curiosidade.
Nos finais do século XX, morreu Gene Siskel, e Ebert começou a apresentar as críticas com Richard Roeper (não faziam uma dupla tão interessante), e em princípios do século XXI, foi diagnosticado a Ebert um cancro, que fez com que, numa das operações, perdesse completamente a voz. Depois de ter visto todas aquelas críticas, dos anos 70, 80 e 90, e depois ver esta reportagem de há exatamente um ano, fiquei chocado. A diferença do aspeto de Ebert era abismal. Mas, ao acabar o visionamento da dita reportagem, fiquei com uma certa inspiração. Um sentimento muito "americano", vindo dos ditos filmes "inspiradores", que me fez escrever aqui umas palavras no blog sobre Roger Ebert. Acho que o que este crítico fez, para continuar a demonstrar a sua paixão pela sétima arte, é algo muito exemplar. Ebert é ainda muito famoso. Continua a escrever críticas no mesmo jornal de há quarenta e seis anos, o «Chicago Sun-Times», estando muito ativo nas redes sociais.

E quando um filme sai, vou sempre consultar as opiniões de alguns críticos de confiança, como Peter Travers, Kenneth Turan, ou os portugueses João Lopes e Eurico de Barros. Mas o primeiro que vou sempre "checar", é Roger Ebert. Como já disse anteriormente neste post, há muitas opiniões dele das quais não concordo, mas acho que a forma como ele expõe as suas opiniões, acho que é merecido ser lido. Também, digamos que a atribuição do Pulitzer a Ebert não foi aleatória. Foi, sim senhora, muito merecida! Saibam mais sobre este senhor porque vale muito a pena. Mesmo.

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