domingo, 8 de janeiro de 2012

O céu existe mesmo... e por isso é que vendeu já mais de cento e trinta e tal exemplares

Antes de começar a dizer as minhas alarvidades do costume, vou já esclarecer uma coisa: eu sou católico, OK? Agora, calma. Sim, sou crente no Cristianismo. Digo isto com toda a maior calma e firmeza possível porque muitas pessoas já pensaram que eu era ateu por ter um ponto de vista mais virado para a frente e não virado para a Idade Média, que é como muitas pessoas veem que os católicos são. Fui educado num ambiente e numa família que não é retrógrada, nem conservadora em muitos aspetos, o que me dá azo para ler mais livros e ver filmes e programas com várias perspetivas sobre a religião. Os meus Pais ensinaram-me sempre a respeitar e a ouvir a opinião dos outros, e é isso por que me interesso, no tempo presente. Gosto de discutir ideias e de falar com pessoas com outras opiniões. Acho que é enriquecedor.

Bem, e o que eu tenho a dizer sobre este livro? Já tive oportunidade de o folhear várias vezes, e... como se diz? Este livro é... é... está-me a faltar a palavra... é... ah! É isso! É tanga! É essa a palavra. E por isso foi o livro mais vendido do ano passado.

Uma criança que diz ter ido ao Céu por uns momentos e ter visto o trono dourado de Cristo e os seus anjinhos - ou lá o que seja - que combatem os ajudantes de Satanás (numa cena digna de «Dragão Bolas» ou de qualquer desenho animado em que o bem é contra o mal (embora me pareça que, nesses desenhos animados, bem e mal são um só, porque ambos os lados têm pessoas com cara de más), bem... desculpem-me, mas tenho de concordar com a crítica da Time Out ao livro (uma revista que poucas vezes levo a sério), onde se diz que o miúdo deve ter tido foi muita matéria de catecismo evangélico no programa de lavagem-ao-cérebro, porque as coisas que ele diz coincidem com a variante da religião católica de que o seu Pai é pastor.

O que me preocupa muito é a preocupação serrada que muita gente tem da existência de vida após a morte. E é engraçado porque é uma questão que ninguém pode ter a certeza absoluta de que tem razão. O que eu acho é que a morte é algo inevitável, claro, não nos devemos preocupar demais com ela. Aproveitemos a vida agora, e depois, o que se seguir (eu acho que, depois desta vida, se segue alguma coisa) ou se não acontecer nada, há tempo para descobrir esse mistério (ou não... bem, nao gosto muito de falar de temas sem resposta. Fico baralhado) da morte e de tudo o mais.

E por isso, portugueses, deixem de comprar livros miseráveis como este! Há tanta boa literatura que precisa urgentemente de ser lida... Não isto, OK?

Tenho dito. Boa semana!

2 comentários:

  1. rita gonçalves9/1/12 09:26

    Li esse livro e tenciono lê-lo novamente porque ainda não consigo formar uma opinião acerca dele. Pareceu-me tudo um pouco.. Aliás, como é que eu posso ter a certeza de que não foi o pai que inventou tudo aquilo só para ganhar uns tostões?! Não sei; ainda não sei.

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  2. Pois, quem sabe... Pode ter sido. Só sei é que não tive paciência para ler o livro. Fui só folheando e não gostei daquilo que lia.

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