Muita coisa pode acontecer no meio de nenhures

Era uma vez, nesse grande e estranho país que se chama Estados Unidos da América, uma coisa chamada... cinema americano. Nele, uma dupla de irmãos iria destacar-se por revelar ao mundo obras que marcam um estilo muito próprio, com comédia, drama, e uma peculiar excentricidade, tudo em doses iguais. Esse estilo tornou inesquecíveis os filmes desses dois indivíduos e das figuras mais marcantes do cinema das últimas duas décadas.
Era uma vez os irmãos Coen. Filmes como «O Grande Lebowski», «Este País não é para Velhos», entre outros, tornaram-se ícones e marcos cinematográficos bem característicos da dupla de irmãos mais conhecida do mundo do cinema.
Um dos filmes mais populares e aclamados dos dois parentes é o que este espécime acabou de visionar ontem, que dá pelo nome de «Fargo». Um policial com muita comédia negra à mistura, um dos filmes mais representativos da carreira dos Coen.
Frances McDormand, William H. Macy e Steve Buscemi brilham nos papéis mais importantes da fita, rodeados por um vasto leque de atores que não lhes fica atrás em termos de qualidade. Joel Coen mostra ser um brilhante realizador e, em conjunto com o seu irmão Ethan Coen, provam mais uma vez serem excelentes argumentistas, criando uma história (baseada em vários casos verídicos) sobre Jerry (William H. Macy), um indivíduo que, para conseguir ganhar umas massas, pede a dois bandidos para lhe raptarem a mulher e pedirem o resgate ao abastado sogro, para depois Jerry ficar com metade e os gatunos com outra. Mais tarde, os criminosos vão estar envolvidos na morte de um polícia, o que faz que outra agente policial, Marge (Frances McDormand, vencedora do Oscar por este seu desempenho), uma mulher com um peculiar sentido de humor, comece a investigar o homicídio, entrando na alçada dos assassinos.
Na minha opinião, este é dos poucos filmes que vi na filmografia dos irmãos, o melhor deles todos. Ainda me faltam ver muitos, é certo, mas este filme de hora e meia é uma jóia cinematográfica, merecidamente reconhecida e aplaudida pela crítica e pelo público de todo o mundo. Recomendo vivamente «Fargo»!
Nota: * * * * *

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