domingo, 22 de janeiro de 2012

Monty Python e o Cálice Sagrado - comédia em estado puro

O dia de hoje foi terrível para a minha pessoa. Acordei e dei um jeito ao pescoço, que ainda me causa dor neste momento. Bem, e estando eu a sofrer, decidi ver um filme cómico, para desanuviar a dor. Então, decidi-me pela comédia que nunca me canso de voltar a ver e que é um dos meus filmes preferidos: «Monty Python e o Cálice Sagrado».
Foi o filme que me abriu a porta para o extravagante e divertido mundo dos Monty Python, um universo onde o non-sense é tão importante como qualquer um dos indivíduos que faz parte deste grupo de humoristas, provavelmente o mais famoso e influente de toda a história da comédia. Este grupo é uma das minhas maiores influências, e que admiro pelo facto de, tanto hoje como quando se formaram, há mais de quarenta anos, continuarem a cativar gerações (como a minha!). O mundo deste coletivo humorístico é bem fácil de conhecer, e muito difícil de sair dele (no bom sentido, claro!).
É provável que já tenha visto este filme umas dez vezes, mas é uma delícia rever. Tenho um carinho especial por este filme, gostando apenas um bocadinho mais do mesmo que do seguinte, «A vida de Brian». Talvez por ter sido o meu primeiro contacto com os Monty Python, goste mais deste, uma sátira completa à Idade Média e à lenda do Rei Artur e dos Cavaleiros da Távola Redonda, com o final mais estúpido (pelo lado positivo) da História da Sétima Arte, o que comprova que estes lendários bretões (exceto o americano Terry Gilliam, agora um conceituado realizador cinematográfico) consumiam muito non-sense para a elaboração dos seus sketches e filmes, e que também sabiam sair do meio de encruzilhadas por falta de meios ou orçamento, e criar grandes momentos de comédia a partir dessas situações. Além da trama principal, sobre a procura, pela pandilha do Rei Artur, pelo cálice sagrado, neste filme metem-se também uma falsa bruxa (ou será que não?!), cocos que fazem o som dos cascos de cavalos (sim, por falta de orçamento para comprarem cavalos para o filme, os Monty Python criaram uma ideia de desenrascanço que se tornou um fenómeno de culto que dura até hoje!), cavaleiros que dizem «Ni», franceses com a mania que são bons, e tantas coisas mais! Digam o que disserem, esta é, sem dúvida, uma das melhores comédias de sempre da História do Cinema. Uma obra genial, impossível de ser ultrapassada, e que perdurará como um produto mais fresco que um arenque, durante uns bons séculos. Ou pelo menos, umas décadas. Ah, e já agora, tenham cuidado com o coelho assassino!

Nota: * * * * 1/2

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