Mais uma participação no Nescolas

E como já tinha dito, o meu grupo (que este ano se intitula «Os Suspeitos do Costume», em homenagem ao filme de Bryan Singer, e que tem mais um elemento - desta vez feminino - na sua constituição) vai participar, mais uma vez, no Nescolas. Nesta primeira fase, passámos, e o texto com que concorremos foi o que se segue nas próximas linhas. Contém a dita "reportagem", mais a nota biográfica do convidado que gostaríamos de entrevistar (vamos a ver se é possível, saberemos isso quando for o dia da segunda fase, que é quando o grupo do concurso vai à escola para nós fazermos a entrevista). Eu sei, é muito fatela, mas é isto que eles queriam, basicamente. Desculpem o amadorismo e o "fraquismo" da coisa. Cá vai:


Os caminhos do humor


O humor foi alvo de grandes evoluções ao longo do século XX. No princípio do século, com a invenção do cinema, a comédia começou a ser levada de uma forma completamente diferente aos espetadores, reinventando a forma de fazer rir com autores geniais que ficaram para a História, como é o caso de Buster Keaton, Laurel e Hardy, e principalmente Charlie Chaplin, o grande mestre da comédia cinematográfica. A rádio foi também muito importante, pois unia as pessoas em torno dos pequenos transístores que, em Portugal, transmitiam rubricas cómicas de grande sucesso como «Zequinha e Lelé» e «As lições do Tonecas». A introdução do som no cinema veio dar também uma mudança à sétima arte.

Uma vasta gama de atores acompanharia os espetadores ao longo de décadas, fazendo diversos papéis cómicos nos mais variados filmes. Destacam-se Fernandel, Louis de Funès, Cantinflas, e em Portugal, António Silva e Vasco Santana. Mais tarde, a televisão dá uma nova viragem ao humor. As famosas sitcoms americanas mudaram a comédia, assim como diversos humoristas que fizeram programas históricos, como é o caso dos Monty Python e o stand-up comedian Jerry Seinfeld.
Hoje em dia, o humor propaga-se pelo mundo graças à internet, e tudo à distância de um clique. E no futuro, quais serão os caminhos que o humor seguirá? Como irá o ser humano rir daqui a uma década? O que sabemos é que, certamente, a comédia é um processo em constante evolução que merece ser seguido e admirado.


Nuno Markl: Nuno Markl é um dos mais famosos e influentes comediantes portugueses da atualidade. É autor de diversas rúbricas humorísticas radiofónicas(de entre os quais se destacam «O Homem que mordeu o cão» e «Caderneta de cromos»), co-autor de programas como «Herman Enciclopédia» e «Contemporâneos» e autor de livros humorísticos, na sua maioria dedicados ao seu trabalho em rádio.

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