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A mostrar mensagens de Janeiro, 2012

Sugestão

Um blog muito interessante, sobre os cinemas do nosso país, os que já desapareceram, e os que ainda resistem. Vale a pena dar uma espreitadela aos Cinemas do Paraíso!

Python de volta!

Há notícias que alegram um indivíduo e que alteram a sua disposição para o resto de todo o dia.
Há cerca de cinco minutos, li uma dessas notícias.
E essa notícia diz o quê?
Que os Grandes, Enormes, Geniais Monty Python, vão voltar a reunir-se para fazerem um novo filme, que, desta vez, será dedicado ao tema da Ficção Científica.
É claro que o filme não vai ter muita da chama humorística que o grupo proporcionou ao longo da série de TV «Flying Circus» e dos quatro filmes e diversos espetáculos que fizeram ao longo dos anos 70 e 80, mas um mega fã como eu destes humoristas tem de estar, certamente, contente com uma notícia destas!
Só falta Eric Idle confirmar a sua presença no filme. Graham Chapman é o único Python que já não está neste mundo. Vai-se sentir a falta dele, também.
Mas veremos. Esperemos até 2013, ano de estreia do filme, para tirarmos as nossas conclusões. Veremos...

Não o levarás contigo - um esquecido clássico do cinema

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Hoje, vi mais uma comédia, mas desta vez americana, e que é um clássico do cinema, que venceu dois Oscares em 1938 (não sei se foram comprados ou não, mas o filme até que é muito bom!), denominada «Não o levarás contigo», realizado por Frank Capra, responsável da obra prima do cinema que vi há uns tempos chamada «Peço a palavra» e do clássico «Do céu caiu uma estrela» que ainda tenho de ver.
Uma pequena nota para o DVD com o qual tive a oportunidade de ver esta fita. Aconteceu com este disco aquilo que me irrita solenemente, quando a questão são filmes antigos. Não sou picuinhas em relação a imagens todas em alta definição e outras coisas acabadas em "ão", mas irrita-me muito mesmo, quando vou ver um filme antigo em DVD, e o mesmo parece ter sido tratado da mesma forma com a qual eu trato o lixo. O estado em que a cópia deste filme foi apresentada era simplesmente deplorável. Não houve ali nenhuma tentativa de recuperação das bobines, nada. Som péssimo, imagem péssima, onde p…

"Two thumps up!"

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Se há um crítico de cinema cuja história de vida merece ser conhecida e explorada, indepedentemente das suas opiniões e dos seus gostos, é a de Roger Ebert, que é, provavelmente, o mais conhecido críticos americanos, e um dos melhores de todo o mundo.
Durante as últimas duas horas andei a pesquisar no Youtube por críticas feitas por este crítico. Durante quase vinte e cinco anos, foi um dos dois apresentadores do famosíssimo «Siskel & Ebert", um programa dedicado à crítica cinematográfica. Vi muitas críticas, estando por vezes de acordo com Siskel, e doutras de acordo com Ebert, e noutras ainda, de acordo ou discordo com os dois. Alguns dos filmes que pesquisei foram o pestilento horrível repugnante miserável «Batman e Robin», uma lástima de cinema (nem sei se se pode chamar cinema àquilo!), os dois últimos capítulos de «Regresso ao futuro» (não concordei com a análise de Ebert aos dois filmes), «Goodfellas - Tudo Bons Rapazes» (claro que concordei!), enfim, foram muitas as cr…

Amor de perdição

Parte da matéria da disciplina de Literatura Portuguesa, li o clássico lacrimegante e sentimental que é «Amor de Perdição». É uma obra prima da literatura da nossa língua, é verdade, mas não vai muito ao tipo de história que eu gosto de ler. Mas gostei muito desta obra, apesar dos seus poucos defeitos. Acho que foi uma boa experência para iniciação à obra de Camilo Castelo Branco. E lê-se num instante! Ao contrário de outro que estou a ler ao mesmo tempo, mas que me está a captar mais a atenção: «A cidade e as serras» de Eça de Queirós. Em «Amor de Perdição», comprovei a minha teoria, graças à prova dada com a história de Camilo Castelo Branco, que bate certo pelo menos na minha pessoa. Amores só dão desgraça - pelo menos, até ao dia de hoje, foi o que me tem acontecido... Enfim, um dia mudará. Um dia...

Nota: * * * * 1/2

Como já devem ter reparado, se a escrever críticas de filmes sou uma lástima, então de livros...

Monty Python e o Cálice Sagrado - comédia em estado puro

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O dia de hoje foi terrível para a minha pessoa. Acordei e dei um jeito ao pescoço, que ainda me causa dor neste momento. Bem, e estando eu a sofrer, decidi ver um filme cómico, para desanuviar a dor. Então, decidi-me pela comédia que nunca me canso de voltar a ver e que é um dos meus filmes preferidos: «Monty Python e o Cálice Sagrado».
Foi o filme que me abriu a porta para o extravagante e divertido mundo dos Monty Python, um universo onde o non-sense é tão importante como qualquer um dos indivíduos que faz parte deste grupo de humoristas, provavelmente o mais famoso e influente de toda a história da comédia. Este grupo é uma das minhas maiores influências, e que admiro pelo facto de, tanto hoje como quando se formaram, há mais de quarenta anos, continuarem a cativar gerações (como a minha!). O mundo deste coletivo humorístico é bem fácil de conhecer, e muito difícil de sair dele (no bom sentido, claro!).
É provável que já tenha visto este filme umas dez vezes, mas é uma delícia rever.…

Eu não "sele" japonês! Eu "sele" chinês! (pois pois, numa altura destas, com a EDP e tudo o mais, até dá mais jeito que assim o seja...)

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Sim, isto pode ser estranho ler vindo de um adolescentezinho palerma de 16 anos, que por isso, nasceu a meio da década de 90. Mas eu gosto de «Duarte e Companhia», essa série que prova como a azeitice e técnicas rudimentares de filmagem e, principalmente, montagem, podem gerar uma série muito interessante - pelo menos, dentro do panorama português.
Mas porque é que será que um idiota como eu, que com esta idade e vivendo nesta época deveria era estar a ver séries todas sofisticadas, como a insuportável e demasiado previsível «American Horror Story» ou aquela parvoíce cantante denominada de «Glee», vai debruçar-se sobre u(ma série com todos os defeitos para ser desapreciada por qualquer outro indivíduo da sua idade o facto de ser portuguesa, o facto de ser antiga, o facto de ser mal feita, e mais importante que isso tudo, o facto de ser interessante)?
A resposta é simples. Porque eu gosto, e ponto final. Aliás, comecei a gostar desde que um bom amigo, dos tempos do Camões, me emprestou…

Muita coisa pode acontecer no meio de nenhures

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Era uma vez, nesse grande e estranho país que se chama Estados Unidos da América, uma coisa chamada... cinema americano. Nele, uma dupla de irmãos iria destacar-se por revelar ao mundo obras que marcam um estilo muito próprio, com comédia, drama, e uma peculiar excentricidade, tudo em doses iguais. Esse estilo tornou inesquecíveis os filmes desses dois indivíduos e das figuras mais marcantes do cinema das últimas duas décadas.
Era uma vez os irmãos Coen. Filmes como «O Grande Lebowski», «Este País não é para Velhos», entre outros, tornaram-se ícones e marcos cinematográficos bem característicos da dupla de irmãos mais conhecida do mundo do cinema.
Um dos filmes mais populares e aclamados dos dois parentes é o que este espécime acabou de visionar ontem, que dá pelo nome de «Fargo». Um policial com muita comédia negra à mistura, um dos filmes mais representativos da carreira dos Coen.
Frances McDormand, William H. Macy e Steve Buscemi brilham nos papéis mais importantes da fita, rodeados p…

Aí vem o boss!

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Bruce Springsteen está de regresso com um álbum prontinho a sair para as lojas. Aqui fica o single, cujo título dá também o nome ao disco de um dos maiores nomes da música americana de sempre.

Moneyball - Jogada de Risco

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«Moneyball - Jogada de Risco» é uma grande surpresa. Pelo menos para mim assim o foi. Porquê? Por ser daqueles filmes no mundo do desporto que me interessaram. E nessa lista não há muitos. Dos que me lembre, apenas o «Invictus» se encaixa nesta secção. Mas continuemos: Brad Pitt é Billy Beane, o diretor-geral da equipa de basebol Oakland A's, que refaz a sua equipa, através de uma estratégia usada com base em estatísticas e dados informáticos que avaliam os jogadores. Uma proeza que foi bem sucedida e que começou a ser usada e discutida por causa da tentativa bem sucedida de Beanes.
Com excelentes interpretações de todo o elenco e um argumento inteligente e muito bem escrito, «Moneyball - jogada de risco» não é um filme que se debruça demais sobre basebol (daí qualquer pessoa conseguir perceber o filme minimamente bem, sem precisar de se prevenir e ter um guia da modalidade o mais perto possível para consultar se surgissem dúvidas), nem uma história sobre os negócios que se fazem à…

Fahrenheit 9/11 - O 11 de Setembro e George W. Bush "esmiuçados" por Michael Moore

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Aqui temos mais uma peça controversa, provocadora e brilhante da autoria de Michael Moore, que desta vez pretende atacar a administração Bush que, na altura, estava no poder, falando dos pormenores escondidos e dos bastidores de alguns acontecimentos que as pessoas nunca chegaram a saber, até este filme os divulgar. O filme pode ser considerado já obsoleto para alguns, pois é um filme mais de impacto inicial, auxiliado por alguma propaganda política datada. Sim, é verdade, uma pessoa, talvez, ficaria muito mais chocada ao vê-lo durante o período Bush. No entanto, gostei muito de ver este filme, que me revelou muito e que me fez perceber algumas incongruências do sistema americano. Vale a pena ver, garanto.

Nota: * * * * 1/2

Mais uma participação no Nescolas

E como já tinha dito, o meu grupo (que este ano se intitula «Os Suspeitos do Costume», em homenagem ao filme de Bryan Singer, e que tem mais um elemento - desta vez feminino - na sua constituição) vai participar, mais uma vez, no Nescolas. Nesta primeira fase, passámos, e o texto com que concorremos foi o que se segue nas próximas linhas. Contém a dita "reportagem", mais a nota biográfica do convidado que gostaríamos de entrevistar (vamos a ver se é possível, saberemos isso quando for o dia da segunda fase, que é quando o grupo do concurso vai à escola para nós fazermos a entrevista). Eu sei, é muito fatela, mas é isto que eles queriam, basicamente. Desculpem o amadorismo e o "fraquismo" da coisa. Cá vai:

Os caminhos do humor

O humor foi alvo de grandes evoluções ao longo do século XX. No princípio do século, com a invenção do cinema, a comédia começou a ser levada de uma forma completamente diferente aos espetadores, reinventando a forma de fazer rir com autores gen…

Globos, vocês são o elo mais fraco. Adeus!

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Legenda possível para esta fotografia: "Pois é, pessoal, pagaram-me mais este ano, por isso não vou dizer mal de ninguém. Agora aninhem-se! Ah, e depois ainda vou arranjar um contrato para uma coisa chamada... MEO, que é para ganhar milhões sem nada fazer. Bye bye suckers!"

Pois é, antes de ontem ocorreu mais uma edição daquela farsa, digo, gala, da entrega dos Globos feitos de lata mas dizem que são de ouro só porque fica mais bonito!
Agora a sério, pessoal... os americanos dizem que esta é a segunda entrega de prémios mais importante do mundo (só lhe fica à frente os do Tio Óscar), mas parece-me sempre que não gostam nada destes prémios. E porquê? Porque olhar para aquele tédio que as celebrities passam a ver aquela cerimónia (se bem que a maioria dos filmes que aquela gente faz também são deveras entediantes) e a forma desleixada e amuada como a cerimónia é feita faz-me pensar assim. E o cenário, sempre igual e sem qualquer tipo de criatividade.
Ah, e se no ano passado, no m…

It Stinks!

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«The Critic» é uma sitcom animada que entra na categoria das séries-que-por-serem-tão-boas-tiveram-de-ser-canceladas. Ao contrário de séries como «House» ou «Dexter», que no seu início mostraram ter uma premissa interessante, mas que se foi perdendo ao longo dos anos, «The Critic» conseguiu ser brilhante por ser curta, e talvez, se tivesse alongado demais, não teria o mesmo impacto e o culto que preserva na atualidade (a não ser que a série se soubesse inovar, como aconteceu com «Os Simpsons», por exemplo, um caso muito raro na televisão americana).
Esta série acompanha o crítico de cinema Jay Sherman, onde exploramos a sua vida falhada, e onde também se fazem grandes sátiras a momentos marcantes da história do Cinema (mais precisamente dos filmes dos anos 90), daí eu também ter apreciado esta série. É uma grande comédia que continua a gerar cultos e agrados por parte do público (como aconteceu com a minha pessoa), e tal como a série do Dilbert, falada no post anterior, acho que merec…

Um escritório com piada (e não estou a falar no da EDP)

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Nos últimos meses, as leituras não têm (infelizmente) abundado nas minhas atividades diárias, como aconteceu no verão, época do ano passado em que li mais de metade dos livros que me passaram pelos olhos em 2011. Uma boa desculpa para isto é a falta de tempo. Também posso dar outra explicação: para mim, a leitura só faz sentido (ou seja, só consigo ler a sério um livro sem me desinteressar por ele a partir da página 20) no verão, época em que posso estar mais concentrado em leituras mais a meu gosto e outras que o cérebro não me deixa pegar a não ser nessa época. Mas, felizmente, até tenho conseguido ler uns livrinhos, embora não os acabe tão depressa como gostaria, sendo que os vou lendo aos poucos, a meu gosto e quando acho que tenho sossego para conseguir ler mais de três parágrafos seguidos. Neste momento, estou a ler dois livros, dois clássicos da literatura portuguesa (que espero que consiga estar mais embrenhado na sua leitura): «Amor de Perdição» de Camilo Castelo Branco e «A …

Spider

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Antes de ter ido de partida para uma visita de estudo na quinta feira, vi este pequeno mas bom filme de David Cronenberg. É um filme que muitos poderão achar estranho ao princípio (principalmente por causa da personagem principal, interpretada por Ralph Fiennes, bastante surpreendente, na minha opinião), mas acho que vale a pena ver. Eu pelo menos gostei. Esta fita fala-nos de um homem com problemas mentais que irá recordar um caso perturbador que marcou a sua infância. À medida que o filme avança somos confrontados com novas revelações do passado de Spider, que nos leva a entender melhor, a cada cena, o que pensa aquela mente estranha ao nosso olhar, mas ao mesmo tempo interessante. Quem não viu, que veja. Passa num instante e é um bom filme.
Nota: * * * *

Maçons e companhia, LDA - Sociedade secreta que inexplicavelmente existe

Pois é. Como qualquer cronista que não tenha grande criatividade, vou-vos aqui falar da minha perspetiva sobre um tema da atualidade que está a ser usado e abusado pelos media.
A história, já a sabem toda, não é? Então pronto.
O que eu gostava de perceber - eu e muita gente, daí este post não ter nada de originalidade - é porque é que a Maçonaria existe, no século XXI?
Amigos e amigas, estamos numa época muito informatizada e "tecnologizada". Não há muitos segredos a esconder! Ou um dia são descobertos por uma qualquer entidade da comunicação social, ou então, sites como a WikiLeaks fazem o favor de os revelar ao grande público. Somos todos alvo de ataques de privacidade, não há nada que seja garantidamente seguro! Quem sabe se alguém por acaso não descobre que eu abri uma conta bancária nas Ilhas Caimão, onde lá depositei cerca de oitocentos mil euros, na passada sexta-feira, dia 6 de janeiro, às dezoito horas, catorze minutos e trinta e nove segundos?
(ups... eu e a minha gr…

Bye Bye Hi5

Há cerca de dois dias concretizei um sonho que já pairava na minha pequena cabecinha há, pelo menos, dois anos e meio. Meus amigos e minhas amigas, acabei com o meu Hi5. E não tive pena nenhuma de o "matar". Sem querer ofender suscetibilidades, ele mereceu o destino que teve.
Ah ah ah ah ah! I'm bad!
A sério... aquela porcaria já não serve para nada. E eu até usei-o por pouco tempo. Não era útil, e tornou-se muito obsoleto e cansativo, além de aquele sítio ter ficado pessimamente frequentado - já o era, diga-se, mas agora está muito pior.
Agora tenho o facebook. Um dia, se inventarem algo melhor que essa rede social, emigro para a mesma (embora o facebook não seja muito uma ferramenta do dia a dia, mas ajudou-me a que matasse também, em parte, o meu messenger).
É este o mundo da Internet. Há os mais fortes e os mais fracos, mas (e falando nisto como se de um épico histórico se tratasse) nem todos podem sobreviver.
Por isso, adiós Hi5, que nunca nos voltemos a encontrar.
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Uma grande música, um dos maiores e melhores sucessos da dupla Rui Veloso - Carlos Tê, que fez parte da banda sonora do filme «Jaime». Muito gira a música, e encaixa perfeitamente no filme.

R.I.P

Eu sou um grande fã da Banda Desenhada da Disney. Já por aqui disse que o muito que devo da minha infância é às aventuras do Pato Donald, os três sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luisinho, o Tio Patinhas... todo um universo de patos, ratos, e outras espécies animais, inventadas por uma série de autores de vários países, como Paul Murry, Carl Barks, Don Rosa, e Victor Arriagada Rios (que assinava as suas BD's como VICAR).
Escrevo este post porque soube há pouco da morte de VICAR. Gostava das histórias dele. Tinham narrativas simples, mas os desenhos eram muito bons e as suas BD's lembravam-me muito os cartoons da televisão da Disney. Muito me entreti com as histórias deste autor sul-americano. Fica a obra, e uma pequena parte dela tenho-a espalhada nas inúmeras revistas portuguesas da Disney que tenho guardadas cá por casa.

O céu existe mesmo... e por isso é que vendeu já mais de cento e trinta e tal exemplares

Antes de começar a dizer as minhas alarvidades do costume, vou já esclarecer uma coisa: eu sou católico, OK? Agora, calma. Sim, sou crente no Cristianismo. Digo isto com toda a maior calma e firmeza possível porque muitas pessoas já pensaram que eu era ateu por ter um ponto de vista mais virado para a frente e não virado para a Idade Média, que é como muitas pessoas veem que os católicos são. Fui educado num ambiente e numa família que não é retrógrada, nem conservadora em muitos aspetos, o que me dá azo para ler mais livros e ver filmes e programas com várias perspetivas sobre a religião. Os meus Pais ensinaram-me sempre a respeitar e a ouvir a opinião dos outros, e é isso por que me interesso, no tempo presente. Gosto de discutir ideias e de falar com pessoas com outras opiniões. Acho que é enriquecedor.
Bem, e o que eu tenho a dizer sobre este livro? Já tive oportunidade de o folhear várias vezes, e... como se diz? Este livro é... é... está-me a faltar a palavra... é... ah! É isso! …

Cinema português do bom!

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Este cativante filme português retrata um tema que continua atual e ainda mais problemático nos nossos dias: a exploração infantil. Jaime, o protagonista que dá o nome à película, é um jovem que decide trabalhar para poder, um dia, atingir os seus sonhos, e poder ajudar a família, com os Pais separados e com muitos problemas. Além da exploração infantil, as relações familiares, a pedofilia e a vida das famílias de classe média-baixa doPorto, são outros dos temas de «Jaime». António-Pedro Vasconcelos fez um grande filme que marcou o cinema português, com um argumento muito real e bem escrito (difícil de encontrar no cinema da nossa língua, e também nos últimos filmes de Vasconcelos) e com o pequeno (agora já mais crescido) Saúl Fonseca, que na minha opinião está muito bem no papel de Jaime (pena que a sua carreira não tenha continuado). Um filme que fica na memória do espetador, que vale a pena ver e refletir.
Nota: * * * *

A maldição do escorpião de jade

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Este foi o primeiro filme que vi do Woody Allen na minha vida. Foi há cerca de cinco anos que vi pela primeira vez «A maldição do escorpião de jade», mais coisa menos coisa. Sei é que o primeiro Woody Allen que uma pessoa vê não se esquece. Vendo o que a crítica diz, bem, pois claro, a maioria arrasa o filme, mas eu gostei muito, tal como gostei da primeira vez que o vi. Tem uma história muito gira e um bom elenco, e é pena que seja um filme menos conhecido do Woody Allen. Com este filme se comprova que, mesmo de meia-idade, Allen é um génio da comédia. Ninguém lhe chega aos calcanhares, na sua personagem neurótica e muito cómica, que desta vez está metida numa espécie de policial que envolve um escorpião hipnotizador que um mágico de bar utiliza para o seu número e, mais tarde, para usar as suas vítimas para assaltos de jóias de valores exorbitantes (uma das vítimas será C. W. Briggs, detetive de uma agência de seguros interpretado por Woody Allen). Acho que é um filme que vale muito…

A coca cola faz boa publicidade e ponto final

Dou os meus sinceros parabéns pelo novo anúncio otimista da Coca-Cola, essa lendária marca de um refrigerante cafeínico de que eu pouco gosto. A Coca-Cola é responsável por alguns dos anúncios mais lendários da vida de toda a gente (ah, e também foi ela que criou o Pai Natal, pois foi). Este novo anúncio é uma lufada de ar fresco, é um anúncio que vale a pena fazer o espetador ficar sentado na poltrona para o ver. Depois, pode-se ir embora. Mas este anúncio é muito bom, tal como um que apareceu há uns anos, com um senhor com a espantosa idade de cento-e-tal anos (quem me dera chegar lá!), que transmitia também uma mensagem de otimismo para todo o Portugal (e Espanha, já que o reclame era oriundo do nosso país vizinho).
Por isso não percebo as críticas que estão a ser feitas a esta nova campanha publicitária. OK, eu sei que há pessoas que prefeririam estar a ouvir o indivíduo com ar de pateta do Continente e a sua estranha dicção (nomeadamente com a letra "s"), ou então o jin…

É o ano do fim do mundo. Deve ser porque está cheio de boas promessas cinematográficas.

O início do ano recheia o meu gosto aguçadinho e esfomeado pelo que eu acho que seja o bom cinema. Eis aqui alguns dos filmes que aguardo ver em 2012, acrescentando um ou outro estreado em 2011 que ainda quero ir ver e que não estão por ordem de desejo. São os que me fui lembrando, e às tantas esqueci-me de um ou outro. Aqui vai:

-«Habemus Papam»
Farto (no bom sentido) de ouvir elogios ao filme, tenho uma grande curiosidade em ver esta película nova de Nanni Moretti, que tem sido aplaudida tanto pela esquerda como pela direita (o que é bom, haver filmes que ainda conseguem chegar a toda a gente e não a apenas um nicho de público), sobre um recém-eleito papa que não quer o seu cargo;
-«A Toupeira»
Pelo que vi, acho que temos aqui um Gary Oldman em grande, a herdar o papel interpretado por Sir Alec Guinness na série de TV homónima da BBC dos anos 70, e com uma história assinada por John Le Carré (o que também ajuda, já que é um grande autor);
-«A Dama de Ferro»
O retrato de Margaret Thatcher …

«Charlatão» Holmes

Nesse maravilhoso mundo que é o cinema americano há sempre lugar para as deprimências que dão origem, ou a filmes de segunda, ou simplesmente, blockbusters ranhosos que arrecadam milhões em receitas de bilheteira durante um mês e meio e que, passados cinco dias após sairem do cinema, já ninguém se lembra da sua existência.
O mais recente exemplo desta segunda hipótese que apresentei é o segundo capítulo das aventuras cinematográficas de Sherlock Holmes realizadas por Guy Ritchie e com Robert Downie Jr no papel de um indíviduo que, quanto muito, é um lunático que se afirma ser Sherlock Holmes.
Para mim, o problema desta adaptação não é as cenas todas elaboradas, com cenas e ângulos de câmara mais virados para o "filme-pipoca". O problema é que vejo aquele filme e aquilo não é Sherlock Holmes. Não tem interesse, porque pegaram na personagem e fizeram um filme pouco interessante. Não é por o filme ser americano nem nada disso. Por exemplo, Steven Speilberg e Peter Jackson pegaram…

"Mas isso agora não interessa nada". E o programa em si, interessa? Nada. Nicles. Zero.

É a minha resposta à já famosa catchphrase dessa sotôra que é famosa por outros motivos (nomeadamente por ser uma apresentadora de programas reles e de, numa escala de zero a cinco, estarem num nível equivalente ao -1) chamada Teresa Guilherme. O programa, que a não ser que não tenham televisão em vossos lares (o que recomendo, com a quantidade de lixo que passa no ecrã mais vale olhar para o contentor do lixo doméstico da cozinha aqui de casa. É mais interessante), de que vos estou falando (ai tanto mau português em apenas um parágrafo de texto...) é... o dessa casa. Sim, é também um programa de mediocridade extrema, muito bem patente no programa de que vos falo nesta posta, a «Casa dos Segredos». Nem percebo (eu e muitos milhares de portugueses) se aquilo (nem é um programa, é simplesmente "algo") era a sério ou não. Vou ser sincero: em toda esta temporada, vi dois minutos da Casa dos Segredos. Minutos esses desperdiçados a ver um vídeo com uma tipa que achava que África …

Através da Noite

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Este filme é curioso. Não me informei muito sobre ele antes de o ver, e só passado um bocado de ter começado a visioná-lo, é que me apercebi que era mesmo ficção, apesar de todo o ambiente meio "documental" que Woody Allen construiu no mesmo . Mas ao verem-se cenas com o estilo inconfundível do autor, é que me apercebi mesmo que era tudo ficção e nada de realidade. É um filme muito engraçado, sobre Emmett Ray, um guitarrista americano convencido, egocêntrico e arrogante, que se acha o melhor tocador de guitarra de todo o mundo. Ou aliás, o segundo melhor. À sua frente só fica o seu ídolo (quase como se fosse o seu Deus), um guitarrista francês, de nome Django Reinhardt. Esta obra é divertida e bem construída, e como já disse, tem lá a marca de Woody Allen. É por isso um filme diferente, de um autor que se distingue pela sua criatividade, que se demonstra com este filme, com boas interpretações e banda sonora. E tenham cuidado... pode parecer, mas este filme não tem nenhuma i…

É do Woody Allen. Por isso, é bom

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Este é um musical. Mas à Woody Allen. Ou seja, não é um filme musical aborrecido (como muitos o são) que se assemelha a estar a ver um canal de videoclips, numa espécie de playlist. É um musical neurótico e cómico, uma própria sátira às comédias musicais da primeira metade do século XX (e um bocadinho da segunda). Este filme musical distingue-se de muito dos outros do género por ter conteúdo. E ter piada.
Acho que um dos grandes dotes de Woody Allen é saber pegar num tema ou numa personagem ou trama que já usou várias vezes e dar-lhe nova injeção de criatividade. Woody Allen pode fazer filmes simples, mas que não nos fazem ansiar pelo final, para sairmos da sala de cinema e "ufa, que alívio". Ao contrário de muitas películas que gastam milhões na sua produção e fazem bocejar o espetador (pelo menos eu) de tanta mediocridade passados menos de vinte minutos da sua exibição.
«Everyone says I love you» critica e satiriza, como é hábito nos filmes de Allen, a estupidez de certas …

Ladies first

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Este «Primeiro as senhoras: retrato do último bom malandro», de Mário Zambujal, é um livro divertido, de leitura rápida e, por isso, muito acessível. Não é uma obra excelente, ao nível desse grande livro denominado «Crónica dos Bons Malandros», mas é uma história bem humorada, com o estilo cómico e a escrita característicos de Zambujal. Um bom livro para passar um bom bocado, seguindo o depoimento de Edgar a um inspetor da polícia por ter sido vítima de um suposto rapto.
Nota: * * * *

Literaturas

Ando a ler um livro pequeno, «Primeiro as senhoras: retrato do último bom malandro», de Mário Zambujal. Estou perto de acabar. mas hoje descobri o ainda mais pequeno «Cão como nós» de Manuel Alegre, livro que li em menos de uma hora. É uma história bonita (penso que autobiográfica) sobre a importância, para uma família e para o Pai da mesma (e narrador da história), que tinha o seu cão Kurika. É um livro que aconselho porque lê-se muito rapidamente (li-o em menos de uma hora), e também porque é um tema que toca a toda a gente. As diversas situações que a família vai ser confrontada, algumas delas devido ao cão, são muito interessantes e muito comuns a muitas pessoas que têm ou já tiveram animais domésticos.
Nota: * * * *

Invictus

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O ano de 1995 foi um grande ano. Não só porque nasceu o indivíduo que escreveu esta crítica, como também devido aos grandes filmes estiveram nomeados para os Oscares nesse ano (como «Os suspeitos do Costume» e «Pulp Fiction», se não estou em erro), e também porque foi o ano em que se deu o triunfo de Nelson Mandela, tema deste filme realizado por Clint Eastwood, de nome «Invictus». Mandela quis, a partir da equipa de rugby da África do Sul (os Springboks), dar credibilidade à sua mensagem e ao seu testemunho de vida, colaborando para que fosse possível a vitória do seu país no Mundial de rugby de 1995. Morgan Freeman está muito bem no papel de Nelson Mandela, assim como Matt Damon no papel de François, o capitão dos Springboks. Além de ser um filme sobre desporto, «Invictus» consegue ser também uma homenagem à vida de Mandela e à sua luta contra o apartheid, bem como um tributo à música sul-africana, graças à excelente banda sonora da fita, muito carregada com sons e estilos desse paí…

Precious

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Um retrato negro e cru da vida num ghetto na América da década de 80, é como se pode resumir este filme, «Precious», sobre uma adolescente de 16 anos, vítima de maus tratos por parte da Mãe, e violada pelo Pai, que tenta fazer a sua caminhada ultrapassando alguns obstáculos pessoais que se lhe vão surgindo. Ver este filme foi uma grande surpresa. Não é dos tradicionais filmes melodramáticos todos bonitinhos de Hollywood, com uma Sandra Bullock ou uma Susan Sarandon a salvarem o dia e serem muito queridas e semelhantes a anjinhos muito santinhos (aliás, por mim, o Oscar não teria ido para a Bullock, mas sim para Gabourdey Sidibe, protagonista de «Precious»). É um filme realista, e por isso um filme extraordinário, com excelentes interpretações, argumento e realização. Dos poucos filmes dos Oscares de há dois anos que não são medianos. Este é extraordinário.

Nota: * * * * *

O Concerto

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«O concerto» é uma história bonita, humana, cómica e dramática sobre música, relações humanas e a sociedade russa da modernidade, contando com muitos momentos de crítica ao modo de vida de certos particularidades desse país. O filme centra-se na história de Andrei Filipov, um grande maestro do teatro Bolshoï que viu a sua carreira arruinada por não seguir, trinta anos antes, não seguiu as ordens do Partido e decidiu continuar a tocar com a sua orquestra com músicos judeus, considerados «Inimigos do Povo», o que fez com que Filipov fosse também considerado uma ameaça para o regime comunista de então. Nos nossos dias, Andrei é um empregado de limpezas do Bolshoï que, ao ler um fax que não lhe era dirigido, mas sim ao diretor do teatro, descobre que um teatro francês quer que a orquestra vá tocar a Paris. Filipov decide reunir os seus antigos amigos (que estão também a trabalhar em pequenos empregos, fora do circuito musical), numa jornada até a capital francesa que se torna num grande f…

Informação do Contra

Ontem, depois de chegar a Lisboa depois de um fatídico fim de ano e de poisar (sim, "poisar" soa mais engraçado que "pousar", daí eu ter incluído essa palavra neste post) as malas no meu quarto, qual foi a primeira coisa que este bípede fez? Jantar. Pois, mas depois disso, o que é que este bípede fez? Ver televisão, claro está! Depois de ter visto o grande filme «Invictus» de Clint Eastwood (uma crítica sobre esta fita, juntamente com as outras duas que vi durante estes dias em que estive fora das lides interneteiras, será publicada mais daqui a pouco), vi que, antes de me ter ido embora na sexta feira, tinha agendado a gravação de um programa da RTP memória. E que programa era esse, perguntam vocês? Não, não era um episódio da série daquele personagem que eu acho muito piroso e parecido com o Marco Paulo (ou seja, o «Knight Rider», que de Justiceiro tem pouco, embora seja este o seu título em português), nem era uma emissão do totobola de Janeiro de 1987.
O que eu …