segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Traika, Treika, Triika, Troika,... e Truika

Já se previa, mas mesmo assim muita gente caiu em mais uma armadilha e ficou à espera para ver o que é que a «troika» tinha a dizer aos portugueses.

Depois de ter visto aquele anúncio, penso que olhar para uma parede durante duas horas talvez seria mais interessante do que ver outra vez aquele anúncio, que, como costumam ser estas campanhas publicitárias, não passou de um esquema para levar todos os idiotas/espetadores a verem o anúncio. E eu, que sabia que isto não seria nada de interessante, mesmo assim, vi o anúncio, ou seja, fui um deles.
Só que este anúncio até teve a particularidade de não ter piada nenhuma. Aliás, só houve um segundo onde houve motivo de humor. De resto, foi um anúncio publicitário fatela como tantos outros. Só que este teve a particularidade de levar as pessoas a vê-lo, mesmo que elas já soubessem que se iria tratar de um anúncio da treta.

Mas é assim que se faz televisão. E assim se faz o nosso quotidiano.

domingo, 30 de outubro de 2011

Senna

Às vezes fico incrédulo com as notas e comentários que certos criticos dão a certos e determinados filmes, dando por vezes uma pontuação a uns que não chegam a dar a outros, mesmo que estes sejam semelhantes ou melhores que os outros.
O caso em questão é o filme «Senna», que acabei de ver há cerca de uma hora, e da crítica que Roger Ebert (um crítico que muito admiro e do qual sigo frequentemente o seu trabalho) fez a essa fita. Na crítica, Ebert deu 2.5/4 ao filme, e diz que este filme cumpriria a sua premissa, se se tratasse de um daqueles documentários de televisão dos canais desportivos, não revelando nada de novo sobre a vida do grande corredor de formula 1, considerado por muitos (eu próprio inclusive) como o melhor de todos os tempos. Ao ler esta crítica, há cerca de umas duas semanas, fiquei espantado e algo desolado sobre como seria o filme. Mas hoje vi-o e, pelo menos eu e os meus Pais, ficámos muito satisfeitos com o filme.
Eu sou um apreciador de formula 1 e um fã do Senna, e gostei da forma como a vida dele foi abordada para o grande ecrã. O que contribuiu muito para isso foi, sem dúvida, o facto do realizador não ser brasileiro (o que poderia condicionar o filme), dando uma visão mais imparcial da carreira do corredor. Asif Kapadia, realizador do filme, consegue, através de testemunhos da família Senna, de comentadores desportivos e pessoas chegadas a Ayrton Senna, um grande documentário que merece ser visto, quer se seja um fã ou não de formula 1. E ao contrário do que o Roger Ebert diz, eu não acho que este filme se assemelhe a um documentário televisivo. É bem mais que isso. Aliás, porque tudo o que há de importante para dizer sobre o Senna é dito, nada fica esquecido. O filme aborda principalmente dois temas: a relação algo conflituosa de Ayrton Senna com Allan Prost, e também a fama que o corredor teve no Brasil, que perdura até hoje, após o terrível acidente fatal de 1994, que o elevou a estatuto de lenda internacional.
Uma grande fita, auxiliada por uma competente montagem e uma boa banda sonora, faz jus à personalidade que foi Ayrton Senna. Porque as grandes figuras merecem grandes filmes. Senna tem, agora, o seu.
Nota: ****1/2
Gostei muito da crónica de hoje do Joel Neto, do DN, que fala sobre a estupidez de uma certa concorrente desse concurs deveras interessante denominado «A casa dos segredos». É questão de o ler.

sábado, 29 de outubro de 2011

Um regalo para a vista!

Um grande espetáculo visual e cinematográfico. É assim que, em meia dúzia de palavras, se pode resumir «As aventuras de Tintin: O segredo do Licorne», capítulo primeiro de uma saga que, espero eu e muita gente, dure e muito! Pelo menos mais um capítulo, para concluir este.

Mas prosseguindo, gostaria de dar a minha opinião sobre Spielberg e Indiana Jones. Muitos dizem que este filme do Tintin assemelha-se a uma espécie de «Indiana Jones V». Nego essa ideia, acho que é exatamente o contrário. Todos os filmes do Indiana Jones são spin-offs do Tintin. Aliás, acho que o Tintin é bem melhor que o Indy (desculpai o que eu acabei de dizer, adoradores da famosa personagem de Harrison Ford!). Eu sou um grande fã da personagem belga, sou capaz de ter lido cada álbum umas setecentas vezes (sem exageros), e acho que o filme é extraordinário. É claro que as histórias foram adaptadas de uma forma diferente, e vários elementos dos álbuns «O caranguejo das tenazes de ouro» e «O segredo do Licorne» foram misturados (bem como uma cena de homenagem ao álbum «Explorando a Lua», que me parece que, até agora, apenas alguns notaram), mas o filme não perde nada por isso. Digo até que esta é a melhor adaptação cinematográfica da obra de Hergé. Mas se quiserem ver uma adaptação mais fiel aos livros, vejam a série animada dos anos 90. Senão, vejam esta versão Spielbergiana do Tintin, que contém uma série de pormenores que achei muito mas muito interessantes, como o facto de Hergé aparecer no início do filme (a pintar o próprio Tintin), e também o jornal que aparece no filme se chamar... «Le petit Vingtième».

Concluindo, aconselho que, se tiverem a planear ir ver o filme, escolham a versão francesa. Se forem como eu e se tiverem habituado, desde novos, ao mundo do Tintin nessa língua, vale a pena ver a dobragem francesa. E gostava de salientar que se nota perfeitamente que quem fez aquele filme (todas as pessoas envolvidas, não só o Spielberg) tem um grande carinho e admiração ao mundo de Tintin, porque se assim não fosse, o filme não teria sido bom. Porque o argumento dá as voltas que dá, mas é muito dentro do espírito de aventura das obras de Hergé (que, a esta hora, deve estar contente de alegria, esteja onde estiver). Spielberg consegue fazer um extraordinário filme não precisando de fazer cenas mirabolantes e a caminhar mais para o desinteressante, como acontece em algumas das suas sagas como «Jaws» e «Jurassic Park», fazendo um filme que agrada a todos, quer sejam admiradores do Tintin, quer o odeiem da cabeça aos pés. Por isso, com mil milhões de mil macacos, ide visionar esta fita!
Nota: ****1/2
Neste filme temos, nos papéis principais, os três soberbos Al Pacino, Robbie Williams e Hillary Swank. A história ronda à volta de dois assassínios: um a ser investigado e outro que ocorre durante a investigação e que é coberto pelo assassino. Além de termos também a realização de Christopher Nolan, que em certa medida enche mais a qualidade deste filme do que se fosse com outro realizador. Al Pacino chega com o seu partner ao Alasca, numa altura do ano em que nunca anoitece. Pacino não vai conseguir dormir, e a investigação e posteriormente a sua relação com o culpado ainda lhe vão dar uma dor de cabeça maior. Um grande thriller, que tende a ser pouco apreciado, mas eu gostei muito. Não vi o original (que, pelo que tenho lido, é superior a este remake), mas tenho curiosidade em ver e comparar com este. E recomendo para aqueles que gostam de um bom thriller.
Nota: ****1/2

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Havia necessidadezzz?

A isto se chama espremer a laranja até à última gota de sumo. Caramba! Freddie Mercury já morreu há 20 anos e querem continuar a lançar discos? Bem, ao menos se prova que os Queen, sem o seu vocalista, não são os Queen...
Claro que se o disco for bom, até ponho a hipótese de o adquirir. Mas se for do tipo daquele álbum ranhoso que disseram ser do Michael Jackson, bem... Bye bye suckers!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Rui Alves de Sousa conta à juventude uma alegre e bonita história de encantar - Um conto real que muito tem de ficção


(viram como dá para criar títulos giros recorrendo a contradições, também designadas por aquela-figura-de-estilo-que-por-agora-e-infelizmente-não-me-ocorre-o-nome? Ah pois. E para tudo isto foi apenas necessário fazer-me de parvo, criando um título que os energúmenos, digo, as pessoas, gostarão de ler, ficando todas felizes ao contemplarem-no, fazendo um ritual índio daqueles da dança da chuva, efeito secundário da leitura deste título.)

(e outra coisa: é giro fazer estes parênteses numa letra mais pequenina, não é? Assim vocês não leem nada e eu fico-me a rir, escrevendo aqui o que me apetecer até que vós percais as estribeiras e atirais o vosso "lápe-tópe" ou "ai-páde" ou "ai-fóni" ou "ai-pode" pela janela mais próxima que encontrem. Mas vamos lá ao texto em si, deixemo-nos então de rodeios. Pelo menos em parênteses com letra do tamanho mais pequeno que o normal)


Era uma vez, num planeta distante chamado Terra (mundo com a missiva máxima da deprimência universal), um senhor chamado Toni Inter e outro chamado Zé Net. Eram os dois muito amiguinhos um do outro, não querendo dizer isto que viviam situações obscenas quando estavam juntos (ai ai marotos vocês, petizada com uma mente deveras perversa!).

Um dia, o Toni e o Zé (que também não tinham qualquer ligação às personagens Toni e Zezé, das conversas e do filme que eram uma treta) tiveram uma brilhante ideia. Quem esteve na origem da ideia, não se sabe, embora cada um deles proclame que foi sua, daí que, no dia a seguir a terem tido a ideia, se terem deixado de falar. O que foi difícil, visto que viviam um ao lado do outro. Mas eles fizeram por isso.

Mas a ideia foi a seguinte: o Toni e o Zé, como bons solteiros com os seus 47 anos, viviam na casa dos Paizinhos (e ainda hoje, apesar da fortuna, continuam a morar com os seus progenitores), e solteiros e sem possibilidades de entrarem numa relação amorosa, divertiam-se a atirar pedras um ao outro, e também a arreliar as pessoas à sua volta. Daí que, nesse tal dia, um deles lançou a ideia de um plano de «arrelianço» à escala mundial. Ficaram todos contentes com a ideia, que foi comemorada com chá de tília e biscoitinhos de ameixa (Toni aponta essa como a razão pela qual nenhum deles sabe ao certo de quem foi a ideia). Então congeminaram um plano. Naquela época - estamos a falar em anos 80, vá - Os computadores estavam, ui, na moda. Então, Toni e Zé pegaram nos seus ZX Spectrums e contruíram aquilo que hoje chamamos a internet (como já perceberam, o nome deste instrumento diabólico deve-se aos apelidos dos seus dois criadores.). Assim, Toni e Zé conseguiram criar algo que, ao longo do tempo, se tornou necessária e impossível de se lhe resistir, e que além disso, conseguiria destruir vidas, relações, amizades, etc. Os corações meios nazis dos dois amigos (que o seriam até ao dia seguinte) pulavam de alegria. Conta-se que até o próprio diabo quis entrar na festa, tendo ele mais tarde colaborado com um tal de Mark Zuckerberg para a criação do Facebook (qual história do filme «A rede social», qual quê. É esta a verdade, cambada!).

Hoje em dia, Toni e Zé, com os seus 74 anos, continuam a viver com os Pais (ou com o que resta deles), estando felizes da vida tentando matar-se um ao outro das mais variadas maneiras.

Mas... Mas a história, meus amigos, está longe de ter um fim, ou um final do género «viveram felizes para sempre» (coisa que esta dupla não vai viver até que faleçam, ou até mesmo depois de falecerem), pois o instrmento diabólico que estes dois sotôres criaram, gerou as suas sequelas. Além do já falado Zuckerberg, conta-se que um certo filho bastardo do Senhor Satã, denominado de Bill Gates, também andou a tramar das suas. Agora anda a dizer que faz caridade, mas não engulam. Ele anda reunido com o Toni ou com o Zé (depende dos casos... uma vez tentou estar com os dois e aquele momento fez com que a segunda guerra mundial fosse um desenho animado da Baby TV), planeando mais diabólicos esquemas para dar cabo, de uma vez por todas, da raça humana, através da maior estupidez alguma vez inventada.

Mas também há certos sobrinhos ou indivíduos-que-se-calhar-se-formos-a-ver-bem-até-têm-uma-costela do homem a quem muitos gostam de sacrificar galinhas, que andam por aí a espalhar a maldade e a ignorância, reinando neste mundo escroque e muito deprimente. O gang de Samuel Massas, Hélio Imaginário, Katyzinha, Nurb, Kiko e todos os outros da pandilha estão a reunir todo o seu exército para concretizar o grande sonho do arreliamento.


FIM

(ou princípio?...)


PS - Este post está muito estúpido e carregadinho de nonsense, de uma ponta à outra. Veio-me assim de repente, e é apenas uma série de ideias parvas e sem nexo agrupadas de forma a dar a entender que a internet está cheia de coisas parvas. Como este blog, por exemplo. Mas atenção! A história do Toni e do Zé corresponde à realidade, sim... Não foram os "amaricanos" que fizeram a "néti", foram dois jovens (que de jovens pouco têm) de Freixo de Espada à Cinta. Isto é História. meus amigos. Contada à maneira do Professor José Rui Saraiva. Cumprimentos aos seres humanos e outros bípedes (ou quadrúpedes, até) que passem por este blog.

Bloqueio criativo

Apesar de ultimamente a vida escolar me ter impedido de me dedicar mais à escrita blogueira, sinto um vazio criativo. Sim, por vezes acontece. Fico sem imaginação para escrever um daqueles habituais artigos, se bem que esses não tenham grande criatividade lá injetada.

Sim, é verdade que hoje em dia não se é preciso ser muito criativo para de um momento para o outro andarmos a receber convites para publicitar o MEO - e sim, estou a criticar um tal de Hélio (pouco) Imaginário. Ou então aquele que diz trinta... trinta... trinta e tal.

Por isso, vim por este meio avisar que, em tempos vindouros, algo aconteça à minha mente, o blog não vai andar muito movimentado em relação a posts muito (pouco) criativos.

Exemplo disso é este. Acabei de escrever um texto sobre o facto de estar sem grande inspiração para escrever textos. Talvez um dia destes lance um livro sobre este tema. Talvez venda. Já que muitas pessoas dizem «ai e tal podias lançar um livro», pois...

Bem, cambada, vou fazer outra coisa de inútil que não seja escrever neste blog.

Co' licença.

PS - E, por ironia do destino, agora veio-se-me uma ideia para um texto, que vou já escrever para não deixar esta preciosa peça desvanecer-se na mnha memória. Por isso, vou fazer outras coisas inúteis, sim senhora, mas também vou escrever neste blog.


O bom, o mau, e o vilão. A banda sonora num grande arranjo digno de se ouvir. E como nos últimos dias tenho andado com um grande vazio criativo, ando a encher chouriços com posts assim.

Mas ouçam o vídeo, ouçam. E vejam, também.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

RAP e eu



Que fim de tarde (muito cultural) bem passado foi o de hoje, na faculdade de ciências sociais e humanas, a ouvir o professor Abel Barros Baptista e o grande Ricardo Araújo Pereira a debaterem o humor! Aqui, nesta fotografia, estou eu com o RAP, e quem não viu e gostava de ter visto, não ficais desolados, cambada, porque estes debates irão continuar mensalmente, e com alguns convidados à mistura!
Uma pérola do «Late Night» do Conan O' Brien, em que é feita uma paródia ao filme «Apocalypse now», num sketch escrito por Louis CK, um dos grandes humoristas da atualidade.

A propósito da estreia do novo filme do Tintin, realizado por Steven Spielberg, saiu um artigo sobre a atualidade dos valores morais da personagem belga. Leiam-no que faz bem.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Heeere's Johnny!

Não sou fã de filmes de terror pela simples razão de que grande parte dos que vi até hoje não me suscitaram grande interesse. Enredos aborrecidos e previsíveis, personagens e histórias que pegam sempre nos mesmos clichés, enfim...
Mas fiquei surpreendido por um lado com este «Shining» de Stanley Kubrick, que deve ter sido o primeiro filme de terror que gostei a sério. E acho que este se diferencia de outros do mesmo género por duas coisas: a realização ímpar de Kubrick e a interpretação genial de Jack Nicholson. A história em si, pois, pega nalguns clichés básicos deste tipo de história. Avisam o personagem principal de um caso que se sucedeu há alguns anos de um homem que enlouqueceu, etc. Mas a história consegue seguir um rumo que vá para além desses clichés, fazendo de «Shining» um bom filme, alternativo a «Screams» ou «Sexta-feira 13» ou «Saw», na minha opinião. Mas não achei este filme uma obra prima, como todos o pintam, mas que vale a pena ver, isso tenho a certeza.
Nota: ****

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Isto NÃO É jornalismo!

Soube esta tarde, como a maioria de vós, presumo, da morte de Khadafi. Na altura, ainda não se tinha confirmado a morte do ditador líbio, mas passados quinze minutos ou menos que isso já se tinha a confirmação.
E agora, ao ver o telejornal, deparo-me com as imagens tremendamente chocantes que constituíam o vídeo-amador que mostrava a tortura que os rebeldes ou lá o que seja estavam a fazer a Khadafi.
Não quero dizer, com este post, que defendo Khadafi, atenção! Muito pelo contrário, até há uns meses tinha-o incluído nas «Pessoas Irritantes». Mas há outro assunto que estou contra, que é este de passarem as imagens com o intuito de serem jornalismo, não o são. Não deveriam passar nos telejornais. Parafraseando o Henrique Dias, que ao escrever isto me deu inspiração para escrever este artigo, Há em Portugal quem ache que imagens de um cadáver a ser selvaticamente pontapeado têm interesse jornalístico. Esta é a crise que mais me preocupa.
Lembro-me de estar em Londres, há uns cinco anos, e chegarmos ao pequeno almoço na sala, e estar a dar na televisão as imagens do enforcamento de Saddam. É daqueles momentos que não se esquecem, pela negativa. Era necessário mostrarem aquilo? Não poderiam dizer apenas que ele tinha sido enforcado sem mostrarem as imagens, ou achavam que ninguém ia acreditar? «Vejam lá, pronto! Já acreditam assim, é?».
Há diferenças entre jornalismo e sensacionalismo barato com o intuito de criar grandes audiências. Quem quer ver jornalismo, não há nenhum jornal em Portugal que cumpra a sua missão a 100%. Já para o sensacionalismo, que é o que o povo gosta, há sempre a «Casa dos Segredos» e todas as paranafernálias que cheiram a lixo a cinco quilómetros de distância.
Será que não havia alguém das redações jornalísticas das cadeias de televisão com mais senso que os outros, e que pensasse que não era boa ideia deixar emitir aquelas imagens, mesmo que todas as televisões dos outros países também tenham passado?


Ninguém?


PS - Já agora, senhores das TV's, não se esqueçam, a seguir a passar estas imagens, de falar no próximo jogo do Parvoeirense ou do Idiotense, como se nada de grave tivesse sido emitido antes. Fica sempre tão bem...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O Carteirista


Para mim os filmes podem ser americanos, portugueses, franceses, checos, japoneses, não sou esquisito. Mas esses filmes só são do meu agrado se tiverem interesse. E foi esse interesse que encontrei nesta obra de Robert Bresson, «O Carteirista», considerada uma das suas grandes fitas. O filme é curto (menos de oitenta minutos), sendo vagamente inspirado no clássico «Crime e Castigo» de Fiodor Dostoievsky, e conta-nos a história de Michel, que defende a teoria de que os homens sábios, dotados e imprescindíveis à sociedade deveriam ser livres de fazer o que bem lhes apetecesse, e assim, desobedecer à lei. Aí ele decide tornar-se carteirista, e no filme acompanhamos a aprendizagem da personagem no meio. Gostei muito deste filme, por conseguir ser simples e ao mesmo tempo uma grande obra do cinema. A história não precisa de ser muito trabalhada para manter o espetador sentado quietinho no sofá (pelo menos eu gostei! Há quem possa não gostar, mas foi do meu agrado). Para quem quer ver cinema europeu excelente cinema europeu, além das referências óbvias que todos apontam (Amélie, Cinema Paraíso, A vida é bela, A melhor juventude, etc), pode também ver este filme.

Nota:*****

Segredos, palermice e mentiras - relato da vida de um décimo primeiro ano português pelos olhos de alguém neutro a tudo o que por lá se passa

Hoje, vou atingir os limites da minha já feroz ironia algo mista de Eça e Miguel Sousa Tavares, vou dar asas ao meu sarcasmo e finalmente um post que vai dar mesmo polémica. Sim, é desta. Se eu daqui a alguns dias não levar com um taco de basebol na cabeça, quer dizer que fui muito levezinho. Mas espero que isto não aconteça, porque penso que este texto vai ser... não gosto da palavra, mas... bombástico.
E só para não ser bombástico ao extremo, vou «anonimar» todas as pessoas que entrarão neste relato. Mas elas sabem quem são. Ou deveriam saber. Se não sabem, acordem para a vida. Está na hora!
A ideia para este texto ocorreu-me há minutos, como me acontece com muitas outras peças que escrevo aqui para o blog. E quem me conhece sabe que o que eu vou dizer é verdade: Eu não tenho papas na língua. Gosto de dizer o que penso. E por vezes, admito, até sei demais, às vezes. Sou o homem que sabia de mais. Mas como ninguém parece que quer levar estes assuntos ao extremo, eis que eu, Rui Alves de Sousa, vou dizer de minha justiça o que acho, também com responsabilidade de ser delegado desta turma.
Por isso alerto todos vós. Preparem-se, que o que vem a seguir não é, de certeza, coisa boa. Vou denunciar, num breve resumo, as tropelias, maluqueiras e idiotices em que a minha turma já andou metida ou anda a meter-se, de uma maneira mais abrangente e não muito particular, para tirar ainda mais o risco de revelar coisas que no futuro poderão dar problemas à minha pessoa. Façamos primeiro uma pequena analepse, para que os leitores alheios a todas estas problemáticas poderem contextualizar e/ou compreender melhor o relato que se seguirá. Recuemos então primeiro um ano no tempo. Tudo começou com uma turma de décimo ano. A nona turma de décimo ano da Escola Secundária Rainha Dona Leonor. E nesse ano, houve tantos sarilhos, tanta treta, tantas palermices juntas, que contá-las todas dava para fazer um livro do mesmo tamanho que a Bíblia ou maior! Foram muitas para estar aqui a numerar, mas todas juntas poderiam ser equiparadas a séries como «House». Começa bem e interessante, mas depois ao longo do tempo torna-se uma deceção. E no caso da turma, foi uma deceção não porque a "qualidade" da "série" piorou, mas sim pelo contrário, melhorou nos dramas que por lá se viviam. Digo que foi uma deceção porque a turma virou-se ao contrário. Só isso.
Mas neste ano, em um mês de aulas(ou um pouco menos que isso), o hipotético livro já teria o mesmo número de páginas que o maior volume do Harry Potter (não tão grande como a Bíblia, mas pesado como tudo!). Tudo o que se passou no ano passado resumiu-se de forma instantânea, neste ano, a apenas trinta e tal dias de escola. Ou seja, esta sequela vai superar o original, pelo lado negativo.
Mas qual será a razão de tudo isto? (música de mistério para dar um pano de fundo à pergunta)
Coisas muito simples como arrogância, gosto por fazer mal às pessoas, enfim, certas coisas internas da turma a que eu, como diz o título do post, estou alheio. Ou pareço que não noto.
Mas muita coisa me passa e fica, como algo que se passou na aula de hoje, aula essa que, na minha opinião, foi a cereja no topo do bolo, e por isso achei que era a altura propícia para falar disto aqui neste estaminé.
Prefiro não estar aqui a fazer grandes descrições dos acontecimentos, para me livrar de eventuais sarilhos futuros, mas... pensei que estaria num sítio um patamar acima do Inferno. Não é tão... infernal, mas anda perto disso. As pessoas a dizerem mal umas das outras, a serem hipócritas umas com as outras, e pior que tudo isto! Há pessoas na turma que têm gosto em fazer mal aos outros! Achavam isto impossível, pelo menos numa turma da secundária, mas muito possível no mundo dos adultos? Bem vindos à realidade.
Eu meto-me o menos possível em todas as mer*as em que a minha turma se mete. Aliás, algumas vezes tento ser o mais discreto possível para ninguém se aperceber que eu entrei na sala de aula. Gosto de não ser notado. Assim fico sossegado. Também, nesta turma, acho que não vale muito a pena fazer-me notar. Fico no meu cantinho, e se por acaso eu desaparecer de repente, no ar, talvez ninguém repare. E na maior parte das vezes falo pouco com algumas pessoas ou tento não chegar além de certo ponto. Digam mal de quem lhes apetecer, mas de mim não! Só bom dia e boa tarde e 'tá feito, já falei com pessoas da minha turma. Depois, passo as aulas a ouvir as múltiplas conversas, vindas de múltiplos lugares da sala, vindas de múltiplas pessoas.
E se há algo que me assusta é esse facto de a minha turma se assemelhar um pouco à sociedade humana. Só se preocupam com alguém se esse alguém caiu de uma janela ou levou com um piano em cima. E não é em tom de preocupação, é por pura cusquice má e mesquinha. Só se querem alimentar de fofocas. Depois, tal como todo o povo português, dizem mal de tudo e de todos. E depois, andam preocupados com o social... Para quê? Nem sequer se sabem dar bem uns com os outros na sala de aula, for god's sake! Estão sempre todos uns contra os outros, e sempre pelas coisas mais estupidamente insignificantes que a vida escolar propiciona!
E o que mais me incomoda mesmo é haver pessoas que gostam de deitar abaixo as outras, e por mero gozo! Sim! Pensava que essas coisas só existiam nos relatos melancólicos das convidadas dos programazecos da tarde. Mas afinal, são bem reais, e não ficção. Gozar por... gozo...


"Ah e tal o que é que tu gostas de fazer?"
"Dar cabo da vida das outras pessoas."
"A sério? Eu também! Que giro!"


Um conselho, para os eventuais colegas que lerem isto, ou para todos aqueles que podem ser considerados seres humanos.
Antes de apontarem o dedo para os outros, apontem o dedo para a vossa cabeça.
Se calhar ela por dentro pode estar oca e vocês ainda não se perceberam.
Foi uma figura de estilo estúpida, mas acho que devem ter percebido o contexto da mesma.

Cumprimentos não-hipócritas e sem segundas intenções,


Rui Alves de Sousa

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Fuminhos

Enquanto tenho tempo até à hora em que a professora chegue - às nove - decidi aproveitar este pequeno espaço livre para escrever no blog e para vos falar de um assunto que me ocorreu falar no fim de semana. Só que, como estive a estudar - ou a fingir que o fazia - não pude concretizar essa ideia em algo escrito. Tento agora.

Eu sei que, sim, já discursei, tanto aqui como no «Programa do mal dizer», sobre este tema, mas acho que nunca é demais abordá-lo pelo menos mais uma vez.

Falo-vos das drogas. Sim, meus amigos. Até porque são insuportáveis - tanto o tabaco como outras que se fumam pelos recantos desta escola -, mas tão insuportáveis que o fumo que todos os cigarros e charros e coisa que o valha deitam, fazem à entrada da escola como que uma nuvem de fumo que ataca quem quer passar o portão para ir para as aulas.

É uma coisa que acho interessante. Há pessoas que passam a aula sentadas. E o que é que fazem no intervalo? Aproveitam para estar sentadas mais um bocadinho. E com um cigarro, de preferência. Eu, para evitar que os meus pulmões absorvam mais nicotina aérea, vou dar um pequeno passeio para esticar as pernas. Mas chego sempre a tempo das aulas, atenção! Ao contrário de muito boa gente que se instala 2 metros à frente da escola mas depois só volta a entrar passado meia hora.

Mas há um aspeto que me irrita solenemente, que é a razão que muitas pessoas dão para terem começado a consumir esses cartuchos com mais mer** lá dentro que uma garrafa de coca cola (sim, eu sei que a comparação é parva, mas até que está engraçada), que é «ai e tal os amigos». Bem, caros leitores, acho que essa é a desculpa mais esfarrapada que já ouvi em toda a minha vida, porque 80% das pessoas que eu conheço fumam e não é por isso que eu, até hoje, tenha já fumado. Ah pois!

E outro aspeto que acho curioso é que as pessoaqs que fumam são as mesmas que daqui a 10, 20 anos, vão-se queixar, que nem pessoas da terceira idade, da tosse, da bronquite, «Ai que me dói o corpo todo» e etc. Ou seja, pessoas que não têm, a meu ver, razão de queixa.

E porque é que eu sou tão anti tabaco? Bem, eu sou, por mim. Se quiserem fumar, fumem à vontade. Mas gosto de "picar" aqueles que fumam. Só para os maçar. Eu já assisti de tudo nesta escola, e o meu organismo continua o mais limpo possível, tentando não levar com as doenças que os outros vão ter, agora ou no futuro. Já sou fumador passivo e basta!

E era isto que queria escrever. Agora, vou ter aula outra vez. Já estou a adivinhar que vários colegas meus se vão baldar (desculpem o termo, mas é o que se emprega para estas coisas) para depois dizerem «Ui, sou muita fixe porque percebo das drogas todas». Estou a falar de pessoas em concreto que, se por acaso lerem este post, poderão avizinhar-se sarilhos para mim num futuro próximo.

Mas vá, que venham lá esses dealers e drogados e pessoas-que-estão-na-mira-de-ter-uma-doença-muito-grave-daqui-a-algum-tempo-e-depois-vão-se-queixar-para-a-televisão.

Venham, que eu não tenho medo de vocês!

A mim, ninguém me cala!

PS - Na entrevista a António Lobo Antunes, emitida na sexta feira na RTP, o autor disse que quem fuma é porque teve falta de leite materno. Ouvir isto vindo de um fumador compulsivo, é obra. E se muitos soubessem desta "facto", talvez parassem com o vício... o que é complicado. Já vi vários a tentarem isso, sem sucesso. Mas tentem. Ao menos, assim, param de deitar fumo da boca como se fossem as furnas dos Açores.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Do facebook...

OK, ontem comprovei que o que o grande público gosta de ver na televisão é essoas mais burras e estúpidas do que elas. Quer sejam apresentadores, repórteres, ou até concorrentes da «Casa dos segredos». Sim, porque muita gente delira com uma tipa burra como um calhau que diz que a África faz parte da América do Sul. Uau! Se eu agora fizer um vídeo a cantar os martelinhos também sou o maior? Ah ah.

Comunicado de Sua Excelência o Sotôr.

Caros (e poucos) fiéis seguidores,


como já deveis ter decerto reparado, este indivíduo que vos escreve tem dado poucas novidades neste blog.


E a que se deve isso? Bem, a uma simples razão: agora chegámos àquela altura do ano mais complicada em termos de trabalhos, testes e outros derivados, e no tempo que me resta depois de todos esses deveres, não me tem dado, coa breca, grande criatividade para escrever posts aqui no blog. Por isso, esta página vai estar meio desatualizada. Ou seja, não poderei agora vir aqui todos os dias. Virei de vez em quando, quando tiver tempo e alguma coisa para escrever, como por exemplo uma crítica de cinema ou uma crónicazinha de quarta categoria.


Um bom fim de semana (sem hífens, o que é pena. Até dava para fazer um post sobre o facto de «fim de semana» perder os hífens),


Rui Alves de Sousa
Eis um filme que parece ter uma boa premissa. «50/50» é baseado na história real de um homem que é diagnosticado com uma espécie rara de cancro.
Soube da existência deste filme ao ver o «Daily Show» da passada terça feira, em que o Seth Rogen, um dos atores da fita, foi entrevistado sobre a mesma.
Parece ser um filme interessante. Tem sido bem recebido pela crítica. E por cá estreia a 3 de Novembro.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Não sou grande seguidor de Darren Aronofsky. Também, antes de ter visto este «Requiem for a dream», dele só tinha visto o «Black swan» que achei interessante. Mas ao ver este filme, acho que fiquei com uma opinião completamente diferente do realizador. Gostei muito deste filme, aliás porque trata de temas que permanecem e continuarão a permanecer atuais por muito tempo: a droga e a ambição de algumas pessoas que têm como objectivo de vida aparecerem pelo menos cinco minutinhos na televisão, quer como emplastros, quer a dar uns bitaites a fingirem que são muito sabedores.Seguimos várias histórias: a de Harry, a da sua namorada, a da sua Mãe e a do seu amigo, sendo ambos traficantes de droga. Têm um plano para conseguir levar o seu negócio avante, mas algo corre mal, e tudo vira do avesso. O mesmo irá acontecer com a Mãe de Harry, Sara, que tem como droga a televisão e se sente desejosa de entrar nesse mundo, fazendo tudo o que estiver ao seu alcance para concretizar o seu sonho.Fiquei fascinado com este filme. É uma grande obra prima. Darren Aronofsky traz uma realização diferente, numa abordagem também inovadora a estes temas. É um filme que principalmente os jovens deveriam ver. Aconselho.


Nota: *****

domingo, 9 de outubro de 2011

É oficial. Alberto João Jardim tem mesmo planos na agenda para quando chegar o dia em que tiver que sair da presidência da Madeira. Alberto João Jardim autorizou que Francis Ford Coppola comprasse os direitos sobre a sua vida para fazer um filme biográfico sobre o "Rei da Madeira". Eis o primeiro cartaz. O filme será um sucesso, como já se prevê.
Andei agora a ver umas montagens ranhosas antigas que fiz, por ocasião da nova acabei de fazer. Eis a única que consegui passar do hi5 (sim, o meu ainda está ativo embora eu não fosse lá há mais de um ano), e que consegue ser perceptível ao olho humano. E o que é que os comentários do hi5 a esta fotografia dizem? Que eu sou louco. De todo. Acho que essas pessoas tinham razão. E infelizmente, continuam a ter.

sábado, 8 de outubro de 2011

Rowan Atkinson é um cómico genial, e para além de ter grandes séries na sua carreira como «Black Adder» ou «Mr. Bean», vale também a pena ver os muitos vídeos de stand up do ator.

Como este, uma «ida» ao Inferno. Típico humor inglês, com muita graça.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Este é considerado o filme revelação de Woody Allen. Também não é para menos, já que a fita recebeu quatro Oscars em 1977, incluindo melhor filme. Em «Annie Hall», Woody Allen faz algo que só ele sabe fazer: ser uma personagem neurótica. Neste caso, Allen é Alvy Singer, um popular comediante nova iorquino, que encontra o amor em Annie Hall, uma cantora, interpretada por Diane Keaton, que recebeu o Oscar pela sua interpretação. Este filme, além de ser um retrato das relações amorosas e afetivas, é também uma sátira à sociedade, carregada de momentos muito cómicos. Uma comédia muito boa.

Nota: ****1/2

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Jobs

Quer se goste ou não, quer se ame ou se odeie, uma coisa é certa e sabida. Steve Jobs mudou o mundo e a forma como o vemos e como comunicamos uns com os outros.
Steve Jobs criou a Apple e foi responsável por estes novos gadgets que mudaram tudo. Eu não sou grande fã dos Ipads, Ipods, Iphones e todos esses produtos da Apple, mas respeitava muito este senhor, que além de ter criado um grande império, lutou nos últimos tempos contra um cancro que lhe levou a melhor. Foi por isso que há pouco, quando cheguei a casa depois de ter tido um furo, ao ligar a net e ver o google, fiquei surpreendido com a notícia da morte de Steve Jobs. É triste ter-se perdido uma mente tão brilhante, visionária e inovadora para o panorama da tecnologia. Fica o seu legado, que de certeza, perdurará por muito tempo.

R.I.P

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Soube-me tão bem apagar 38 gravações da box que sei que, em toda a minha vida, não iria ser capaz de ver, ou por falta de tempo ou por ter a paranóia de ter de visionar outros mil e tal programas e não conseguir prestar atenção ao que estou mesmo a ver (só para verem, há bocado tentava ver um filme, não estava com vontade, mudava para outro, e depois outro, e outro, e outro... isto umas oito vezes até ter desistido!). Sim, está visto e mais que comprovado. Isto de televisão com mais de quatro canais. e poder de gravação em massa tem os seus contras.




Acho que era mais feliz no tempo em que tinha menos preocupações televisivas. Lá se foi a liberdade. As séries e os filmes gravados deram cabo de mim.
Novidades da versão renovada do Iphone: câmara aperfeiçoada, melhor imagem, mais jogos, acesso mais rápido à internet, nova aplicação para cuidar de gatinhos, faz sumos e cocktails e bolos para festas e batizados... Ah, e dá para fazer chamadas.


Por isso, lanço um apelo: Geeks de Portugal, acorrai à loja de tecnologia mais próxima dos vossos lares (para não se cansarem muito) e reservem já o novo iphone! Comecem já a preparar a vitrine para pôr o vosso antigo (exatamente o modelo antes deste novo) juntamente com os outros dezassete modelos que até agora fazem parte da colecção, e que se irá tornar numa espécie de objeto de coleccionismo museológico. No futuro (ou seja, daqui a dois ou três dias), poderão dizer aos vossos... parentes, que «sim, no meu tempo (ou seja, antes de ontem), nós vivíamos com objetos arcaicos como este». E as crianças vão ficar maravilhadas. Só se forem parvas. Mas vão.

terça-feira, 4 de outubro de 2011


Espantoso.
Incrível.
De fazer uma pessoa ficar de boca aberta após ter acabado de ver.
Adorei «Pulp Fiction» de uma ponta à outra e tornou-se num dos meus filmes favoritos. Cheio de cenas memoráveis, com um argumento, realização e elenco de se tirar o chapéu! Três histórias que se ligam de uma maneira surpreendente, que agarram o espetador à cadeira, ou ao sofá, ou lá o que seja, num filme que mereceu e bem a Palma de Ouro e que se tornou num grande marco dos anos 90. Não consigo escrever/engonhar mais do que este parágrafo porque este foi daqueles filmes que me deixou sem nada para dizer.
Uma obra-prima absoluta.

Nota: *****

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Há pouco tempo magiquei, em mais uma das minhas muitas maluquices diárias, uma hipotética incursão de Alberto João Jardim no mundo cinematográfico. E agora, magiquei outra. Depois de o famoso político que, se fosse cantor (que é o que eu acho que ele vai ser quando um dia - não sei quando - terminar a sua "brilhante" carreira política), venderia tantos discos como o Tony Carreira, ter dito que «É preciso dar porrada em quem of...ende o povo madeirense», é impossível não se imaginar o político a interpretar, numa fita que provavelmente teria dezenas de sequelas, a personagem de ação.... Alberto "John Rambo" Jardim. A brincar a brincar, às vezes parece-me que o Albertinho é sobrinho afastado do Chuck Norris ou outro indivíduo dessa pandilha. Mas já sabe, Alberto. Ou a música ou os filmes de ação chunga. São duas boas saídas. Daqui a uns anos talvez já esteja no estrangeiro, tipo Joaquim de Almeida, a entrar no «Velocidade furiosa CXVII». Eu vou comprar bilhete. Só para o ir ver a dar tiros em continentais. Isso é que era, hein?

domingo, 2 de outubro de 2011

Cadeira giratória: uma história de horror que afinal é tão dócil como um cordeirinho



Nota: a imagem acima apresentada pareceu-me ser, após uma vasta pesquisa no Google usando as palavras «cadeira giratória», o exemplar mais semelhante à cadeira giratória semi-protagonista da história que vai ser a seguir narrada. Peço desculpa às testemunhas da situação abaixo descrita se esta cadeira não se assemelhar, de facto, com a real. Mas acho que é igualzinha. Mas que não seja por esta cadeira ter um encosto mais para a frente ou para trás que a história perde a graça (se é que tem alguma). Por fim, para acabar esta notinha com letras mais pequeninas que os livros de bolso oferecidos com os jornais, queria pedir desculpa à cadeira em questão, pelo mesmo motivo de este exemplar se assemelhar com ela ou não. Espero que não fique fula (como o óleo) após ver esta imagem.


Há cerca de alguns minutos (a rondar os três e os quatro, acrescentando umas milésimas de segundo de tolerância), ocorreu lembrar-me de um singular episódio que se sucedeu, se não me falha a memória, na aula de Literatura Portuguesa da passada quarta feira (caros colegas e testemunhas da situação, se porventura estiverem a ler isto e tiverem notado que eu falhei completamente na recordação da data da dita aula, façam o favor de me levar para o hospício mais próximo. Se eu afinal tiver acertado, façam isso à mesma. Mais vale prevenir que remediar).
Essa aula foi feita numa sala especial. Estava muito calor dentro da nossa sala de aula, que foi decidido irmos para o CREM na segunda metade da aula, a biblioteca lá da escola. E confirmo, lá estava mais agradável. Tão fresquinho... Bom, ficou acordado que nós, alunos, iríamos, naquele tempinho no CREM, pesquisar nos computadores factos sobre a vida de Almeida Garrett (o escritor que está a ser a causa do nosso estudo atualmente nesta disciplina, e que no futuro, nos vai tramar como o caneco).
E bem, aos leitores que são exteriores à escola e que, portanto, desconhecem o que se passou naquele dia àquela hora, devem-se estar a perguntar: «Caramba Rui, num ambiente tão calmo e com uma atividade tão fácil para ser executada, tu foste-te meter em sarilhos, ó seu grande valdevinos?», enquanto abanam ligeiramente a cabeça para os lados com um pequeno sorriso no rosto, como quem quisesse dizer «Ah, este Rui é impagável».
E eu respondo: sim, fui. Ah pois fui. E a causa dos meus (não muito longos) infortúnios foi gerada por uma pequena problemática, descrita, finalmente, a seguir. A parte destinada aos computadores, no CREM, possuía, para os utilizadores se poderem sentar, muitas cadeiras iguais (ou muito parecidas, a meu ver) a essa que acima vos mostrei. Confortáveis, macias, enfim. Poderia estar aqui um dia inteiro a descrever estas magníficas cadeiras. Só que não quero. Tenho mais que fazer.
Ao olhar para aquelas cadeiras, senti uma pequena nostalgia, e lembrei-me de um dos meus grandes guilty pleasures: Sentar-me em cadeiras giratórias (não sei se isto pode ser considerado um guilty pleasure, mas há quem tenha como tal nessa lista de pleasures itens como fazer bolos com creme ou ver a série «Glee». Entre estas duas coisas mencionadas, prefiro nenhuma delas e continuar com as cadeiras giratórias. É a vida). E, ao ver essas cadeiras, que tanto me fazem lembrar filmes e séries em que a cadeira giratória dá um ar de superioridade a quem está sentado nela (principalmente se o dito cujo puser a cadeira o mais alto do chão possível), como também me recordam corridas parvas e concursos de patinagem (vá-se lá saber porquê), senti-me disposto em usar uma delas, e fazer o que me desse na gana. Por isso, sentei-me, subi e desci a cadeira, andei a fazer corridas com a cadeira...
E estava eu todo feliz que nem uma criancinha com um brinquedo novo, a laurear pelo pequeno corredor dos computadores a ver o que é que os meus restantes colegas andavam a pesquisar, quando surge uma figura que me fez lembrar o «Caldo», dos livros do Menino Nicolau (Se não sabem do que estou a falar, paciência. Lessem mais!). A figura era nada mais nada menos que o professor que, àquela hora, estava a coordenar o CREM. E nessa altura fez-me lembrar o tal «Caldo» que, passo a explicar, é o vigilante da escola dos livros do Menino Nicolau, que assim é chamado por ter uns grandes olhos como os de um caldo. Olhou para mim com um ar arreliadíssimo (como se tivesse saído de casa e lhe tivesse caído um piano em cima - ok, nem tanto. Um violoncelo, vá.), e deu-me um sermão do género «Andas pr'aí a brincar e depois quem é que tem de consertar a cadeira? Eu, pois claro!» e eu, sério e impassivo, a ouvir aquele sermão, tentando não me rir dos disparates que tinha feito, o que consegui com êxito, segundo julguei. E aí, larguei a cadeira e voltei ao meu posto para trabalhar (ou fingir que o fazia). E aqui acabou o meu curto tempo de folia escolar, envolvendo uma cadeira giratória. Naqueles minutos, fui feliz. Muito feliz. Pena que tenha já acabado.
E se estão a pensar que consegui escrever um post inteiro dedicado a este ridículo episódio, sim, consegui. E bem!
E como todas as histórias têm uma moral, esta tem... nenhuma., Que é que querem? Estava a gostar de ser um garoto outra vez.
Agora só posso voltar a ser criança quando o meu sobrinho estiver aqui em casa a ver cassetes que eu, há uns bons anos, vi mais de trezentas vezes. Só dessa maneira.