sábado, 30 de julho de 2011

Mau mau...

Acho que em cada um de nós existe uma pequena criancinha que gosta de coisas fantásticas e imaginárias.

Ou talvez não

Mas falo nisto porque eu sempre gostei do tema «Viagens no tempo», algo surreal, e por isso adorar a trilogia «Regresso ao futuro», a única do género de ficção científica de que sou apreciador.

E hoje, para minha tristeza, que notícia é que eu descubro na internet?

Cientistas chineses comprovam que não é possível que as viagens no tempo sejam algo que possa vir a ser realidade.

Boa boa... Obrigadinho, 'tá bem?

Assim estão a destruir os sonhos das criancinhas...

Como eu.

Era como alguém vir dizer a um miúdo de oito anos que o Pai Natal não existe.

Ou a um adolescente de dezasseis, que é a minha idade, só por acaso.

E lá se vai a ideia gira de se viajar no tempo até 1955 para concertar o passado para que não se desapareça para sempre no presente...

OK, isto já é falar do «Regresso ao futuro». Mas eu adorava que isto fosse possível! Como há quem gostasse que as vassouras voassem, ou que as pessoas pudessem viajar no espaço e conhecer aquele robô pequenino do «Star Wars».

Eu gostava de viajar no tempo. E num DeLorean.

Não, vá, uma coisa menos dispendiosa.

Um smart.

Daqueles mais pequeninos só de dois lugares, de preferência.

Mas o Marty McFly e o Doc Brown nunca morrerão, mesmo que os chineses quiserem!

Se calhar acham mais giro o «Dragon Ball».

Pois pois... Mas a vantagem que o «Regresso ao futuro» tem é que, que se saiba, nenhuma criança se suicidou por ser influenciada pelo seu visionamento.

Ao passo que o «Dragon Ball»... com aquela ideia da nuvem mágica... Pronto, não quero estar aqui numa de má língua.

Ou então, eles querem é que o Jackie Chan domine o planeta.

Não, isso é estúpido. Ele até parece um tipo porreiro.

Ou será que não? Hmm...

Um pequeno momento infantil de minha autoria. Espero que tenham apreciado.

Ah, já agora, bom fim-de-semana!

sexta-feira, 29 de julho de 2011



«Serpico», um filme de Sydney Lumet, do ano de 1973 e protagonizado por Al Pacino, aborda um tema que permanece tão actual nos dias de hoje como no seu ano de estreia: a corrupção. Este filme baseia-se na história verídica de Frank Serpico (Al Pacino) um polícia com métodos invulgares de exercer o seu cargo e que combate a corrupção dentro da polícia. Este filme é excelente, na música, no argumento e no elenco, diria até que é dos melhores filmes de Al Pacino. Um filme inteligente, cativante, bem feito, que permanece uma grande crítica a um sistema que, infelizmente, continua cheio de corrupção.
Nota: *****

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Ontem à noite fui a mais uma noite do «Festival ao Largo», que já vai na sua terceira edição, no Largo do Teatro de São Carlos.

Na noite passada pude assitir a «Uma coisa em forma de assim», onde nove coreógrafos portugueses fizeram o que sabem fazer melhor (ou seja, coreografias) para várias composições de Bernardo Sassetti.

Não sou grande conhecedor de dança, mas gostei muito do espectáculo. A dança e a música conjugaram-se muito bem num espectáculo muito bom.

Hoje esse espectáculo volta a estar em cena no palco do Largo. Boa oportunidade para ir ver boa cultura. E à borliu!

Mais um filme




Ontem à tarde pude (re)ver «Bowling for Columbine», o documentário que deu a Michael Moore o seu merecido Oscar. Tinha visto pela primeira vez este filme há uns dois anos quando passou na RTP2, mas já não me lembrava muito do filme, e a única memória a 100% era a da animação do filme ao estilo do South Park (mesmo que não tenha sido feita pelos criadores dessa mítica série de animação, o que gerou uma pequena polémica na altura por a animação ter muitas parecenças à série). Neste documentário, Michael Moore aborda mais um tema polémico. Como diz o slogan do filme, «Será que somos loucos por armas, ou simplesmente loucos?». Moore tenta abordar o facto de, nos EUA, ocorrerem tantos homicídios causados por armas de fogo. Como ele já nos habituou, com muito humor e, ao mesmo tempo, seriedade que sabe fazer reflectir o espectador, mesmo que ele não seja do país que é analisado por Moore. É um grande documentário, para mim o segundo melhor do Michael Moore dos três que vi (o melhor na minha opinião foi o mais recente, que eu tive oportunidade de ver no cinema, «Capitalismo - uma história de amor), e que todos deveriam ver.

Nota: ****1/2

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Ahah que parvo

Há bocado, era hora do almoço, dei por mim a fazer o habitual zapping pelos canais de TV, pelo motivo de não encontrar nada que, àquela hora, me cativasse.

Por isso, andava eu todo contente da vida a passear pela box da televisão, no meio de canais de economia e de póquer, quando subitamente, páro o comando na RTP Memória. E fico «derretido» a ver o "Espaço 1999".

Aquilo parecia um tesourinho deprimente!

É claro que, se algum saudosista dessa série vier aqui comentar, irá dizer «Ó puto pá, tu é que tens a mania que tudo do teu tempo é que é bom»...

Não é verdade. Só não gosto de séries de TV de ficção científica, porque acho sempre, na minha opinião, que caem um bocado para o ridículo.

Tal como sempre em toda a minha vida achei dos Power Rangers.

É que o "Espaço 1999" pareceu-me, pelo excerto que vi, um Power Rangers para graúdos. Apareciam extraterrestres de pantomima, efeitos visuais «fantásticos».

É o tempo que pesa nessa série, mítica para alguns.

Mas não estou a dizer mal das séries antigas, porque há muitas que são boas! Esta é que... vá lá...

Além de que o ritmo em que tudo acontece... Meu Deus... Será que no Espaço as pessoas, se estivessem em perigo de vida, falariam e agiriam tão lentamente como na série?

Coisas do passado.


Hoje, gravado da box da TV, vi outro filme do De Palma, «Os intocáveis».

Kevin Costner, Sean Connery, Robert de Niro e Andy Garcia são alguns dos actores que participam neste filme que se passa nos anos 30, onde a Lei Seca estava em vigor, e conta a história de quatro homens que tentam meter de uma vez por todas atrás das grades o mafioso Al Capone.Gostei do filme, embora não o ache uma obra-prima, como li nalguns sites. Mas é uma fita agradável, com grandes desempenhos, um bom argumento e uma grande banda sonora de Ennio Morricone. «Os intocáveis» é sobre a máfia, num filme que todo ele é um grande entretenimento.

Nota: ****
Há dois dias tive o prazer de acabar de ver «Perseguido pelo Passado», que tinha comprado em DVD numa iniciativa do jornal Público, e que tinha começado a ver na semana passada mas só anteontem tive tempo para acabar.
Este filme, cujo título original é «Carlito's way», foi realizado por Brian de Palma (responsável também por «Os intocáveis» e «Scarface - a Força do Poder») e teve como protagonista Al Pacino no papel de Carlito Brigante, um homem envolvido no mundo do crime e da droga que, depois de conseguir sair da prisão graças ao seu advogado (interpretado por Sean Penn), decide abandonar a má vida que seguiu no passado. Mas os seus antigos parceiros do crime e novos criminosos não facilitarão Carlito a livrar-se dessa sua antiga vida.
Fiquei surpreendido pelo filme, o segundo que vi de Brian de Palma (o primeiro foi o razoável «Os olhos da serpente»), quer pela forma como foi tratada a história, quer pelas actuações de Al Pacino e Sean Penn, quer pela realização em si. É um bom filme para quem gostar de temas que envolvem o mundo do crime e da droga.

Nota: ****1/2

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Ao ler no site da Empire que esta música foi pensada para ser a da abertura original da série «The office», corri logo para a ouvir.

É muito boa. Mas a que foi mesmo para o genérico ficou tanto entranhada na série que seria impensável mudá-la.

Mas esta música é também ela grande!

Arg!

Sim, parece que o mundo vai mesmo acabar.

Mas não vai ser em 2012.

Vai ser um bocadinho mais cedo.

Ainda este ano.

Quando estrear o filme da série «Glee».

E ainda por cima, em 3D!

A série já é fraquita, quanto mais pagar para vê-la, e ainda por cima, por mais um bocadinho por um 3D que nem se nota!

É para os fãs da série vibrarem com um filme, mas com óculos. De resto é tudo igual.

O filme é capaz de ser ainda mais fraquinho que a série.

Se eu o vou ver?

DEVEM PENSAR!

Se fosse obrigado a ir ver «isso» (que espero que nunca aconteça, por favor!), acho que seria a primeira vez que sairia da sala do cinema sem o filme ter acabado.

Se calhar ir ver carros a passar na minha rua é capaz de ser mais interessante do que ver esse filme.

Não é que passem poucos carros. Até a minha rua é muito movimentada.

Por isso, era mais animado que o filme do «Glee».

Pelo menos entrava na aventura de adivinhar que carro viria a seguir, contar quantos smarts conseguia ver...

OK, isto não é muito normal.

Mas entre o filme e esta «actividade», não sei o que é mais normal...

domingo, 24 de julho de 2011

Acabei agora de ler outro grande livro: 'Crónica dos Bons Malandros', do grande Mário Zambujal.
Devorei o livro. Comecei a lê-lo, mas por causa do sono, só li um capítulo. Hoje, li as 120 e tal páginas que faltavam para acabar.
Este livro é fantástico. Adoro a escrita de Mário Zambujal, muito criativa e divertida. De vez em quando leio os contos que publica na revista 'Tempo Livre' e há uns tempos tive a oportunidade de o conhecer e de ganhar um seu autógrafo.
Vale a pena ler este livro, que já se tornou num clássico da literatura portuguesa.
Nota:*****
Não sou grande fã da Amy Winehouse mas reconhecia nela um grande talento e tinha músicas boas, para além dos singles que passam imensas vezes nas rádios, que tenho andado a ouvir porque a tv da sala está sintonizada na mtv, que está a passar imensas músicas dela.
O que acho curioso é o facto de continuar, com a morte da Amy, a dita 'maldição dos 27'. Ou seja, ela morreu aos 27, tal como aconteceu a outros artistas métodos em excessos de droga e afins, como o Kurt Cobain e o Jimmy Hendrix.
Estranhas coincidências...
R.I.P

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Livros...

Hoje acabei finalmente de ler «O Padrinho», a magistral obra da autoria de Mario Puzo que criou a fantástica obra-prima cinematográfica.

Que mais posso dizer? É um livro que prende o leitor. Mario Puzo tem um estilo de escrita muito favorável, onde se nota um perfeito domínio da escrita de alguém com uma grande criatividade.

Nota: *****

Antes, e por sugestão do Musicólogo, li «Histórias falsas», de Gonçalo M. Tavares, um livro pequeno com histórias igualmente pequenas, mas não é por isso que deixa de ser um bom livro, muito bem escrito.

Nota: ****

Mais cinema português em debate

Fiz aquele post sobre o cinema português e o caro seguidor Musicólogo mandou-me um comentário com um link que era um vídeo de uma entrevista ao João Botelho sobre o cinema português. Antes de mais nada agradeço o comentário e o link. Vi o primeiro sugerido e a parte final da entrevista.

Eu gosto do João Botelho, porque é uma pessoa que diz algumas coisas que na verdade tem muita razão, como o facto da literatura que se dá nas escolas, e do próprio cinema português. Eu não quero denegrir o cinema português, e também por ver o blog do musicólogo percebi que temos pontos de vista diferentes em relação a este assunto. Até há uns tempos tive oportunidade de ver o «filme do desassossego» e gostei, mas é um filme que divide opiniões. Não concordo com a opinião dele que a história nos filmes não interessa. OK, é claro que o tipo de realização, a montagem, etc, caracterizam um realizador, mas o público, a maior parte das pessoas, vai ao cinema para se contar histórias. Aliás, que eu saiba, o João Botelho foi realizador de um filme - que esse sim eu digo que é uma mer-- e não os filmes dos anos 30 e 40 como ele diz - chamado «Corrupção», (foi o realizador mas por desacordos com o produtor não foi creditado) que era um típico filme que dá bilheteira.

Opiniões são opiniões, e embora eu respeite o Botelho por ser uma pessoa importante e de renome do nosso cinema, não precisa de estar a atacar as pessoas por terem uma opinião diferente da dele.
Ah, e já agora, o João Botelho fez uma comparação que me irrita mesmo que a façam, que é quem não gosta de cinema português então é porque não gosta de cultura, de música, ou como ele diz, é «como quem adormece a ouvir um quarteto de cordas». Ora, eu não adormeço a ouvir quartetos de cordas, porque gosto de música. Eu gosto de cinema, também, mas não de tudo. Mas também ligo muito à parte técnica dos filmes. Por exemplo, eu gosto de «O Padrinho», porque, mais do que a história do filme (que quer queiram quer não é extraordinária) a realização e a banda sonora é perfeita.

Agora, querem-me vir dizer que, por exemplo, «Cristóvão Colombo - o enigma» do Oliveira é uma obra-prima porquê? Por ter um plano parado no céu que dura cinco a dez minutos? Desculpem lá, isso não é arte, para mim. E já que é o tipo de filme que o Botelho gostaria de realizar, «a filmar durante uma árvore durante duas horas». Desculpem lá, mas O QUÊ?! AS PESSOAS IRIAM VER ISTO? Ele acha que sim. Eu não.

E também falou que o Oliveira é muito importante lá fora. Boa, em festivais, etc. Mas não estou a ver os filmes do Oliveira como grandes orientadores de massas.

Há pessoas que gostam de filmes assim, e outras não. E se de repente todo o cinema de todo o mundo fosse como os filmes do Oliveira, desculpem que vos diga, mas a indústria falia.

Eu gosto de todo o cinema, e europeu também. Há filmes notáveis. «A melhor juventude», Goodbye Lenin», etc, aliás, os filmes que o Botelho mencionou e que marcaram o cinema. Mas não é vandalizar os americanos, e dizer que filmar uma árvore duas horas é cinema. E ainda por cima com o apoio dos subsídios do Estado. É por isso que as pessoas em geral não gostam de cinema português porque o que é mais divulgado são filmes assim.

Gosto de cinema, e uma parte do português, como já referi aqui e no outro post. Mas não gosto de filmes em que há um plano longo fixado no mesmo sítio, como o Oliveira faz. O Botelho disse mal dos filmes portugueses dos anos 40 porque tinham «anedotas, piadas ordinárias e planos parados». Olha! O Oliveira faz o mesmo, em relação a planos parados. Pois é, que coincidência.
A minha definição do bom cinema não são as tretas de sábado à tarde da SIC e TVI. São os filmes que mexem connosco.

E há séries que também são muito boas, que parece que é algo que o Botelho não compreende. Falou mal do «The office», como porque é que há motivo para se gostar daquilo. E o Nuno Artur Silva disse e muito bem, porque têm personagens. E o Botelho «Sim, mas as minhas o que são?». O que o cinema internacional consegue que o português muitas vezes não consegue e que também pode ser causa do seu insucesso é a falta de humanização das suas personagens. As pessoas vão-se lá identificar com um tipo que aparece a olhar para um espelho durante meia hora, sem dizer nada.
Concordo com uma das afirmações finais de Botelho. Tem de haver lugar para todos. É verdade, e que é necessário mexer na cultura. Isso sim. E é também importante que as pessoas vão ao cinema, ou que então não pirateiem. E que vão aos cinemas normais, que é o que eu gosto mais também, detesto ir aos shoppings ver cinema, até porque o King, onde costumo ir, é um cinema agradável e muito melhor por não estar num centro comercial.

E tenho pena que o Botelho tenha muita razão em que muita gente da minha geração interessar-se é em ir para a borga. É pena, e é verdade... Mas percebe-se porque é que muitas pessoas mais velhas, a partir dos trinta, quarenta, não vão tanto ao cinema. Porque se calhar têm vida, se calhar têm coisas mais importantes a tratar na vida. Sr Botelho, eu também gosto muito de cinema mas não podemos elevá-lo acima de todas as artes! As pessoas não o consideram a sua «religião», mas sim uma distracção, e por isso quando querem ver um filme é um filme bom, com história, claro. Nem toda a gente tem o tempo que o senhor tem para ver filmes, ir ao cinema... É como aquelas pessoas que vão a África ajudar os pobrezinhos e depois dizem que todos deveríamos fazer igual. Boa, se calhar era bom que fosse se tivesse a disponibilidade que esses têm.

Vamos a ver os rumos que tomará o cinema português. E se se diversifica mais. Isso é que é importante.

PS- Até tive pena do Nuno Artur Silva, do Pedro Mexia e do Pedro Vieira. Quer dizer, acho que o objectivo deles foi conseguido, mas... pronto, o João Botelho... não estava particularmente manso... E se ele algum dia chegar a ver este post, ui... estou feito.

Ah, e desculpem por o texto parecer ter sido um pouco escrito à pressa. Mas ao ver aquele vídeo, surgiram-me na cabeça um milhão de ideias para escrever este post e foi tudo um pouco assim «à balda». Mas acho que disse o que tinha a dizer.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

E já que falei em cinema português no extenso post anterior, vejam este pequeno sketch dos Gato Fedorento que, de uma forma humorística, caracterizam o cinema nacional.

Para ver a partir dos 0:25.

Voltando a criticar o cinema português - E desta vez quero falar com uma seriedade parecida com a de Miguel Sousa Tavares

Ontem a RTP memória dedicou todo o seu dia a transmitir programas de humor portugueses. Transmitiu até programas do Herman que tive oportunidade de ver. As exibições destes programas, num dia totalmente dedicado ao humor na nossa língua, eram intercaladas com entrevistas de Júlio Isidro a humoristas da nova geração.


No final da noite, foi exibido um dos maiores clássicos do cinema português, um pertencente à chamada «época de ouro» do cinema luso. Estou a falar de «O Pai Tirano», uma grande comédia à portuguesa de António Lopes Ribeiro, protagonizada por Vasco Santana e Ribeirinho, em que a sua personagem anda atrás da menina "Tatão" e trabalha nos armazéns Grandela.


E foi a ver um bocado desse filme, e antes uma entrevista do Júlio Isidro ao Nilton, que decidi que estava na altura de voltar a pegar no tema do cinema português, que foi alvo de uma edição das «Coisas que me irritam», mas que, assumo, foi escrito de uma forma muito «infantilóide». Neste texto vou voltar a abordar o tema, mas tentando ser mais sério. Quando quero consigo fazer um texto repleto de seriedade, onde as piadinhas ou as brincadeiras de escrita são raras de se encontrar.

Foi a visionar uma parte de «O Pai Tirano» que me voltou à cabeça que incomoda muito a generalidade dos portugueses. Ou talvez não. Estou a falar do facto do nosso cinema, na maioria dos casos, não ser... cinema, mesmo depois da (pequena) polémica que o meu anterior post sobre o tema teve. E mesmo assim continuo com a minha opinião.


Sim, é verdade, existem filmes bons, como muitos dos que o «espectador indignado», indivíduo que comentou esse meu primeiro post sobre este tema mencionou, mas são poucos, e não há assim nenhum que seja uma grande obra-prima! E porque é que hoje em dia já não se faz cinema como o desses tempos do «Pai Tirano», do «Pátio das Cantigas» ("Ó Evaristo! Tens cá disto?!"), da «Canção de Lisboa» ("Chapéus há muitos, seu palerma!") e de tantos outros clássicos que ficaram na memória dos portugueses e que até hoje em dia são alvo de inúmeras reposições e continuam a ter sucesso de audiências?


Bem, a minha teoria envolve o problema de que na actualidade, tal como o Nilton disse na entrevista feita por Júlio Isidro, estes filmes tinham uma certa humildade e cativavam o público com temas simples e histórias alegres, como o cinema italiano, que ainda (e felizmente!) consegue preservar essa característica em muitos dos filmes que produz, como no filme «A melhor juventude», de Marco Tullio Giordana. Estes filmes portugueses clássicos (os únicos que ainda o público gosta de ver) são dos tempos, ui, "sombrios" do salazarismo, como muitos gostam de chamar. E hoje em dia, essa humildade, no cinema português, onde está? Kaput! Foi-se.


Se temos capacidade para se fazer bons filmes, porque é que não fazemos? Se naquela época os meios para os filmes eram mais reduzidos e faziam-se filmes mais memoráveis, porque é que isso não acontece nos nossos dias, na maior parte dos casos (e volto a dizer na maior parte, porque o cinema português tem alguns bons filmes, que até deveriam merecer mais destaque no meio cinematográfico)? No presente há mais meios, há mais capacidade para fazer grandes obras, porque é que não as fazem? Tal como o Nilton exemplificou, a versão original da sitcom «The office», de Ricky Gervais e Stephen Merchant, teve um orçamento mais simples, mas foi mais humana e realista que a americana, de que também sou apreciador, mas onde há mais orçamento e tudo parece «perfeitinho», e por isso tira uma certa mística da série original.


Talvez seja pelo facto de estes filmes serem dessa época que muitos consideram negra do nosso país (eu nem por isso) que muitos realizadores, com mentalidades mais para fazerem outras coisas com a câmara que chamam cinema e que na realidade não o é, decidem avançar com outros projectos que são, sem dúvida, memoráveis (perdoem-me a ironia), como o filme «Branca de Neve» de João César Monteiro, que deve ser a mesma coisa que ouvir rádio no carro. Aliás, se algum dia editarem o filme para uso doméstico (o que acredito que não vai ter grandes vendas), é melhor fazerem em CD, já que o filme é só som e não há imagem. Outro problema é que certos realizadores acharem os seus filmes como «arte» e os dos outros já dize que são «lixo», como os filmes americanos (sim, sim, esses filmes são péssimos. Então «O Padrinho - ui! - isso nem se fala. Perdoem-me mais uma vez a ironia).


Oh meus amigos, digam o que disserem do «Crime do Padre Amaro» e da «Call Girl» e da «Amália - o filme» (filmes que não são do meu agrado), eles tiveram grandes receitas de bilheteira. E o nosso cinema, para se comercializar e ser maior, na minha opinião é preciso fazer urgentemente mais filmes para o público, para depois, quando houver muito dinheirinho para subsídios de cinema, já se possam fazer esses "filmes" que dez pessoas vêem, e cinco delas ainda saem do cinema logo cinco minutos depois da sessão começar.


Lembro-me também do que o professor que deu o workshop da história do cinema disse quando lhe perguntei sobre o que achava do cinema português. Deve haver um mercado diversificado para todos. Depois os intelectuais que se preocupem a fazer os seus filmes quando houver espaço para todos os géneros e não só para filmes subsidiados pelo Estado que ninguém entende porque, na realidade, não dizem nada e só mostram movimentos de câmara muito lentos e que nada dizem. Aliás, o Estado subsidia esses filmes para conseguir dizer "Eh olhem! Estão a ver? Aqui, o Estado, a subsidiar a cultura, hein?".


Desculpem a expressão, mas "cultura" o caraças!

É urgente haver bons filmes! E haver há, só que são pouquíssimos. O mais recente é «José e Pilar», que vi quando foi exibido na SIC e era um bom filme.
E até pode haver filmes lentos, com realizações diferentes, mas... têm de fazer sentido! Falo-vos, por exemplo, da realização de Francis Ford Coppola (que pode ser lenta, mas é inteligente) e a de Alejandro Gonzalez Iñarritú (vi ontem um filme dele, e o seu tipo de realização é diferente, mas faz um grande filme!).
E agora não me venham dizer que eu não conheço o cinema português porque é mentira, ok? Informei-me mais e melhor e continuo com a mesma opinião que sempre tive!


Era esta a mensagem que eu gostava de passar. E gostava que as pessoas lessem isto.


O nosso país não pode ser uma completa coboiada em termos de cinema. Está na altura de mudar o que já é considerado hábito na nossa cultura!


PS - É normal que me deva ter esquecido de falar de uma ou outra coisa, mas se me lembrar actualizo este post. Tentei escrever este texto o mais sério possível, para conseguir exprimir as minhas ideias da forma mais adulta e coerente possível (já que há pessoas que gostam de dizer que sou "adulto" para a idade que tenho, posso usar essa tal minha "adultice" de vez em quando, e fazer posts que possam até, sei lá, promover debates no blog. Uma ideia engraçada).


Já agora, também era bom que o cinema português conseguisse ser um pouco mais realista. É claro que aquelas comédias antigas têm um certo ar teatral e revisteiro, mas conseguiram retratar bem a época em que foram feitos. E que tal se, nos nossos dias (mesmo os grandes sucessos portugueses de bilheteira, aqueles filmes que eu não gosto nada), poderiam, sei lá, ter guiões mais realistas, situações mais realistas... enfim. É usar a criatividade.


E não se esqueçam... Eu sou apenas um jovenzinho de dezasseis anos, por isso.. tenham calma com as vossas opiniões. Não se exaltem, fachavor.



Que surpresa foi este filme que vi ontem, «21 gramas», da autoria de Alejandro Gonzalez Iñarritú, responsável por outros filmes como «Amor cão» e mais recentemente «Biutiful». Nunca tinha visto um filme de Iñarritú, mas outro dia vi este na Worten ao módico preço de um euro e noventa cêntimos, e decidi trazer. Temos três grandes interpretações, Sean Penn, Benicio del Toro e Naomi Watts, que são três actores que eu muito aprecio, e um argumento e uma realização profundas e intensas. Este não é um filme que agrade a toda a gente, mas fala da vida e da importância dela em cada um de nós. Por falar deste tema tão importante e envolvente, acho que vale a pena a visualização deste filme, «21 gramas».


Nota: ****1/2

A ver vamos...

Ui o Charlie Sheen agora vai voltar com uma série nova....

Tenham medo... muito medo...

Não... agora a sério. Até tenho certa curiosidade sobre o que vai ser essa série. Tal como a curiosidade que tenho sobre como vai continuar o «2 homens e meio», em que vão "matar" a personagem do Charlie Sheen, e onde há já uma campanha de estranhos cartazes espalhados pelos EUA.

A ver vamos...

Ah que bom. Já estava com saudades de voltar a falar de parvoíces...

Acabei de ver no jornal da SIC uma notícia que me fez rir. Não pelo assunto em si, mas pelos seus intervenientes, alguns deles com opiniões bastante "interessantes". Sim, ou seja, estou a ser irónico.

A notícia em questão é o facto de um padre se recusar a dar missa numa festa de uma aldeia por um dos convidados musicais dessa festa ter bailarinas.

Primeira reacção: Oh senhor Padre. Eu até sou católico e tal... mas... estamos no século XXI, não? A música pimba está recheada de meninas a fingir que dançam para os cantores dito muito populares. Não sei qual é o problema.

Não me diga que com isto está a tentar provar não ser uma espécie de Padre Amaro...

Vá lá... os habitantes da aldeia só querem que dê a missa. Depois pode-se ir embora. Não precisa de ver as meninas a dançar.

Ou, como disse uma das entrevistadas, «O Padre não vai para a festa para ver as mamas das meninas».

Disse isto, a senhora. Sem tirar nem pôr.

Mas pense nisto, senhor Padre. Se porventura estiver a ler isto. O que é muito pouco provável.

E assim se fazem notícias em Portugal.

Depois de darem esta notícia mostraram uma senhora que completou 100 anos de vida e que pediu como prenda de aniversário a vinda da SIC à sua festa. Se algum dia eu chegar a essa idade (mesmo que, com a vida que vivo - embora sendo muito saudável e nunca beba nem fume nem tome drogas -, acho que não vou chegar tão longe), gostava de saltar de pára-quedas.

Com essa idade já devo ter aquela sensação de «eh pá quero lá saber! Vou mas é aproveitar a vida a fazer coisas radicais», e por isso, peço isso.

E se a SIC filmasse isso, era ainda melhor.

Podiam ainda pôr lá a Júlia Pinheiro (que nessa altura de certeza ainda está viva e de boa saúde) a fazer um especial para a SIC.

Só não sei é se ela nessa altura ainda estará na SIC.

Depois vê-se isso.


PS - Não estou a gozar com a senhora centenária, muito pelo contrário. Só estou a imaginar-me numa situação parecida. Já agora, parabéns à senhora, se ela algum dia ler isto. O que é muito pouco provável. Tal como o Padre ler isto.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Outro filme!


E hoje, vi mais um filme, desta vez no canal Hollywood.
Vi-o pela primeira vez e entrou já na minha lista de favoritos. Aliás, já pus na página deste blog dedicado a esses filmes marcantes.
«Quiz Show» é baseado numa história verídica e fala-nos da investigação a um concurso, chamado «Twenty-One», que está sob suspeita de estar viciado e de dar as respostas às perguntas dos concorrentes antes do programa.Muita coisa me fascinou em «Quiz Show». O argumento, o elenco, a realização de Robert Redford... Este filme dá-nos uma perspectiva do poder da televisão, e dos media também. Muito se pode passar atrás das câmaras e os espectadores não sabem. «Quiz Show» é, por isso, um olhar fascinante e captivante dos bastidores da televisão e de tudo o que este meio de comunicação implica.

Nota: *****
É sempre bom rever «Little Britain», a já clássica britcom de Matt Lucas e David Walliams.

Está em reposição na RTP2, aos domingos à noite, complementada com outra britcom de sucesso, «My family».

Um sketch que foi emitido ontem das duas personagens do programa que são as mais famosas: Lou e Andy.

Outro filme? Irra...

Estas boxes da televisão por cabo são uma maravilha. Ultimamente tenho conseguido gravar filmes que há imenso tempo tinha curiosidade de ver.

Um deles foi «Apanha-me se puderes», de 2002, uma fita de Steven Spielberg baseada numa história verídica.

A história do filme pode-se resumir a meia dúzia de palavras: o que se passa é que temos um agente do FBI que persegue um «puto» que se faz passar por diversas identidades e que engana bancos e pessoas com os seus esquemas de roubar dinheiro através de cheques falsos.

Na minha opinião, este não é o melhor filme de Spielberg, mas é um filme extraordinário e que recomendo vivamente. Um Leonardo di Caprio em grande, juntando-se mais um formidável Tom Hanks, com um grande argumento e uma realização dinâmica de Steven Spielberg que nos agarra ao filme e que sabe o que o espectador quer a cada momento.

Nota: ****1/2

sábado, 16 de julho de 2011

Mais um filme visto, mais uma crítica escrita

Keanu Reeves e Al Pacino protagonizam «O advogado do diabo», um filme que conta a história de Kevin Lomax (interpretado por Reeves), um advogado verdadeiro campeão da sua área, que consegue vencer qualquer que seja o caso que tenha com que se confrontar. Nisto, surge John Milton, o fundador de uma firma de advocacia de alto gabarito de Nova Iorque, que faz uma proposta tentadora a Lomax, que a aceita. Contudo, no decorrer do filme, iremos perceber que nada daquilo é o que Lomax esperava.
«O Advogado do diabo» é um filme de entretenimento que vacila entre algumas partes insípidas e outras com mais ou menos conteúdo. Mesmo assim, este filme consegue ser uma crítica (embora pequena) a um mundo que parece ser um autêntico inferno. Keanu Reeves e Al Pacino estão em boa forma (embora poderiam estar melhor), numa fita mediana que entretém e que se vê bem. Mas não passa disso. Foi um filme que passou na RTP1 há uns dias, quis gravá-lo para o analisar com os meus próprios olhos, e não ultrapassou as minhas expectativas. Não estava há espera de mais do que isto.

Nota: ***1/2
Vi ontem o capítulo final do caixa d'óculos feiticeiro.

O Harry Potter.

Sinceramente, nunca fui fã do HP. Só quando era novito, fiquei com uma panca pelos 2 primeiros filmes. Depois passou.

Depois, vejo este... e é completamente o oposto do que estava à espera. Deste filme do HP gostei mesmo. Agrada a miúdos e graúdos, e está bom, mesmo! Os outros que vi, eram filmes de consumo imediato, que vagamente me lembro. Mas o capítulo final de uma saga, é sempre o final. É como o terceiro capítulo do «Regresso ao futuro». Gosto dos outros dois filmes, mas o terceiro, por ser o fim, marca-nos de uma maneira diferente. E acho que o final do BTTF está bem conseguido, ao contrário de algumas pessoas que dizem que é tão desinteressante como o terceiro capítulo de «O Padrinho». Nada a ver. Só que no HP, ultimamente, desde que deixei de gostar disto, mais nenhum filme tinha chamado a atenção. Excepto este.

Ah, e eu sou a prova viva de que não é preciso ver-se todos os filmes para se perceber a história. So vi o 1, o 2, metade do 3, o 4 e o 5, e percebi este perfeitamente.

Um bom final para uma saga onde o último capítulo para mim diz mais que os anteriores todos juntos.

Nota: ****

PS -Não vale a pena o 3D, para variar. Achei mais 3D num anúncio da vodafone que deu antes do filme do que no filme em si...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Uma música para o fim-de-semana. Calha bem, porque se chama «Sub-16». E 16 é a minha idade.

Descobri-a graças a uma promoção da Worten, que tinham o álbum dos GNR «Rock in Rio Douro», com este e outros sucessos da banda (como «Sangue Oculto», «Pronúncia do Norte» e «Ana Lee»), ao módico preço de... 99 cêntimos.

Adoro estas promoções.

Bem, fiquem com a música, e bom fim-de-semana!

Emmys 2011

Já é sabida a lista dos nomeados para a edição dos Emmys, os prémios da televisão norte-americana, deste ano.

A série «Mad men» é a que arrecada mais nomeações, e a que é mais provável de ganhar o prémio de melhor série do ano... embora tenha surgido «Boardwalk empire», uma série que não fica atrás de «Mad men» e que conseguiu roubar à primeira o Globo de Ouro de melhor série na edição do ano passado.

Em termos de comédia, só peço que, pelamordedeus... NÃO GANHE O GLEE!!!

E pronto.

Depois temos o prémio para melhor programa de TV de variedades. Um dos nomeados, e que tem ganho nas edições anteriores, é o «Daily Show». Presumivelmente, deve ganhar este ano. Se não ganhar, bem, temos outros bons candidatos, como o «Colbert Report» e o «Conan». Mas o «Jimmy Fallon» é que não ganha. Não pode. Não é suficientemente bom. Aliás, viu-se isso porque em Portugal deixou de ser transmitido na SIC Radical.

Podem ler a lista de todos os nomeados aqui. Os vencedores, esses, só serão revelados no dia 18 de Setembro.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Ultimamente tenho andado a sobrecarregar a box da televisão com imensas gravações, com filmes e séries que quero ver, mas que dão a horas que não dá para eu poder visionar à hora, no conforto do meu sofá.
No meio de Daily Shows, 30 Rock, Colbert Report e Mad Men (que agora vai estrear a nova temporada na RTP2 e que eu já pus a gravar), um dia, quando estava a vasculhar a programação da Fox, dei de caras com «The west wing», ou em português, «Os Homens do Presidente» (ultimamente têm-se traduzido muitas séries com nomes de filmes que já existiam há algum tempo). Já tinha ouvido falar da série, e vi que, para meu deleite, iriam começar a dar desde o primeiro episódio, naquele dia. Pus a gravar, e hoje, finalmente, passadas quase duas semanas da gravação, consegui vê-lo. Entretanto já gravei todos os episódios que já foram transmitidos. E digo-vos que gostei, e que valeu a pena gravar todo esse material. É uma série que me agrada, com bons actores (grande Martin Sheen) e argumento (do autor Aaron Sorkin, o mesmo do filme médiozinho «A rede social»). Pena foi a qualidade desastrosa do episódio. Primeiro, cortaram o ecrã, ficou um quadrado de TV rodeado por fundo preto, e depois a imagem era pixelizada. Não percebo esta nova mania da Fox, mas enfim, a série é boa, e vou ver, pelo menos, os episódios que conseguir gravar. Porque são muitos... Mais ou menos 150.
Ontem vi dois filmezinhos.

No cinema vi «A ressaca parte II», uma comédia que, ao contrário de outras que vi ultimamente, conseguiu-me fazer rir pela tamanha quantidade de disparates que tinha, embora que apenas em algumas partes. Nunca vi o primeiro filme, embora digam que é melhor que este segundo, mas consegue ser um bom entretenimento para quem gosta deste género cinematográfico. Eu não sou grande adepto, digo até que acho que a comédia fica melhor conseguida em séries de TV como «The office», «30 Rock», etc. Mas consegue ser um filme mediano.
Nota: ***
(vou começar a usar a escala que os críticos costumam utilizar, mas indo de 1 a 5, tendo apenas variantes nos 1/2 para não ter de ser muito específico e, muitas vezes, injusto nas notas que dou aos filmes.)

À noite, em casa de um amigo, vi o quarto filme do Harry Potter, «O cálice de fogo», pela primeira vez.
Quando estreou o primeiro filme, fiquei com uma panca por esta saga, que duro até ao terceiro filme. Mas acho que, a partir do quarto filme, se perdeu a essência do HP. Começou a deixar-se um pouco a história de parte para se dar lugar aos efeitos especiais (que estão espantosos). Mas mesmo assim, consegue cumprir aquilo que filmes deste género prometem, conseguindo ser um filme agradável de se ver mesmo a quem não é fã da saga, como eu.
Nota: ***1/2

terça-feira, 12 de julho de 2011

Ontem revi um dos meus filmes favoritos que a RTP1 fez o favor de transmitir. De vez em quando o primeiro canal dá bons filmes.

«Quem quer ser bilionário?» é, numa palavra, fantástico.

Basta dizer isto

5/5

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Coisas giras que se encontram no Norte



Reparem no segundo cachecol a contar de cima.

Vê-se que há ali muita criatividade do criador desse cachecol, ou como acabei de inventar, do «cachecoleiro».

É giro inventar palavras.

Repito o que disse no Facebook: Atenção!!! Não fui eu que fiz isto! Eu só me encarreguei de ver isto numa varanda em Matosinhos, achar graça e tirar uma fotografia para partilhar no facebook, ok? Tenhais calma, benfiquistas...

E não pus isto no blog porque concordo e porque quero que o Benfica acabe... Na... eu não ligo assim a futebol. Foi só mesmo porque achei engraçado.

Se fosse o tradicional «O Benfica é m-rda», se calhar não tinha assim tanta graça.

Mas desta maneira, até teve.

sábado, 9 de julho de 2011

Estive agora a ver no youtube um excerto do primeiro episódio da campanha publicitária em forma de série «Fora da Box» dos Gato Fedorento.
A ideia não é má, tem piada, e está bem executada, e eu sou um grande fã dos Gato Fedorento. Mas... se eles voltassem a sério para a TV, com programas que se podem mesmo designar como tal... era melhor.
É apenas a minha opinião. Embora «Fora da Box» seja um conceito com alguma substância. É um anúncio publicitário em tamanho grande.

PS - E eu tenho Vodafone em casa. E dou-me muito bem com ela.
Paz à alma de Diogo Vasconcelos, um «grande talento das novas gerações», segundo o presidente da República, Cavaco Silva, que o teve como seu mandatário digital na campanha das presidenciais.

R.I.P

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Mais uma fantástica música do Bruce Springsteen, para o filme «Dead Man Walking».

Bom fim-de-semana.


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Uau... depois da Moody's ter considerado Portugal «lixo», já andam no facebook a preparar mais uma manifestação.

...

...

...

...

E eu pergunto:

PARA QUÊ?!

A fantástica característica do povo português: falar falar falar falar... e protestar. Mas depois, no máximo, é melhor não mexer um dedo para mudar o que está mal. Esperemos que alguém o faça por nós.
A mítica sitcom «The Office» nasceu há dez anos, e para comemorar, a BBC criou um site especial dedicado a esta série, onde se pode ler esta entrevista a Ricky Gervais e Stephen Merchant, criadores da série.
Para os fãs passarem um bom bocado.
Um outro apontamento sobre jornalismo televisivo e escrito: É uma pena quando alguém morre, ver os jornais a tratarem essa pessoa com a tal objectividade que é pedida a quem é jornalista, metendo o óbito entre um bloco de meia hora sobre o facto de uma agência de rating ter dito que Portugal é igual ao que eu por vezes tenho de ir deitar lá fora, seguindo depois a notícia da morte, e depois a meteorologia, e acaba o jornal. Não sei o que vos diga, mas acho que quando morre alguém importante para o país (como foi o caso de Maria José Nogueira Pinto, paz à sua alma), os jornalistas deveriam ser um bocadinho subjectivos. Fica mal acontecerem estas coisas. Lembro-me que, quando foi a morte de José Saramago, estarem a dar uma reportagem sobre a vida e obra do autor na TVI e interromperem para darem numa ligação em directo aquele choninhas caixa d'óculos da secção desportiva do quarto canal, com o propósito de saber a reacção de uma família de um local recôndito do país à vitória do Benfica (se me lembro) num dado jogo. É triste.


PS - Sobre o falecimento de Maria José Nogueira Pinto, vale a pena ler este texto da autoria de João Lopes e a última crónica desta deputada que foi um exemplo para a democracia portuguesa.

Histórias da TV

Manuela Moura Guedes já não vai voltar à televisão... Pede-se ao público presente que faça um «ooooh» de tristeza, fachavor!
OK, podemos prosseguir.
Eu, sinceramente, concordo com a opinião do ex-primeiro ministro, que se tornou famosa e que toda a gente se lembra. É inesquecível! «Vocês não vêem aquele jornal de sexta? Aquilo é um jornal travestido!».
Eu nunca gostei muito da Manuela Moura Guedes. Não como pessoa, mas pelo seu "trabalho jornalístico". Sim, porque aquilo não era mesmo jornalismo... era opinião disfarçada de jornalismo.
Ultimamente a TVI tem andado um pouquinho mais moderada na informação. Já não são tão frequentes as notícias chocantes e sensacionalistas. Agora andam todos os canais a partilhar o mesmo "alimento". Já vejo assassínios de filhos que matam os Pais para lhes sacarem a herança para depois terem os tios todos à cata do dinheiro na RTP, e de quando em vez na SIC.
Agora, em vez de estar tudo concentrado num canal, está em todos. Em pequenas doses. Para não viciar o espectador. Para verdadeiros dependentes, podem sempre dar azo a leituras dos jornais «Correio da Manhã» e outros que tais.
Depois, as verdadeiras notícias, as que realmente importam, têm cobertura mais reduzida.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Frase do dia

Apenas duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana, e não estou certo quanto ao primeiro.
Albert Einstein

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Mais um filme visto


Tinha comprado já há uns tempos este filme na sua edição especial a cinco euros no El Corte Inglès, e só agora é que o vi.
É uma fita de duas horas e meia que explora parte da vida de Muhammed Ali, um dos maiores nomes do mundo do boxe. Eu não sou fã deste desporto, mas tinha curiosidade em ver o filme.
O Will Smith faz uma boa interpretação deste homem que foi o campeão do mundo de boxe por três vezes, num filme assinado por Michael Mann, que consegue dar grandes momentos ao filme. É uma obra agradável, que consegue interessar o espectador do princípio ao fim.


4.3/5

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Vou dar-vos música

Desta vez com «Peace Train» de Cat Stevens!

Hoje vi a entrevista feita a Mikhail Gorbachev, que foi exibida ontem na RTP e que não tive tempo para ver em directo porque estava numa confusâo a ligar a internet lá de casa.
Admiro muito Gorbachev. Foi com ele que o comunismo se tornou de vez numa ilusão. Pelo menos, no seu maior império: a Rússia.
Aconselho o visionamento da entrevista. Grande momento de televisão.