domingo, 11 de dezembro de 2011

Peço a palavra

Num ambiente de instabilidade e de crise como é este que, na atualidade, a sociedade tem de se confrontar, torna-se urgente manter vivos os valores morais e éticos que nos foram ensinados e que devem continuar a ser preservados para as próximas gerações, tentando que talvez as pessoas se apercebam que pode haver uma luz no meio da escuridão, para mudar um mundo que, em variadas situações do quotidiano, me faz pensar que esses valores, simplesmente, não existem.
«Peço a palavra», no original «Mr Smith Goes to Washington», é um filme que tenta mostrar ao espetador que, apesar de toda a maldade e injustiça que abunda na sociedade do século XXI, há sempre alguém que, no meio de uma grande multidão, se destaca por querer mudar o seu espaço ou a mentalidade do Homem.
O filme, realizado por Frank Capra ("Do céu caiu uma estrela") conta-nos a história de Jefferson Smith, um indivíduo da província que é convidado para o cargo de senador por Washington D.C, mas cujo papel vai ser, para muitos políticos do Senado, o de uma marioneta ao seu serviço, pronta a ser manipulada e a entrar no jogo de Jim Taylor, o líder de toda uma máquina política montada, onde reina a corrupção e a mentira. Smith vai tentar criar uma lei para ser aprovada no Senado, com a ajuda da sua assistente, Clarissa Saunders, que mais tarde o irá informar do negócio obscuro que não irá permitir que o inocente senador consiga levar a sua lei sobre a criação de um campo para jovens no local onde pretendia para o bom caminho, levando Smith a despertar e aperceber-se da grande teia de corrupção em que se está a meter, onde está nela incluído o senador Joseph Paine, um dos capatazes de Jim Taylor, e que o fará ser armadilhado para que o dito negócio obscuro não seja revelado no Senado.
«Mr Smith Goes to Washington» é uma das grandes obras-primas do cinema americano e um filme notável por continuar (infelizmente) atual, e por isso torna-se um filme importante para compreender o submundo da política americana (e não só!) e torna-se uma história que, tal como referi, pretende dar uma esperança ao espetador. Uma esperança de que há sempre alguém que consegue ser mais forte que a corrupção e a falsidade e que tem a verdade e os seus valores acima de todas as coisas. Um filme intemporal e fresco, mesmo passados mais de setenta anos sobre a sua estreia original.

Nota: * * * * *

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