quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Outro escritório

Como já reparei que, depois de escrever hoje, só poderei voltar a entrar neste estaminé já no estranho e, segundo alguns, apocalíptico ano de 2012, aproveito já para descarregar toda a minha (pouca) energia que pretendo gastar para escrever, em vez de a deixar guardada por uns dias, algo que pode ser mau para a minha pessoa (mais ou menos a reação que um viciado em droga tem quando vê que vai ter de largar o vício por uma semana até o seu dealer voltar ao beco habitual de venda de doses). Por isso, aproveito para escrever sobre uma série, um post que há muito tempo estava para surgir, metido entre as desarrumadas prateleiras poeirentas e mal cheirosas da minha mente.

A série de que vos pretendo falar neste post é a que está na imagem acima. Se depois de olharem para a dita imagem não conseguiram perceber qual é a série, então são analfabetos e têm rapidamente de se alfabetizar (mas espera aí... se conseguiram ler este texto até aqui, como é que seriam analfabetos ao ponto de não conseguirem ler o título da fotografia? Bem, deixemo-nos das já habituais questões parvo-idiotico-filosóficas e passemos ao que - menos - interessa). Se souberam descobrir a série que é alvo deste post deste blog, os meus parabéns. Ganharam uma rifa para entrarem no já famoso jogo aplaudido pelo público e pela crítica de todo o mundo denominado «Vai ver se eu estou lá fora».

«The Office» é o remake mais conhecido (e, supostamente, o melhor) da famosa britcom da autoria desses dois patifes chamados Ricky Gervais e Stephen Merchant (a série original foi também ela alvo, há uns meses, de um post aqui no blog. Procurem-no se estiverem interessados, sim? Não me está a apetecer agora ir procurar o link). Já dura há oito temporadas, coisa que, em relação à série original, faz muitos episódios de diferença. Esta já anda na mira de atingir os 170! O problema deste remake é que pretende ser um mockumentary, tal como a série original britânica, mas o facto de já durar há muito tempo e até a própria maneira de se filmar (com vários planos diferentes para cada personagem num único diálogo - seria possível estarem três ou quatro cameramen a filmarem o mesmo interveniente de um documentário a sério ao mesmo tempo? Não.) fazem com que não se pareça com um falso documentário. A versão americana de «The office» não é um mockumentary, não se pode considerar como tal, mas é uma sitcom. E não é por este pequeno problema que gosto menos desta série. Aliás, adoro-a, tal como a série original. É uma série muito divertida, ao estilo americano. Enquanto que a original tem aquele humor muito negro e bizarro à moda inglesa, esta série é muito americana. E por isso tem muita piada. Tem um leque de atores brilhantes (o principal, Steve Carrell, saiu na penúltima temporada, mas mesmo assim a série continua ótima) e uma grande equipa de argumentistas. No verão vi a sétima série graças ao sistema de gravações, que me permitiu poder adormecer todas as noites sem ter de ficar acordado até às quatro da manhã, hora em que a série passava na TVI, e agora tenho visto uns episódios de uma temporada mais antiga, a terceira, porque, numa promoção de ano novo, há cá em casa diversos canais, como o FX, à borla até dia 31, e lá passa o «The office» e tenho acompanhado os episódios que eles têm passado. E a série, se não tivesse visto que era a terceira temporada, eu pensaria que era a que vi no verão, porque... a série é das poucas que continua a ter um grande nível passado tanto tempo e provavelmente passado muito tempo do suposto fim que a série deveria ter tido. Não teve, e ainda bem, porque continua excelente (na minha opinião, bem melhor que a que tem ganho os Emmy há dois anos consecutivos, «Modern Family» - será que o juri destes prémios tem medo de dar a uma série o mesmo galardão vários anos seguidos?) e, ao lado de «30 rock», acho que é a melhor série de humor da atualidade. Quem vir «The office», qualquer das duas versões - a original ou a americana - sairá satisfeito, com estas séries de humor patético, mas mesmo assim, refinado.

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